Nossas expectativas não batem!

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Os dias do congresso de Rafa foi falando com Gizelly por mensagem. Com intervalos longos entre uma conversa e outra, ou quase nada. Por outro lado, Gizelly se enfiou no trabalho. Já Rafaella, postava fotos animada na piscina do hotel com as colegas, bebendo, desfrutando de Brasília. No último dia, Rafa ligou para a Professora à tarde.

📲 Ligação on

R: Gizelly?

G: Oi Rafaella.

R: Onde você tá?

G: Tô na editora. Vou no meu apartamento e depois pra sua casa.

Rafa ficou em silêncio por um momento.

R: Acabei de chegar aqui na academia. Vou demorar um pouco, mas vou pra casa. Trouxe várias coisas, vou começar a organizar. A gente conversa quando eu chegar tá?

Rafa estava serena.

G: Ok.

Ligação off.

   Quando Gizelly saiu do seu apartamento, tentou de todo jeito entrar na casa de Rafa e não conseguiu. Kelly não estava, a chave dela parecia emperrar na fechadura e nada parecia funcionar. Isso era o limite pra ela.

- Que porra é essa? - Disse Gizelly.

   Nem tentou muito, foi até a academia onde Rafa estava. Naquele horário, já não tinha tantas pessoas. O clima era calmo e Ronaldo estava conversando com Paulinho na parte de baixo quando a professora passou em velocidade os ignorando. Sabia bem onde Rafa estava.

- Cansei de esperar! Mandou trocar as fechaduras? Minha chave não entrou. Olha bem pra minha cara e vê se tenho seis anos! Precisa olhar bem pra mim e parar com essa criancice e dizer realmente o que você quer.

Rafa saiu de trás da mesa, puxou uma mala que Gizelly conhecia bem, respirou fundo com os olhos baixos e respondeu:

- Eu... Pensei bastante na gente. Em tudo que já aconteceu, antes da viagem, depois da viagem. Eu sei, foi bom, mas em Bali eu aprendi naquelas meditações a olhar pra mim e ver o que eu realmente queria. Eu amo ser livre. Eu gosto de ter controle de tudo, eu gosto de planejar e gosto que as coisas saiam do meu jeito. Acho que as nossas expectativas não batem.

Ela falava baixo, tentando não encarar a namorada que olhava de olhos ligeiramente arregalados.

- Tá terminando comigo de novo?

Rafa ficou em silêncio por uns instantes. Empurrou a mala um pouco mais para frente e disse:

- coloquei aqui suas coisas, no fundo, aprendi com você que não é errado ser quem eu sou. Ter minhas escolhas e... Fazer o que eu quero. Sempre fiz o que eu queria... É isso.

Gizelly estava boquiaberta. Não esperava aquilo de Rafa. Não depois de tudo que havia acontecido. e ela continuou.

- Eu não quero mais ser sua namorada. Esse tempo foi o bastante pra saber como era. Esse teste de morar juntas por uns dias, me fez ver como funciona um casamento de fato. Não sou eu sabe, pode ser você, mas não sou eu.

O rosto de Gizelly estava confuso, curioso e incrédulo.

- Tá de sacanagem, né? Só pode ser! - Disse Gizelly.

Rafa estendeu as mãos, e disse:

- Preciso das chaves da minha casa.

Gizelly ouviu por uns instantes e pareceu perder o sentido. Depois se apressou tirando as chaves dela do molho que estava em seu bolso enquanto ela ainda falava:

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