seventy eight

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Carina riu baixinho enquanto eu beijava o seu pescoço, sentindo sua pele quente e macia nos meus lábios, era impressionante como o toque dela sempre me dava aquela mesma sensação de como se o mundo inteiro parasse e tudo ficasse em silêncio. Minhas mãos foram subindo lentamente por dentro da blusa dela, explorando seu corpo com intimidade já conhecida, mas sempre excitante, seu perfume doce se misturava com o calor do quarto fazendo meu coração bater mais rápido.

Subi os beijos até sua boca, onde mordi de leve seu lábio inferior antes de iniciar um beijo lento e profundo e ela correspondeu na hora se entregando ao momento meus dedos apertaram de leve sua cintura enquanto meu corpo se pressionava contra o dela. Estava tudo perfeito... até o maldito celular vibrar na mesa de cabeceira.

Ignorei, ou melhor eu tentei, afastei um pouco o rosto, mas voltei a beijar ela com mais vontade querendo apagar qualquer distração.

— Maya... seu celular — Carina disse entre suspiros, ofegante e me deu selinhos em vez de continuar o beijo.

— Deixa tocar — falei já puxando ela pra mais um beijo, ela ainda retribuiu mas parou outra vez agora com um pouco mais de firmeza.

— Já tocou três vezes bambina, deve ser importante.

Soltei um suspiro impaciente rolando pro lado com um resmungo.

— Não é possível — falei enquanto me levantava da cama — Se não for alguém morrendo, eu vou fazer questão de matar.

— Maya!!! — ela me olhou indignada e pegou uma almofada e jogou em mim com força, a pontaria dela era boa demais pro meu gosto.

Olhei a tela do celular e vi a foto da Andy sorrindo com aquele boné ridículo. Claro que tinha que ser ela.

Andy "empata foda" Herrera.

— Me dá só um motivo pra eu não te matar agora, Andrea — falei assim que atendi ainda bufando.

— Meu Deus, você nunca atende esse telefone!! — ela resmungou do outro lado como se tivesse o direito de ficar irritada.

— Eu estava ocupada, Andy! Com algo que você deveria fazer de vez em quando pra me encher menos!

— Eu não acredito que você tá fodendo na hora que devia vir pra estação, MAYA!! Eu vou te matar — ela gritou tão alto que eu precisei afastar o celular do ouvido.

— Sim, Herrera, pode ter certeza que eu quero que toda a estação escute sobre a minha vida sexual.

— Desculpa — ela disse mas claramente não muito arrependida. — Mas vem logo!! Preciso que você traga batatas, o Jack queimou as nossas.

— Meu Deus, o Gibson não faz nada certo mesmo.

— Algumas coisas ele faz — ela soltou com um tom sacana e eu não precisei de mais nada pra entender o que ela queria dizer.

— Você vai me contar TUDINHO sobre isso, Andy Herrera! Mas você não vai escapar.

— Tchau, Maya. Vem logo com as batatas! — ela desligou antes que eu pudesse insistir mais.

Olhei pro celular e ri sozinha, quando levantei o olhar, vi Carina já no banheiro, se maquiando na frente do espelho com aquele jeitinho leve e elegante. Caminhei até ela e abracei por trás encaixando meu rosto no vão do seu pescoço enquanto beijava seu ombro exposto.

— Onde paramos?

— Não paramos em lugar nenhum, Maya a gente precisa ir.

— Rapidinho — falei virando ela pra mim e roubando um beijo no queixo.

Amizade Colorida - Marina Histórias para pegar e não largar. Descubra agora