forty seven

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Acordei no meio do voo e sorri ao ver Maya dormindo na poltrona ao meu lado, sua mão estava  suavemente  apoiada na minha perna e a visão dela tão tranquila me encheu de um calor reconfortante. Eu sempre adorei voar de primeira classe, não só pelo conforto, mas pelo sentimento de estarmos em um espaço que era só nosso, onde o mundo parecia não poder nos alcançar.

Me inclinei ficando de lado sob a poltrona e beijei ela delicadamente nos lábios querendo prolongar aquele momento de paz, ela acordou devagar abrindo os olhos lentamente e me presenteando com aquele sorriso que sempre fazia meu coração bater mais forte, nossos lábios se encontraram novamente em um beijo calmo, mas carregado de sentimentos que logo se transformou em algo mais intenso.

Enquanto nos beijávamos senti a mão de Maya deslizando pela minha cintura seus dedos explorando a pele sob a minha blusa, existia um misto de carinho e provocação em seus toques e meu corpo começou a responder se curvando involuntariamente em direção a ela. Quando ela desceu a mão até o cós da minha calça, minha respiração se acelerou e eu não consegui evitar que minhas bochechas esquentassem.

— Maya, pode parecer que sim mas não estamos sozinhas no avião — sussurrei, minha voz quase falhando entre o nervosismo e a excitação que começava a tomar conta de mim.

Ela afastou sua boca da minha  apenas o suficiente para me olhar nos olhos, um sorriso malicioso e provocador dançando em seus lábios.

— Você não quer? — ela perguntou umedecendo a boca e em seguida prendendo meu lábio inferior com os dentes e puxando devagar.

— Eu não quero que a gente seja pega — falei ofegante.

— Então é só você ser silenciosa —ela falou com um tom que fez meu corpo inteiro arrepiar.

A tensão no ar era palpável, eu sabia que era arriscado, mas a ideia de estar ali tão perto dela me fazia esquecer de qualquer medo. Maya abriu o botão da minha calça com uma habilidade que só ela tinha seus dedos deslizavam para dentro encontrando minha pele quente e meu corpo inteiro reagiu ao seu toque, eu segurei a respiração lutando para manter o controle enquanto Maya explorava meu corpo os dedos dela traçando lentamente o caminho pela minha pele, provocando cada vez mais, ela sabia exatamente onde me tocar, onde a minha pele era mais sensível, e cada carícia parecia carregada de eletricidade.

— Você tá tão quente... — Maya sussurrou os lábios roçando no meu ouvido me fazendo morder o lábio para abafar um suspiro — Eu adoro como você responde ao meu toque.

Seus dedos começaram a se mover com mais intenção, acariciando e provocando até que finalmente ela deslizou para onde eu mais desejava seu toque. Um gemido baixo escapou dos meus lábios antes que eu pudesse me conter e Maya sorriu claramente satisfeita com a minha reação.

— Você me paga Maya Bishop — eu sussurrei mordendo a boca tentando controlar os gemidos que lutavam pra sair.

Ela começou a mover os dedos em um ritmo lento mas preciso fazendo meu corpo inteiro se arquear em direção a ela, a cada movimento a cada toque, ela me levava mais perto do limite enquanto eu tentava, com todas as minhas forças, manter o controle e não fazer barulho, quando um suspiro mais alto saiu e sua mão imediatamente tampou a minha boca.

— Sh meu amor ninguém precisa saber o que estamos fazendo — ela sussurrou sua voz rouca e cheia de desejo.

A visão dela tampando a minha boca com a sua mão enquanto seus dedos me fodiam deliciosamente me levavam ao delírio e eu sentia o líquido escorrendo pelas minhas coxas, fechei os olhos me entregando completamente ao momento sentindo as ondas de prazer crescerem dentro de mim, minha mão agarrou o braço da poltrona e minhas pernas começaram a tremer levemente a tensão crescendo a cada segundo que passava.

Maya aumentou o ritmo os movimentos de seus dedos se tornando mais firmes mais rápidos sob o meu clítoris e eu mordi o lábio com força tentando sufocar o som que ameaçava escapar da minha garganta, o prazer era intenso e eu sabia que estava prestes a perder o controle.

— Isso, Carina... goza pra mim— Maya sussurrou novamente tirando a mão da minha boca com seus lábios quase tocando os meus seu olhar cheio de uma adoração que me fez querer ainda mais — Mas quietinha, deixa todo mundo dormir tranquilamente e enquanto você goza pra mim.

E eu finalmente perdi a batalha sentindo o prazer explodir dentro de mim e um gemido escapou dos meus lábios sendo abafado pela boca da Maya que estava contra a minha quanto meu corpo tremia sob o toque dela, ela  continuou a acariciar suavizando seus movimentos enquanto eu me recuperava prolongando o prazer por mais alguns segundos até que eu finalmente relaxei completamente na poltrona exausta e satisfeita.

Ela retirou a mão com delicadeza levando os dedos até a sua boca onde os lambeu delicadamente e me olhou com um sorriso de pura satisfação.

— Você me mata — sussurrei ainda tentando recuperar o fôlego, minha voz rouca e carregada de emoções.

—  Você é deliciosa — ela respondeu acariciando meu rosto antes de me puxar para um último beijo calmo e cheio de amor e eu fiquei ali aninhada ao lado dela, sentindo o calor do seu corpo contra o meu.

— Preciso ir no banheiro me limpar — falei sentando na poltrona.

— Eu vou com você — ela falou levantando também.

— Não — empurrei ela para deitar novamente — Você fica quietinha aí e eu vou lá sozinha! Você tá muito assanhada.

— Eu?? — ela fez uma carinha de inocente — Você que me acordou.

— Só com beijinhos — falei sorrindo enquanto beijava ela novamente.

— Só beijinhos e a calcinha pingando — ela falou apertando minha cintura.

— Maya... — suspirei contra sua boca.

— Vai lá se limpar Dra DeLuca, você não quer que ninguém saiba como você tá andando por aí — ela falou sarcasticamente.

— Você sabe que eu vou me vingar né? — falei colocando meu celular no bolso.

— Tô muito ansiosa pra isso — ela falou.

Amizade Colorida - Marina Histórias para pegar e não largar. Descubra agora