seventy five

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A primeira coisa que senti ao acordar foi o calor reconfortante do corpo de Maya contra o meu, um sorriso automaticamente surgiu nos meus lábios quando eu percebi que estava presa nos seus braços fortes que me seguravam como se ela tivesse medo de que eu escapasse no meio da noite, eu adorava isso, adorava a forma como Maya me segurava mesmo inconsciente como se seu corpo soubesse que queria me manter perto mesmo quando sua mente estava longe nos sonhos.

Levantei um pouco a cabeça e olhei para ela, Maya estava profundamente adormecida sua respiração calma, o rosto relaxado e os cílios clarinhos contrastando com a pele levemente vermelha ela era adorável, tão tranquila assim... tão diferente do furacão Maya sempre alerta e pronta para qualquer coisa.

Não resisti e me inclinei um pouco e dei um beijo suave no seu queixo, depois outro e mais um.

Ela se mexeu levemente soltando um som baixo e rouco.

— Hmm... bom dia pra você também — ela disse ainda de olhos fechados mas com um sorriso se formando nos lábios.

Ri baixinho e continuei distribuindo beijos pela sua mandíbula.

— Bom dia bambina

Maya apertou os braços ao meu redor me puxando ainda mais contra seu corpo.

— Você está tentando me acordar ou tentando me convencer a ficar na cama o dia inteiro?

— Talvez os dois — provoquei passando os dedos levemente pela sua nuca.

Ela abriu os olhos lentamente ainda sonolenta mas já sorrindo para mim.

— Tá funcionando

Nossos lábios se encontraram em um beijo lento e preguiçoso, daqueles que não têm pressa apenas o desejo de prolongar o momento o máximo possível.

Quando nos afastamos Maya suspirou sua testa encostada na minha.

— Eu não quero sair dessa cama.

— Você pode ficar — brinquei deslizando a ponta dos dedos por seus ombros nus. — Meu plantão é só à noite.

Maya soltou um som insatisfeito.

— Mas eu preciso ir pra academia de tarde.

— Hmm... isso parece um problema seu — falei.

Ela riu e me deu um beijo estalado na bochecha antes de se esticar preguiçosamente na cama.

O toque insistente do telefone de Maya quebrou o momento de tranquilidade, ela resmungou e esticou o braço para pegar o celular na mesa de cabeceira.

— Jules... — ela leu o nome na tela e suspirou. — Eu retorno depois.

— Atende Maya — incentivei.

Ela me olhou hesitante.

— Não quero falar sobre isso agora.

— Talvez seja importante, vai eu tô aqui com você.

Ela segurou meu olhar por um instante depois bufou e atendeu colocando no viva-voz.

— Jules, oi.

— Oi, May— a voz de Jules soou do outro lado da linha firme mas gentil. — Você tem um minuto?

Maya olhou para mim antes de responder.

— Tenho.

— Eu queria saber se você pensou mais sobre o tratamento, você vai fazer?

O corpo de Maya ficou tenso ao meu lado, ela respirou fundo antes de responder.

— Eu ainda não sei.

Amizade Colorida - Marina Histórias para pegar e não largar. Descubra agora