Saí apressada do café tentando manter a compostura, mas por dentro fervia, aquela mulher segurando a mão da Maya? e a Maya sentada lá, rindo como se nada estivesse acontecendo? Respirei fundo e segui pelos corredores do hospital, tentando convencer a mim mesma de que não era nada que eu estava exagerando mas o calor no peito não me deixava esquecer.
Enquanto caminhava, passei por dois internos discutindo em frente a uma sala de ultrassom um deles estava segurando a ficha de uma paciente de alto risco como se fosse o jornal do dia.
— Vocês estão de brincadeira? — parei abruptamente, minha voz mais alta do que pretendia. — Se vocês acham que uma paciente com pré-eclâmpsia pode esperar enquanto vocês decidem quem vai fazer o exame estão completamente errados, agora entrem na sala e resolvam isso imediatamente!
Os dois me olharam com olhos arregalados, murmuraram algo que não entendi e desapareceram na sala. Continuei andando, minha cabeça ainda no café até que escutei uma voz familiar atrás de mim.
— Ei, calma aí, terremoto italiano. — Amélia surgiu ao meu lado com um sorriso provocador. — Que estresse todo é esse?
— Internos. — respondi tentando cortar o assunto. — Eles fazem tudo errado.
Amélia levantou uma sobrancelha claramente não comprando minha desculpa.
— Internos ou a Maya? — ela perguntou casualmente, mas com aquele tom sarcástico que só ela sabe usar.
Parei de andar e a encarei, surpresa.
— O que você quer dizer com isso?
— Achei que você estava com ciúmes da Maya, toda sorrisos com aquela mulher no café.
— O que???? — olhei pra ela indicando que ela deveria continuar.
— Nada, só que eu passei pelo café e vi a Maya bem confortável, conversando com... uma gata, ela estava toda sorridente — ela disse parecendo desinteressada.
— Cosa?! — minha voz saiu mais alta do que eu esperava. — Você está me dizendo que a Maya estava de sorrisos... pra aquela vagabunda?
Amélia começou a rir claramente se divertindo com o meu descontrole.
— Rolou até abraço, sabia?
Soltei uma sequência de palavrões em italiano, gesticulando como uma verdadeira italiana indignada. Amélia se apoiou na parede, gargalhando.
— Meu Deus, Carina, calma! Não precisa xingar o hospital inteiro.
— Maledetta! — fervi de raiva já pensando em voltar ao café para resolver isso.
— Calma, Carina talvez a ruiva seja só uma amiga distante.
— Ruiva? — perguntei e ela confirmou com a cabeça e eu os olhos — Ahh... aquela é a Jules, Amélia, uma amiga da Maya... eu achei que você estivesse falando da outra.
— Ah... então é da outra que você está com ciúmes?
Minha cabeça virou rapidamente para ela.
— Não é ciúmes!
Amélia deu um sorriso cínico, cruzando os braços.
— Claro que não.
— Não é! — insisti, minha voz mais alta do que eu queria. — Eu só não gosto que qualquer mulher fique tocando na Maya daquele jeito.
Amélia deu um gole final no café, claramente vitoriosa.
— Tudo bem, Carina, você é só uma pessoa extremamente territorial, e isso não tem nada a ver com ciúmes.
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Amizade Colorida - Marina
FanfictionCarina DeLuca, uma renomada obstetra italiana que se encontra no auge de sua carreira e confortável em sua vida na ensolarada Sicilia. Enquanto isso, Maya Bishop, uma dedicada ex-atleta americana é encarregada de uma missão desafiadora: persuadir a...
