fifteen

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Maya tinha as mãos ágeis e firmes que passeavam por todo o meu corpo acertando nos lugares certos, ela mordiscava minha orelha passando a língua por toda a área quando os seus dedos alcançaram o meio das minhas coxas.

— Queria ter certeza de que você está molhada. Sem calcinha, não dá para confirmar — ela disse no meu ouvido.

— Estou pronta para você — respondi, com um sorriso ofegante.

Sem me avisar, ela me invadiu com dois dedos, me fazendo gemer e jogar a cabeça para trás enquanto ela os movia com agilidade. Sua boca desceu por todo o meu pescoço até chegar aos meus seios, onde ela os chupou por cima da camisola, provocando arrepios por todo o meu corpo.

— Puta merda, você é deliciosa demais — ela sussurrou, enquanto abaixava as alças da minha camisola sem tirar os dedos de mim.

Ela lambeu o espaço entre os meus seios e mordeu o mamilo devagar, enquanto eu puxava seu cabelo, implorando para que ela não parasse.

— Não para por favor, me fode... — eu dizia sem conseguir controlar os meus instintos.

Maya pressionou o seu dedão no meu clitóris o estimulando sem parar o movimento com os dedos, minhas mãos subiam e desciam nas suas costas por debaixo da camiseta onde eu tinha certeza que deixaria a marca das minhas unhas, ela me olhava tão intensamente e eu podia ver o desejo puro queimando nos seus olhos, mas diferente das outras vezes tinha algo a mais que acendeu uma interrogação na minha cabeça.

—  Eu poderia gozar de sentir você extremamente apertada e escorrendo nos meus dedos — ela disse entre um beijo e eu gemi contra sua boca.

— Eu quero que você goze apenas quando eu tiver com a minha língua dentro de você — falei sem tirar os olhos dela.

Ela mordeu minha boca com tanta força que eu pude sentir o gosto metálico do sangue, e em seguida ela voltou a sua atenção para os meus seios os chupando com força. Senti a vibração conhecida dentro de mim e sabia que estava perto e ela também percebeu, pois vi o seu sorrisinho convencido e logo aumentou os movimentos dos dedos dos seus dedos. O barulho deles em fricção com o meu centro molhado aumentava o meu tesão, meu corpo todo começou a convulsionar enquanto eu sentia o orgasmo se aproximar.

— Olha pra mim — ela puxou meu cabelo com força fazendo minha cabeça levantar — Você vai gozar olhando nos olhos da mulher que vai te dar o melhor orgasmo da sua vida.

Faccio quello che vuoi (eu faço o que você quiser)  — eu falei sem conseguir controlar mais o meu corpo e me apertando contra os dedos dedo enquanto gozava com força.

Ela descansou a cabeça contra o meu peito em seguida me deu um beijo na testa e tirou os dedos extremamente molhados de dentro de mim levando até a boca onde os chupou com os olhos fechados.

— O seu gosto é maravilhoso — ela disse fazendo algo se revirar dentro de mim.

— Um orgasmo pela manhã e eu não preciso de mais nada — falei sorrindo me sentindo extremamente relaxada.

— A intenção é sempre agradar — ela disse levantando e eu levantei uma sobrancelha confusa. — Tenho que ir

— É sério isso??? — Sentei no tapete sem acreditar — Ok sei que nós combinamos apenas sexo, mas você simplesmente vir aqui me comer e ir embora é completamente fora dos meus limites, vai deixar o meu pagamento também?

— O que??? — Ela me olhou horrorizada — Você tá maluca Carina? Em pensar que eu te vejo dessa forma?

— Você está me tratando com uma prostituta — falei indignada me levantando e vestindo o roupão que estava sob o sofá.

Eu já havia ouvido muito sobre a fama da Maya descartar as mulheres, mas ela sempre foi muito respeitosa comigo e eu realmente não achei que ela iria me tratar dessa maneira.

— Me desculpa — ela sentou no sofá esfregando as mãos no rosto — Não estou num dia bom, eu não queria descontar em você.

— E estava no dia bom pra transar??? — perguntei.

— Não Carina — ela me olhou e eu vi um brilho diferente dos seus olhos, diferente de minutos atrás quando refletiam tesão e raiva, agora eles refletiam dor — Eu queria te fazer se sentir bem, queria provar que eu posso fazer coisas boas pra alguém.

— Maya... — sentei do seu lado segurando sua mão mas ela logou tirou com o corpo rígido.

— Talvez não tenha reparado mas foi tudo sobre o seu prazer, eu nem ao menos tirei a roupa — ela falou e eu olhei para ela que estava da mesma forma que chegou no apartamento.

— Quer conversar sobre isso?? — perguntei calmamente.

— Não — ela respirou fundo — Eu realmente tenho que ir, me desculpa pelo mal entendido e por achar que eu te visse com mals olhos, eu realmente não te vejo assim! Você não — ela falou.

— Tá tudo bem — dei um sorriso enquanto ela se afastava até a porta.

— Obrigada viu? — Ela sorriu tristemente.

Eu tinha um lema na minha vida que era não concertar pessoas quebradas, mas esse curto tempo que eu conhecia a Maya eu nunca vi ela desse jeito, sem piadinhas, sem provações ou flertes até a sua postura estava retraída.

— Tem certeza que não quer ficar? — perguntei me aproximando e segurando a sua cintura — Não precisamos conversar, eu faço um café da manhã pra gente e nós podemos ver algo juntas, eu só tenho plantão mais tarde.

— Não sei... — ela desviou o olhar.

— Fica vai — pedi — Não acho que você deva ficar sozinha agora.

— Tudo bem — ela sorriu — Você me convenceu, mas só vou ficar pelo café da manhã.

— Que ótimo, e você tem algo que eu ainda preciso saborear — falei passando a língua entre os lábios.

— Carina DeLuca — ela disse segurando meu pescoço com uma mão enquanto eu via sua respiração se alterar — Foco no café da manhã.

— Estou focada no café da manhã, você é a minha sobremesa — falei com um sorriso inocente e me aproximei do seu ouvido — Aliás, essa mão no meu pescoço fez algo escorrer pelas minhas coxas.

Ela grudou seu corpo no meu apertando firme a minha cintura.

— Quero você agora — ela falou.

— Café da manhã se lembra? — falei me desvencilhando dela e indo em direção a cozinha.

Amizade Colorida - Marina Histórias para pegar e não largar. Descubra agora