Curiosidade

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Vi

  Naquela semana eu me empenhei em observar tudo o que precisava, e estava tendo um progresso rápido se comparado ao que eu imaginava, faltavam apenas dois dias para rever Caitlyn, em um prazo de uma semana, ter apanhado três vezes até que era lucro, naquele instante eu estava no refeitório, me levantei fazendo Fiora me encarar arregalando os olhos já que eu nem havia terminado de comer, ela me questionou quase em um sussurro:

-Onde você tá indo maluca?

  Encarei a mulher e dei de ombros, aquilo era parte essencial do meu plano, eu tinha que arranjar alguma forma de ouvir os corruptos, e esse era o momento, era difícil algum preso sair do refeitório durante o horário das refeições, pouquíssimos conseguiam terminar de comer e "aproveitar" um banho de sol, mas eu fiz questão de subir lentamente as escadas, como se fosse descansar na parte superior do local, exatamente onde aqueles cinco homens estavam vigiando.

  Eles me viram passar e não demorou muito para um deles me seguir, eu caminhei por um corredor  quase vazio, ele dava acesso ao pátio, quando percebi que não havia mais ninguém além de mim e dele eu me virei para o homem, ele arregalou seus olhos de primeiro momento e deu um riso depois.

-Sabia que eu estava te seguindo?

-Fui policial também... Não me substime-Eu dei de ombros e corri a mão na parede lentamente, ele acompanhou minha mão com os olhos e eu a fechei dando um soco na parede. -Quero sair daqui.

-Se fosse fácil Zaunita, todo mundo sairia.

-Hum...O que eu preciso fazer para sair?

-Como? -Ele franziu o cenho como se eu tivesse mostrado uma equação matemática para ele.

-O que eu preciso fazer, para sair?

-Que?

-O porra... você não prestou atenção? Eu preciso fazer o que?

-Não estou entendendo sua colocação.

-A...Que desperdício! A honestidade te tornou um carcereiro-Eu falei em um tom de deboche -Grande merda.

  Eu caminhei passando por ele esbarrando no mesmo ele segurou meu braço e deu um riso baixo.

-Garota, você não nasceu pra jogar com a gente.

-Jura? -Eu dei um riso e soltei meu braço da mão dele -Olha com todo o respeito, tirando sexo, eu faria qualquer coisa, mas vocês são só uns medrosos mesmo, então que se dane.

-Você quer negociar limitando algo? -Ele disse em um tom de doboche e por um segundo eu senti um nó se formar em minha garganta, algumas lembranças ruins voltaram em minha mente, rapidamente eu me afastei dos pensamentos e suspirei encarando os olhos pútridos do homem. -Tem certeza que vai escolher fazer isso?

-Tenho, afinal nós gostamos da mesma coisa.

  Eu voltei a caminhar saindo do local, a semente já estava plantada, eu voltei até a mesa onde Fiora estava e me sentei me ajeitando e retomando a refeição.

-Gata borralheira, que merda você foi fazer?

-Para de me chamar assim!... -Eu senti meu rosto queimar e suspirei me ajeitando na cadeira, a mulher riu. -Isso não combina comigo.

-Você fica toda vermelha...Sua namorada sabe que tem uma mulher super sexy te deixando sem jeito?

-Cala a boca Fiora.

Eu revirei meus olhos e dei um riso, ela gostava de me lembrar de Caitlyn em alguns momentos, e era bom lembrar dela, mas eu não precisa desse tipo de argumento para lembrar da mulher.

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