Camille

512 43 32
                                        

Vi

Okay, eu preciso admitir que a Caitlyn estava esplêndida, mas muito mais do que isso, ela estava elegante, extremamente sensual e com um ar de superioridade natural, eu não vou mentir que a cada segundo eu encaro ela afirmando mentalmente que sorte eu tenho.

  Nesse exato momento eu estava jogando sinuca com o pai dela, ela e Ezreal, Caitlyn só teve um tipo de falha durante o jogo, e era na força que sua mão empregava para fazer as batidas na bola, porém, estava realmente muito bom para quem nunca jogou.

O colar em seu pescoço me surpreendeu profundamente, eu senti por um momento que ela nunca me descartou por completo de sua vida, e tenho que admitir o quão gay parece as mangas da minha camisa preta serem da cor do vestido dela por estarem dobradas, assim como os botões que tinham o mesmo tom.

-Cola o taco um pouco mais no corpo. -Eu falei enquanto a mulher estava ajustando a mira, ela ajeitou o taco e respirou fundo com um olhar concentrado. -Não bate muito forte, senão a gente vai matar a branca junto...-Eu coloquei o dedo indicador na ponta do taco erguendo um pouco. -Se você bater nessa altura quando ele empurrar a bola a branca vai girar e voltar, vai parar ali...-Eu toquei a região da mesa -E vamos ter deixado eles sem visão para jogar, eles não tem como matar nada daqui.

-O caramba....Vi deixa a gente ganhar em paz! -Ezreal afirmou e o pai dela gargalhou, ela fez exatamente o que eu disse derrubando a bola, eu encarei ele com um olhar vitorioso. -Poxa Caitlyn, pra que escutar a Vi?

  Ela tentou acertar outra bola mas o excesso de força a fez errar.

A mais alta riu e eu sorri apoiando-me na mesa, infelizmente o pai dela jogava muito melhor do que eu, então ele rapidamente tirou a bola do meu campo de ação nos deixando sem opções.

-Boa! -Ezreal falou e o pai da garota sorriu levemente. -A gente ainda tá ganhando.

  Eu suspirei e mirei a bola na quina, o pai da garota se apoiou na mesa entendendo a intenção, se eu conseguisse bater a bola na quina e fazer ela voltar, ela derrubaria uma de nossas bolas, consequentemente pararia perto da outra, se eu errar eu entreguei o jogo, pois estará mais fácil para eles matar a única bola que restava.

-Meio arriscada a sua ideia... -O pai dela falou enquanto me encarava, era a terceira vez que eu puxava o taco para trás e aproximava da bola, imaginava o desenho da ação, eu estreitava os olhos fazendo o movimento com impulso e calma para não errar quando realmente batesse. -Tá jogando sinuca ou xadrez?

Caitlyn riu, eu realmente estava me concentrando como se fosse xadrez, empurrei o corpo mais sobre a mesa erguendo a ponta dos pés e efetuei a batida derrubando minha bola da forma que planejei.

-Que cagada. -Ezreal resmungou e eu dei a volta na mesa me posicionando. -Erra... -Ezreal se abaixou e começou a repetir a palavra em meu ouvido, eu franzi o cenho e encarei ele erguendo uma sobrancelha.

-O que você está fazendo?

-Pressionando você psicologicamente.

-Tá funcionando não.

Eu afirmei apertando um pouco mais a pegada no taco, Caitlyn acompanhava cada movimento que eu fazia, seu olhar analítico me pressionava muito mais do que Ezreal repetindo "Erra" me encarando sem nem piscar.

Eu indaguei baixo:

-Se eu matar acabou o jogo...

-E com certeza vai ter uma revanche. -O pai da garota falou encarando-me, eu suspirei e bati lentamente, fazendo a bola rolar devagar, assim que ela encostou na última bola ela a derrubou e o pai da garota sorriu. -Encontrei um oponente a altura.

Opostos ComplementaresOnde histórias criam vida. Descubra agora