seventeen

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Eu estava concentrada analisando alguns exames na minha sala quando a porta se abre rapidamente, revelando a figura imponente da Dra. Bailey, minha chefe. Ela me encara com um olhar sério, e eu imediatamente percebo que algo está errado.

— Dra DeLuca, precisamos conversar — sua voz é firme e direta.

— Claro, Dra. Bailey, o que posso fazer por você? — respondo, mantendo a calma apesar da tensão no ar.

Ela se aproxima da minha mesa e me encara com seriedade.

— Preciso que você dê uma mãozinha com os internos na pediatria por algumas horas.

Levanto uma sobrancelha, surpresa com o pedido.

— Desculpe, Dra. Bailey, mas eu sou obstetra, não pediatra. Não acho que seja a pessoa certa para esse tipo de ajuda.

Ela suspira, parecendo frustrada.

— Deluca, são coisas simples. Tenho certeza de que você pode lidar com isso. Além do mais, a Dra Robbins está atrasada e precisamos cobrir essa lacuna.

Fico em silêncio por um momento, ponderando sobre o pedido dela. É verdade que os médicos precisam se apoiar uns nos outros em situações de emergência, mas isso não é exatamente uma emergência médica.

— Com todo respeito, Dra. Bailey, não acho justo que os médicos deste hospital não cumpram com seus compromissos e que outros tenham que pagar o preço por isso.

Ela me olha com uma expressão dura.

— Esta é a primeira e última vez que isso acontece em meu hospital, entendeu?

Assinto, compreendendo a gravidade da situação. Por mais que discorde da abordagem dela, sei que preciso cumprir minhas obrigações como médica e colaborar para manter o funcionamento adequado do hospital.

— Entendido, Dra. Bailey. Farei o que for necessário para ajudar.

Ela assente, satisfeita com a minha resposta, e se retira da sala. Suspiro profundamente, me preparando mentalmente para enfrentar a situação que me foi imposta. Mesmo contrariada, sei que devo fazer o meu melhor para ajudar os internos na ausência da Dra. Robbins.

Estava auxiliando um interno na UTI neo natal até ver a Amélia andando na minha direção com um sorriso debochado que só ela tinha.

— Carina, você trabalhando em duas especialidades agora? Precisando de dinheiro extra? — ela perguntou rindo.

Solto uma risada e balanço a cabeça.

— Não, não é bem assim. Estou apenas cobrindo para a pediatria hoje.

— E cadê a Arizona? Ela está em cirurgia?  — Ela ergue uma sobrancelha, parecendo intrigada.

— Ela ainda não chegou. — respondo revirando os olhos.

Amélia parece surpresa e pega o celular às pressas, digitando freneticamente.

— Dra Deluca.. — eu não consigo — O interno me diz tremendo ao tenter colocar o acesso no bebê.

— Deixa que eu faço — tiro da mão dele irritada — Vai procurar lá um lugar que você seja útil.

— Sim senhora — ele disse gaguejando e saindo rapidamente.

— O que houve? — pergunto pra Amélia preocupada com a expressão dela.

Ela olha para mim, com uma mistura de choque e preocupação.

— Eu sabia que isso ia dar merda!

— O que está acontecendo? — fico ainda mais apreensiva com a reação dela e insisto.

Amizade Colorida - Marina Histórias para pegar e não largar. Descubra agora