"Quase completa"

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Tudo perdia gradativamente a cor para a família, a cada hora os corações apertavam mais e mais, e pra aquela mulher a esperança era a única coisa que lhe restava, a esperança, o medo e a fome.

Bre: mamãe... ( Fraquinho e choroso)

H: meu amor, você acordou... ( Aliviada abraça ele )

Bre: você pode me dá meu leitinho da mamadeira? ( Ainda não raciocinava tudo)

H: não consigo meu amor... ( Chora abraçada a ele )

Bre: o tio Felipe nos roubou mesmo? ( Olha em volta )

H: sim meu amor... Sim... ( Chora)

Bre: o papai vai aparecer mamãe, ele sempre salva a gente e resolve tudo...

H: Deus ajude que sim... ( Acaricia o rostinho dele e a porta é aberta)

Bre: tio, devolve a gente por papai... ( Choroso )

F: vamos conversar Breno!( Vem em sua direção)

H: não toca no meu filho, falei de longe! ( Brava e chorosa)

F: já falei pra você parar de choro, Helena... ( Respira fundo e Helena murcha)  Escuta aqui Breninho, agora o seu papai sou eu... Não é pra me chamar de tio, e pra me chamar de papai, agora nossa família é eu, você e sua mamãe que é minha mulher agora!

Bre: não é não! ( Chora )

H: cala a boca Felipe, você pode nos obrigar a viver nessa vida infernal, mas nunca a te amar!!

F: EU JÁ MANDEi VOCÊ CALAR A PORRA DA SUA BOCA!!! ( puxa Helena pelos cabelos e com força sacode a cabeça da mulher apertando as bochechas e dando um soco no canto do seu rosto)

Bre: NÃO, NÃO FAZ ISSO COM MINHA MAMÃEZINHA, POR FAVOR TIO, NÃO SE PODE BATER EM GAROTAS...( A criança grita em desespero e devido o soco Helena fica tonta e se arrasta até a cama pra tentar acalmar o filho)

H: calma, meu amor... ( Chora)

Bre: seu rostinho mamãe... ( Se desespera ao ver o rosto da mãe inchar e sangrar)

H: Está tudo bem, tudo bem... ( Abraça o filho)  Um pai já mais faria isso na frente de um filho e já mais faria isso com uma esposa, já mais! ( Fala olhando pra ele chorando)

F: meu amor... Você me tira do sério... ( Choroso senta ao lado dela limpando o pouco sangue que escorria de seu sobrecilio)   não fala essas coisas.... ( Beija a testa dela e ela encolhe com medo e nojo)

H: da comida para meu filho, ele não comeu a três dias! ( Pediu chorosa escondendo o filho no colo que tremia e chorava )

F: claro, claro... Venham, eu fiz um almoço, a corrente vai pela casa toda, só não até a porta! ( Faz Helena levantar e ela sempre com a criança no colo)

H: aii... ( Ao levantar-se sentiu dor no ventre e encheu os olhos de lágrimas)

Bre: mamãe o...

H: shiii, shiii, meu amor... ( Não deixa ele terminar a frase por medo de citar o bebê )

F: olha só Breninho o que o papai comprou, um almoço gostoso cheio de coisa e ainda tem sorvete pra você, senta aqui Lena, e coloca ele aqui!

H: ele quer ficar em meu colo... ( Senta com a criança, ela sentia muita dor pra ficar de pé) Come meu amor...

Bre: não consigo mamãe... ( Choroso) Não é sua comidinha e nem a da vovó Oli e nem a da vovó Ci....

F: mas é a do papai, come Breno!

Bre: para tio, você não é o papai... ( Chora e Felipe fecha os olhos bravo )

H: come agora Breno, por favor meu amor, você precisa comer ! ( Seu coração de mãe doía tanto) Isso meu amor... ( Lhe dando comida)

F: come também Helena!

H: vou comer... ( Come a força, mas ela sabia que precisava) A Carninha amor... ( Da carne ao filho que comer sentadinho no colo dela)

F: não se preocupe Breno, logo nossa família vai tá completa e você vai ter a vovó pra cozinhar!

Bre: você também vai roubar minha vovó ? ( Choroso )

F: eu não roubei ninguém, vocês me pertencem, e ela tem a obrigação de ficar comigo, ela tem que me amar, ela é minha mãe!

H: caladinho filho... Só come...( Diz isso com o rosto inchado e olhos lacrimejando )

E assim ele cumpriu, já sabia todos os horários de sua mãe, mas descobriu que não seria tão fácil já que ela voltou para vida do Bento

L: filho... ( Entra no quarto onde ele estava deitado abraçado com o travesseiro da mulher)

B: Oi mãe? ( Já não tinha lágrimas para chorar, só conseguia sentir a dor desses sete dias)

L: vou em casa pegar roupa, mamãe já volta... ( Senta ao lado do filho e lhe dá carinho)

B: tá bom...

L: seus pais estão aqui, eu vou com um policial, logo volto tá ?!

B: tá bom, olha casa, vê se ele não deu sinal de vida por lá, olha as ruas pra vê se ele não estar zanzando por aí...

L: vou ver tudo isso meu amor... ( Beija os cabelos do filho) A mamãe te ama, tudo vai passar... ( Da carinho no filho)

B: tomara mãe, tomara... ( Enche os olhos de lágrimas)

Se despedindo dali ela sai com um agente da polícia, foi a oportunidade perfeita, na rua de casa tinha um carro no meio da rua parado, e ao reconhecer a figura a mulher se desespera.

L: o Felipe, o meu filho!

Diz ao agente que dirigia, mas não teve tempo de nada, Felipe aponta uma arma em direção ao lado do homem e dispara, o vidro despedaça já que o carro era próprio do homem e não tinha blindagem e o carro seguro da polícia "misteriosamente" não pegou enquanto tentavam ligar, a bala pega no abdômen fazendo o homem desmaiar com a dor da bala.

F: Olá mamãe!!

L: Felipe, pelo amor de Deus!! ( Desesperada por seu chale no abdômen do homem estancando o sangue)

F: vem comigo! ( Abre a porta e puxa ela )

L: onde está Helena? Que loucura é essa Felipe? Pelo amor de Deus!

F: calada mamãe! ( Põe um pano na boca e nariz dela fazendo ela desfalecer em seu colo, lhe joga no banco de trás e sai dali )

Agora sua família estava quase completa...

...
Continua...

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