Vi
Haviam se passado algumas horas desdo final do meu turno, eu estava nesse exato momento sentada perto dos portões solares, observando o mar quebrar na costa, e meus pensamentos estavam distantes, enquanto isso Ekko estava sentado ao meu lado, ele falava algo sobre sua nova idéia de tecnologia, coisa que eu entendo porém bem menos que ele.
-Ekko...
-Hum?
-Eu estava pensando, você não viria para Piltover?
-Como assim vir para cá?
-Não sei, tentar algo diferente.
-Tipo o que você fez?
Eu senti uma leve alfinetada e suspirei encarei ele e toquei seu ombro o massageando de leve.
-Baixinho, você é muito inteligente, eu conheço um cara que adoraria conhecer você...Talvez ele possa ajudar você, com algumas coisas.
Na verdade eu meio que não conheço o Jayce, mas a Caitlyn pode dar um jeito nisso rapidinho.
-Que cara?
-O nome dele é Jayce.
Ele raciocinou por alguns minutos e soltou um riso leve.
-O conselheiro Talles?
-O próprio.
Ekko pareceu pensativo, para ele o conselho só parecia ligar para si mesmo, e eu concordo em partes, não acredito que eu mudei tão radicalmente.
Há anos atrás o conselho tinha meu ódio, e Piltover também...Mas aos poucos eu conheci pessoas boas, Ezreal...Caitlyn...o Engomadinho, e agora até a Cassandra está sendo bacana, talvez o conselho não seja tão ruim, nem os Pilties.
-Você mudou bastante, tipo...No fundo você mudou, mas por fora continua a mesma coisa.
Eu encarei o céu por alguns minutos e dei de ombros, eu nem sei se vindo dele isso é elogio ou crítica, talvez ele tenha notado a minha dúvida mental e logo se explicou:
-Estou feliz por você estar bem agora.
Eu encarei o rapaz e ele sorriu abertamente, ele tocou meu ombro e se levantou saindo.
-Vou pensar sobre o seu amigo.
Foram suas últimas palavras antes de sumir da minha visão, eu sorri e me levantei indo direto para a delegacia, eu estava exausta mas precisava trocar uma palavra com a Caitlyn sobre essa história do Urgot, e também sobre a lata velha que prendemos.
Assim que eu cheguei na delegacia notei as luzes apagadas, natural já que a Xerife era a única pessoa presente, eu caminhei até a sala dela e bati na porta a abrindo em seguida, ela me encarou surpresa, a única Luz ligada era a do abajur.
-Seu turno já não acabou?
-Sim, só queria falar com você, sobre os casos...
-Humm...Okay.
Ela fechou o livro que estava sobre a mesa, sua postura continuava natural e elegante como de costume, e logo ela sorriu de forma sutil, um gesto com a mão veio dela como se dissesse "pode falar".
-Sobre o Urgot, as pistas são uma merda, vou para Zaun amanhã, quero ver de perto, eu andei falando com o Ekko mais cedo e ele me disse que tem uns seguidores fanáticos do Urgot...
-Essa é nova.
-Pois é...E esse povo fanático fica meio que espalhando a palavra do "Urgot".
-Ele é o que? Um sacerdote?
-Só se for do caos.
-Ótimo apelido, sacerdote do Caos, pois bem, prossiga.
-Tem um cara chamado Voz, na verdade esse não deve ser o nome dele, mas ele é responsável por passar os ensinamentos insanos do Urgot para os outros, então...Eu vou dar uma voltinha por lá pra ver se eu acho algo menos teórico.
-Entendo, okay, seu plano é bom e seu desenvolvimento no caso foi excepcional, como sempre.
-Olha só, nem parece que me odiava.
-As vezes eu ainda odeio.
-Tipo?
-Tipo quando você começa alguma coisa e não termina.
-Ah... -Eu sorri ladino e ergui uma sobrancelha. -Se você quiser dar uma passada na minha casa, minhas portas estarão abertas.
Ela sorriu e colocou a mão dentro do sutiã, tirou dele uma chave girando o objeto nos dedos, naquele momento eu me lembrei que todo esse tempo ela esteve com minha chave reserva, ela deu uma piscada leve.
-As portas sempre estiveram abertas para mim Vi.
Eu sorri levemente e confirmei, eu me ajeitei rapidamente na cadeira, e ela suspirou levemente.
-Então você vai me visitar hoje?
-Gostaria, mas tem muita coisa pra fazer.
-E eu estou atrapalhando seu trabalho não é?
-Não, você não atrapalha.
-Então eu vou ficar em silêncio deixando você trabalhar... -Eu me levantei e caminhei até ficar atrás dela, minhas mãos pousaram sobre seus ombros e eu comecei a massagear seus ombros e braços lentamente, pude sentir sua pele se arrepiar e suspirei levemente, ela fechou seus olhos encostando a cabeça na cadeira, como se precisasse daquilo, eu deslizei as mãos lentamente por sua pele do braço sentindo ela se arrepiar voltei para seu pescoço arrastando levemente as pontas dos dedos pela pele alva, no instante que seus lábios abriram eu quis beijar ela, meus olhos se prenderam no rosto da mulher e quando os dela cruzaram os meus eu sorri de forma sutil porém sincera.
-Você é linda.
Eu falei baixo e pude notar suas bochechas corarem pelas palavras usadas, eu joguei meu corpo para frente me colocando na ponta dos pés, selando meus lábios sobre os dela, pude sentir seu sorriso após o contato, e sua respiração contra meu queixo já que estávamos em posições invertidas.
-Eu vou deixar você trabalhar...
Eu caminhei para a porta e encarei ela logo que abri a porta.
-Até mais Cupcake.
-Até amanhã Rosadinha.
-Porra Caitlyn que broxante!
Eu gritei do outro lado ouvindo o riso dela, aquilo é mesmo broxante já que quem fica me chamando assim é aquela turista sem escrúpulos.
Swain
Eu continuei caminhando pelo vasto campo verde o corvo que voava sobre mim tinha seus olhos presos em tudo ao redor, o soldado que me acompanhava suspirou levemente, eu tinha um objetivo sincero levando ele comigo, descobrir se a ambição o fez trair seu irmão, por poder.
-Conversei com seu irmão pela noite.
Eu encarei a lua, Draven parou de caminhar e eu me virei para ele, a madrugada gelida estava presente em todas as noites de Noxus, resquícios de chuva batiam sobre minha pele em meio ao vendaval, e entre nós havia um silêncio completo, estávamos afastados da cidade, e a bela visão do mar em nossa frente parecia inundar meus olhos com dúvidas, eu sabia como provocar sua curiosidade:
-Ele não disse nada de importante, e a tortura não funciona, não com um Noxiano como ele.
-O que você quer que eu faça?
-Quero que descubra o que ele fez em Piltover, de alguma forma a cidade do progresso está aliada a isso.
-Ah...Ah...Acho perca de tempo, o que aqueles diplomatas poderiam ter?
Eu senti o corvo pousar em meu ombro e suspirei levemente encarando os olhos de Draven.
"Parece que eu estou ganhando esse jogo"
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Opostos Complementares
FanfictionCaitlyn e Vi são pessoas completamente diferentes, com vidas diferentes e histórias muito distintas. Mesmo assim, vencer as diferenças pode ser necessário para um bem maior. Da diferença, nasce algo ainda maior do que tudo já conhecido por ambas. ...
