Vai ajudar ou não?

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Vi

  Eu confesso que eu não dormi tão bem, por qual razão? Sei lá, mas no dia seguinte eu estava novamente na delegacia lendo novamente o caso do Urgot, mas ainda não saia de minha mente todo aquele negócio com Corina Viktor Singed e o coisa gigante de metal.

   Incrível como a Caitlyn adora dar o caso mais difícil pra mim.

  Eu suspirei e a garota do dicionário riu, talvez porque esteja nítido que eu tô ficando doida com essas informações todas, e tudo desconexo.

-Por que não pede a ajuda da Xerife? Geral fala que foram uma boa dupla em relação aos barões.

-Bom, ela tem coisas pra fazer eu não quero abusar da boa vontade dela.

-Humm...

Eu suspirei e desviei o olhar da folha para o teto, eu encarei o teto por um longo tempo, meus olhos se fecharam enquanto eu unia as informações.

-Olá...

-Á? -Eu abri os olhos e Riven estava sentada na cadeira de Ezreal, naquele momento eu me recordei que essa mina tá na casa da Caitlyn e isso me deu um certo incomodo, obviamente, ela está dormindo na cama da mulher da minha vida, como eu iria reagir?! -Dormiu bem Riven?

-Aham, a cama da Caitlyn é sensacional.

  Eu apertei um pouco os lábios, acho que eu pedi para ouvir isso, calma Vi, relaxa, respira, só não tinha opção, não é como se você pudesse simplesmente sair por aí com ciúmes!

Mas por mim ela podia dormir na cela da delegacia mesmo.

  Eu me levantei e suspirei indo até a sala da Xerife, eu bati e abri a porta e ela me encarou, sua postura era a habitual, elegante, suas mãos estavam sobre a mesa segurando um livro, os olhos azuis  dilataram pela luz sutil que entrava pela janela do ambiente, e como de costume, suas pernas estavam cruzadas enquanto o pé balançava lentamente, e ela estava com o famoso vestido, esse uniforme fica extremamente bonito nela.

-Bom dia Vi.

-Á...Bom dia...A Riven...Ela...

  Caitlyn fechou o livro que estava lendo e seus olhos se prenderam em mim, ela colocou o livro de lado, eu não queria falar naquilo mas eu estava realmente meio incomodada.

-A Riven?

-É...

-Você ficou incomodada.

"Óbvio!"

-Com o que?

-Ela dormir comigo.

-Não.... - Ela ergueu uma sobrancelha e eu suspirei me dando por vencida. -Um pouco, mas eu não vou agir como se você fosse minha.

-E por que não vai?

  Ela se levantou e veio até mim tocando minha jaqueta e deslizando os dedos por ela lentamente me puxando para mais perto, meus olhos acompanharam sua mão e ela me olhou profundamente, seus dedos só pararam de deslizar quando sua mão segurou o cinto que era todo metálico, ela me puxou para mais perto através dele, eu falei baixo pela proximidade:

-A gente não namora...Eu acho que não dá pra exigir...

-Sabe... -Ela aproximou o rosto do meu e deu um selar na minha bochecha, seu olhar me prendeu por completo e ela correu o nariz sobre minha bochecha até meu ouvido sussurrando. -Eu dormi pensando que você poderia continuar o que começou... -Eu senti meu corpo se arrepiar e fechei meus olhos, puta merda eu estou seduzida por palavras, e dessa vez ela nem tá bêbada, ela mordiscou levemente minha orelha -Então, por favor, não me deixa saciar minha saudade de você no chuveiro.

  Eu entreabri minha boca surpresa por sua fala e puxei o ar com força buscando o autocontrole, ela deu uma leve mordida no meu pescoço se afastando de mim logo em seguida.

Ela se sentou e voltou a postura inicial, e não demorou muito para Riven entrar sem bater.

-Você tem que bater ô ogra!

  Eu falei encarando ela, a mesma riu sarcástica e deu de ombros se sentando e me encarando.

-Nossa olha, temos uma princesa falando.

Eu revirei meus olhos novamente e ela me encarou profundamente, Caitlyn apenas observava atenta, rapidamente eu rebati o argumento dela:

-Noxianos não tem modos?

-Zaunitas também não.

-Mais que você com certeza.

-Somos farinha do mesmo saco.

-Pode apostar que não!

  Ela riu levemente.

-Á é, Noxianos são soldados de verdade e não de chumbo!

Dessa vez a risada foi minha, e a fala também:

-Você não aguentaria dois minutos lutando comigo garota.

  No mesmo instante ela se levantou se aproximando de mim, ela encarou meus olhos e eu apenas continuei a encarando.

-Rosadinha, você só não gostou de mim porque sabe que eu sou melhor que você.

-Melhor?

-Veste a luva...

-Acha que eu preciso delas pra lidar com alguém como você?

-Soube por aí, que já foi presa também, então você não é flor que se cheire!

  Eu segurei a camisa da garota a puxando para mais perto ela colocou os dedos no shorts e tirou um canivete o girando entre os dedos, ela parou o objeto o tocando no meu queixo, eu senti um leve ardor e pude sentir o sangue escorrer, Caitlyn no mesmo instante se levantou e veio em nossa direção, ela empurrou a garota e me empurrou para o lado oposto.

-Veste as luvas.

  A menina falou irritada, a Xerife tomou a voz ao ver que a situação não era das melhores:

-Ninguém vai brigar aqui!

  No mesmo instante ouvimos uma explosão alta e eu arregalei meus olhos.

-Veste as luvas! -Riven falou saindo da sala correndo e eu confirmei correndo para a minha mesa, eu rapidamente puxei as luvas do canto e as vesti.

  Quando eu saí da sala Caitlyn estava descendo as escadas rapidamente com o rifle em mãos.

    O barulho pareceu vir da garagem, então foi pra lá que eu corri, assim que nós chegamos na garagem haviam alguns policiais caídos no chão, uma fumaça escura tomava toda a garagem eu estreitei os olhos tentando enxergar e pude ver a lata velha amarela andando ali.

   Eu encarei as luvas de metal em minhas mãos e Caitlyn se abaixou atrás de um carro apoiando a arma nele e mirando a lata velha.

-Ele ainda não nos viu, Vi consegue lutar com ele? -Eu confirmei e ela continuou sua explicação. -Tente deixar a cabeça dele imóvel para eu acertar os fios do pescoço.

-O espaço é pequeno...Tu consegue fazer isso?

Riven questionou e Caitlyn continuou mirando, ela respondeu a mulher com calma:

-Se ele estiver com a cabeça parada eu consigo.

  Eu respirei fundo e confirmei com a cabeça voltando meus olhos e minha pergunta para Riven:

-Eai Turista vai ajudar ou não?

  Riven deu de ombros e eu dei a volta atrás dos carros até estar no campo de visão dele e subir no capô de um carro.

-Aí lata velha!

  Seus olhos me encararam e ele lançou a mão sobre mim, eu me joguei no chão rolando e quando olhei para atrás o carro estava esmagado.

-Mas que robô agressivo...

  Eu sussurrei baixo e ele veio em minha direção, ele desferiu alguns socos que não me atingiram devido aos desvios, o que não era tão difícil de fazer pelo tamanho dele.

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