desculpem qualquer erro ortográfico, se puderem comentar e curtir me motiva para fazer mais capítulos, obrigada, aproveitem
18/06. Terça-feira
Acabei de chegar à minha casa na Alemanha. Faz três meses que minha mãe faleceu e meu pai, Adam, estava desmotivado. Decidiu voltar para o país onde nasceu, onde tem sua família e melhores oportunidades de trabalho. Ele precisa se reerguer para cuidar de mim e do meu irmão, Peter. Todos nós estamos um pouco perdidos, mas tentamos aproveitar os momentos juntos.
A casa já estava mobiliada, pois meu pai e minha mãe haviam morado aqui antes de se mudarem para a Itália, cidade natal dela, onde eu e meu irmão nascemos. Trouxe minhas coisas em malas, pois o voo não permitiu levar muito. A casa tem três quartos, mas como só moravam meu pai e minha mãe, os outros eram usados como "quartos de visita". Meu irmão concordou em me deixar com o maior, e ele nunca foi de brigar comigo, passando o dia jogando no computador.
8:42 da manhã
Logo fui para o meu quarto para arrumar minhas coisas e deixar tudo do meu jeito. Limpei o quarto, abri as janelas, passei pano e deixei tudo limpo e cheiroso. O que eu mais queria era deitar e descansar, mas a poeira estava acumulada, pois a casa ficou muito tempo fechada. Meu pai estava limpando lá embaixo e os banheiros, meu irmão o quarto dele e eu o meu. Terminei a limpeza, abri minhas malas, coloquei meu varal de fotos na penteadeira e decorei tudo. Arrumei a cama e as roupas. Pronto.
9:52 da manhã
Desci para ver se meu pai precisava de ajuda com algo. A casa é grande, tem um jardim e uma área de churrasco, e eu gostei bastante.
— Pai, o senhor precisa de ajuda com alguma coisa? — perguntei, vendo-o testar alguns aparelhos na sala.
— Olá, filha. Não, obrigada. Já terminei tudo. Vou ao mercado com seu irmão. Você quer ir? — ele perguntou, desligando a televisão.
— Acho que não, pai. Vou andar de bicicleta para conhecer um pouco. Tem problema? — perguntei, sentando no sofá.
— Nenhum problema! — ele confirmou. — É bom você conhecer a vizinhança. Chame seu irmão, diga que estou no carro esperando ele. — Ele pagou a chave do carro.
— Tá bom, estou indo — afirmei e subi as escadas até o quarto do meu irmão.
— Peter, papai está te esperando no carro. Ele mandou te avisar — falei, apoiada na porta, vendo-o instalar seu computador.
— Ah, obrigada por vir me avisar. Até mais tarde, irmã — ele disse, descendo correndo para o carro.
10:13 da manhã
Agora estou sozinha em casa e vou trocar de roupa para andar de bicicleta. Espero não me perder.
Acabei de me trocar, e a campainha tocou. Fiquei receosa de abrir, pois não conheço ninguém, e meu pai não havia me informado sobre nenhuma visita. Vou descendo as escadas.
— Já vou! — falei em tom alto. — Oi, desculpe, eu te conheço? — perguntei, ao abrir a porta e dar de cara com uma mulher.
— Olá, não, você não me conhece. Mas vim dar as boas-vindas. Sou sua vizinha — disse a mulher, com uma bandeja de cookies na mão.
— Ah, sim, muito obrigada pela gentileza. Prazer, Mia Schmitz — falei, pegando os cookies que ela ofereceu.
— Prazer, sou Leoni Kaulitz — respondeu a mulher.
— Prazer é todo meu. Meu pai não está em casa, mas a senhora gostaria de entrar? — perguntei.
— Não, muito obrigada. Tenho que sair com meus filhos. Aliás, eles são da sua idade, quem sabe vocês se tornem amigos — ela se virou para ir embora. — Tchau, bem-vinda.
— Ah, sim, mais uma vez obrigada. Tchau.
10:56 da manhã
Entrei em casa, coloquei os cookies em cima do balcão e saí para andar de bicicleta. Acabei encontrando uma sorveteria, comprei um açaí e sentei na praça próxima. Depois de algum tempo, fui embora.
12:09 meio-dia
Cheguei em casa com meu pai fazendo o almoço.
— Oi, pai, cheguei — falei, indo até ele.
— Oi, filha. Se divertiu? — ele perguntou.
— Sim, o bairro é muito bonito. Ah, quase me esquecia, a vizinha trouxe esses cookies de boas-vindas. Ela se chama Leoni Kaulitz e tem dois filhos — disse, sentando no balcão.
— Ah, sim, eu vi. Já ia te perguntar sobre isso — ele disse, rindo. — O que acha de convidá-los para almoçar conosco em agradecimento?
— Acho uma boa ideia. O cheiro está ótimo, hein — respondi, sorrindo.
— Que bom. Sua mãe me ensinou a fazer esse nhoque — ele disse, com um tom melancólico.
— Sério? Mamãe cozinhava muito bem. Duvido que você consiga fazer igual a ela — tentei animá-lo.
— É? Vamos ver então, você vai adorar! — ele disse, me cutucando. — Então, o que acha de ir chamar os vizinhos antes que a comida esfrie?
— Tudo bem, estou indo — falei, levantando do balcão e saindo de casa.
Caminhei até a casa dos Kaulitz, achando que não teria ninguém, pois a senhora Kaulitz havia dito que sairia. No entanto, escutei uma música alta e apertei a campainha. Como o som estava muito alto, ninguém ouviu, então disparei a campainha até alguém atender. A música parou e alguém abriu a porta.
— Oi, tudo bem? Você deve ser a Mia, né? — um menino de cabelos arrepiados disse. — Minha mãe falou que você era a nova vizinha e muito bonita. Meu irmão até tentou espiar você pela janela, mas não conseguiu ver — ele riu.
— Oi, tudo sim. Sim, sou eu. Sério? — dei risada, curiosa sobre o irmão dele.
— Entra, vou pedir para o Tom abaixar o som. Minha mãe está no banho, mas ela adoraria saber que você está aqui. O Tom também — Bill disse, subindo as escadas.
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— Pronto, desculpe pelo som. O Tom está se arrumando para descer — Bill disse, rindo.
— Não precisava se arrumar só por minha causa — respondi, rindo. — Na verdade, não vim para ficar, mas para fazer um convite.
— Ah, tudo bem. Prossiga — Bill disse, sentando-se ao meu lado.
— Queria convidar vocês para almoçar com a gente em agradecimento pelos cookies — comecei, mas fui interrompida pelo garoto que desceu as escadas.
— Oi, tudo bem? Sou o Tom — ele disse, estendendo a mão para cumprimentar.
— Oi, tudo sim. Bill já disse algumas coisas sobre você para mim — ri, e o garoto me deu um beijo na bochecha.
— Já até imagino o que ele deve ter dito, mas saiba que é tudo mentira — Tom disse, com um tom envergonhado.
— Entendi — dei risada.
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𝐌𝐞𝐮 𝐕𝐢𝐳𝐢𝐧𝐡𝐨 - 𝘛𝘰𝘮 𝘒𝘢𝘶𝘭𝘪𝘵𝘻
FanfictionMia Schmitz, uma jovem de 15 anos, vê sua vida mudar radicalmente, após a morte de sua mãe, quando se muda da Itália para a Alemanha com seu pai e seu irmão mais novo. Perdida em um país onde não conhece ninguém além da distante família paterna, Mia...
