Golpe de Ascensão

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Vi

Okay okay, não é me gabar mas eu era ótima em deixar o clima com gostinho de quero mais, e pelo visto Caitlyn não achava ruim, claro eu preciso me controlar muito pra fazer esse tipo de coisa.

  Saímos da minha casa e caminhamos até Zaun novamente, sinceramente eu não aguento mais esse vai e vem, Caitlyn deixou claro que o principal objetivo hoje é seguir pelo esgoto para tentar entrar na indústria Glasc; iríamos tentar uma invasão, assim que chegamos perto da tampa de um boeiro em um beco, ela marcou um x no mapa, eu levantei o metal e encarei a mulher em minha frente.

  Ela entrou no local sem nem pensar duas vezes, eu acho extraordinária a vontade dela, ela iria até onde fosse preciso, apesar de ser rica não era uma pessoa fresca.

  Eu a segui, nos andávamos na beira ao lado do esgoto, ela anotava em um mapa da cidade, praticamente marcando as curvas que fazíamos e por onde passávamos, parecia uma caça ao tesouro, eu não consigo entender direito como ela fazia isso com tanta exatidão.

-Vamos virar aqui.

  Ela adentrou um corredor e fomos andando, assim que chegamos embaixo de outra tampa ela me olhou e entregou o mapa para mim, se ela estivesse correta, era ali que ficava uma das empresas de Renata Glasc.

  Eu empurrei a tampa a retirando e sai do local estendendo a mão para ela, ela a pegou e eu a puxei para cima, coloquei a tampa no local novamente e encarei o ambiente ao redor, estávamos em uma fábrica, era notável, porém estávamos no estacionamento, sobre o prédio a sigla que indicava que chegamos no local correto "Glasc" eu encarei Caitlyn, puta que pariu que mulher foda!

  Ela caminhou até a porta do local, tentou abrir e não tivemos sucesso, eu apontei para um vitro, caminhamos até ele e eu encaixei meus dedos entre ele, o abri lentamente, passei pelo espaço, eu caminhei até a chave que estava ao lado da porta e a abri, Cait sorriu sutilmente, pelo horário, sabia que Renata não estava ali, negociações costumam acontecer nesse horário.

  Eu suspirei e caminhei até uma porta que indicava ser a sala de segurança, as câmeras estavam ligadas.

  Eu dei um chute na porta a fazendo abrir, Caitlyn pareceu assustar e entrou junto comigo fechando a porta, eu me sentei ligando o aparelho que controlava as câmeras, o coloquei para transmitir na tela, Caitlyn franziu o cenho confusa.

-O que você tá fazendo?

-Vou apagar nossas imagens, vai parecer que ninguém esteve aqui.

-Aonde aprendeu isso?

-Eu roubava, lembra?

    Eu afirmei enquanto digitava, apaguei todas as nossas imagens e em seguida eu coloquei as câmeras para não filmar durante uma hora.

-Temos uma hora, não falhe futura Xerife.

  Ela confirmou e saímos do ambiente, eu caminhei junto com ela procurando a sala de Renata, nós nos separamos, haviam dois corredores, pelo visto eu estava na parte onde ficam os equipamentos, Caitlyn me chamou e eu caminhei até o outro corredor, ela estava dentro de uma sala, ali na porta estava escrito "Glasc", eu a encarei e começamos a vasculhar as coisas sem deixar na cara a nossa visita repentina.

  Eu abri uma gaveta e suspirei ao esbarrar com um arquivo escrito "Barões da química"

-Caitlyn eu acho que achamos o que você tá procurando.

  Ela se aproximou de mim e abriu o arquivo, esbarramos em uma lista de nomes e eu encarei Caitlyn dando um sorriso ladino, Tremello, Marcos o Xerife,  Singed, Corina, Viktor, Renata, ela me encarou e suspirou se pronunciando:

-Não podemos levar isso, eles vão saber que fomos nós.

-Mas, podemos copiar.

  Eu caminhei até uma máquina a ligando, abri as folhas e começamos a tirar várias cópias, é agora que esse império caí aos pedaços!

Nós sabíamos que o Xerife não deixaria concluirmos tudo, agora que sabemos realmente da coligação entre ele e os barões, talvez o conselho fosse a nosso favor, precisávamos do Jayce agora.

  Assim que terminamos de tirar as cópias eu coloquei tudo no lugar, nós descemos correndo e fomos até o boeiro abrindo-o, eu adentrei e Caitlyn também, assim que cai dentro do local eu suspirei e encarei ela falando:

-Nossa, isso foi mais fácil do que deveria, não foi?

  Ela confirmou, eu suspirei e ela guardou os papéis na mochila, eu comecei a caminhar, eu soltei um riso baixo e ela me olhou sem entender.

-Eles tinha certeza, que eu estava condenada, a ser uma fracassada...E olha quem vai ajudar Kiramman a derrubar essa bagaça toda?

-Esse é o espírito.

  Ela sorriu curto eu abri o mapa seguindo pelo caminho de antes, nós não havíamos estudado o arquivo a fundo, apenas havíamos o copiado.

-Bom, em casa nós vamos ler tudo isso aí?

-É uma boa ideia.

  Eu confirmei com a cabeça, mas não saia de minha mente que foi fácil demais chegar lá e conseguir tudo isso.

Draven

  Eu estava caminhando ao lado do meu irmão, era o dia de sua cerimônia, e o dia de minha ascensão.

  Se tudo desse certo, eu o tornaria um traidor e ele seria ou morto ou aprisionado, dando espaço para meu brilho, chegamos no tal desfile, quando eu em meio aos aplausos fiz exatamente o que Renata me indicou, fingi que estava tudo certo, ela tinha bombas de gás que acabavam por inverter os papéis das pessoas na mente do atingido, em palavras simples, você mata um companheiro sobre o efeito disso, mas mais do que isso, eu precisava que fosse discreto, então ela me deu um líquido com o mesmo efeito.

  Após o desfile, nós fomos para o salão de festas, tudo decorado em vermelho e prata, vidros enormes, e um salão repleto de iluminação, sentei em uma mesa do canto, eu peguei uma bandeja com bebidas e joguei o líquido no primeiro copo, pedi para o garçom levar os drinks na mesa de meu irmão; como de costume em Noxus se serve bebida da esquerda para a direita, então meu irmão seria o primeiro a receber o copo pois estava na ponta esquerda da mesa, não havia chances de erro.

  Eu observei de longe ele beber toda a bebida, não demorou muito para que ele tornasse a festa mais interessante pegando o machado e atingindo o rosto do homem ao seu lado, os soldados de sua mesa assustaram levantando de imediato, eu me levantei fingindo surpresa.

  Eu corri em sua direção, nenhum dos soldados em sua volta era capaz de derrotar ele, eu também não era, em um giro com o machado ele derrubou três os fatiando no meio, o rei do local gritou para que alguém o segurasse, um rapaz se aproximou e ele jogou o machado na direção do menino e o puxou para si, quando retirou o machado do corpo do rapaz ele girou novamente o cortando no meio, não demorou muito para que três homens e eu conseguíssemos o derrubar e afastar o machado dele, eu o apaguei com um forte soco no rosto, ergui seu corpo e o rei ordenou que prendessem ele:

-Draven! Prenda seu irmão!!

-Sim senhor.

-O que deu nele? -Um rapaz questionou parecendo surpreso. -Por quê?

  Eu encarei a face do homem apagado e suspirei dando de ombros.

-Não sei, mas eu sirvo Noxus, não meu irmão.

 

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