Breno

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O menino brincava com a bola na sala onde ninguém havia percebido até o momento que em um chute a bola bate em um quadro e em um jarro os derrubando da mesinha de decoração e fazer vários cacos e um estrondo de estilhaços, da cozinha a mãe e os avós correm para a sala.

H: Brenoooooo!! ( Grita incrédulo e o menino pega a bola assustado)

N: eu não acredito!!! ( Descendo as escadas com o namorado também ouviram o barulho) minha foto e o jarro que dei de presente a mamãe!!

O: meu jarrinho...( Põe a mão na cabeça ao ver os cacos)

H: quantas vezes eu falei pra não jogar bola dentro de casa, Breno!! ( Seria e brava)

Bre: foi sem querer mamãe.... Desculpa vovó... ( Choroso)

Lu: tá tudo bem, você machucou? ( Indo até o neto)

N: não tá tudo bem não, foi o jarro que eu dei a mamãe, e era meu porta retrato favorito, esse muleque não tem um pingo de limites!!

H: lave sua boca pra falar assim do meu filho, sua ridícula!!

N: é apenas a verdade, seu filho é um pirralho mimado e pestinha!!

O: não fale assim dele Nayara, que coisa! ( Chateada)

Bre: vovó, desculpa não foi por querer... Eu só tava entediado, tô comendo muitas verduras e frutas, estou mais forte!

O: não tem problema meu netinho, acidentes acontecem... ( Vai ate ele e o menino abraça as penas da avó)

SC: você machucou meu amor? ( Preocupada)

Bre: não bisa, Cilía... ( Vai dengoso até ela) Não deixa a mamãe me colocar de castigo, bisa...

SC: Leninha... Foi um acidente, querida... ( Abraçada com o bisneto)

N: toda vida que esse muleque apronta ele corre pra essa velha ou pra meus pais e sai ileso!

Bre: cala a boca, não chame minha bisa de velha sua bruxa feia!! ( Bravo)

N: me respeita seu muleque, eu sou sua tia!!

Bre: eu sei, mas eu não gosto de você sua bruxa e sei que você não gosta de mim!!

H: vem cá filho, vem cá! ( O pega)

Lu: não se intromete na criação do Breno Nayara!

Bre: é, minha mamãe e meu papai me criam muito bem!!!

H: já chega Breno! ( Indo com ele para o quintal e ele se debatia bravo, ela mal conseguia pega-lo no colo já que ele cresceu) Você não pode gritar os adultos!

Bre: mas ela é chata comigo mamãe, me chama de pirralho e moleque, e nem é um moleque legal igual o vovô me chama! ( Bravo e choroso)

H: pode deixar que a mamãe resolve isso, mas não faça isso novamente!

Bre: onde está meu pai?? Por que ele tá demorando tanto? ( Começa chorar) Eu quero meu papai!!! ( Chorando)

F: olha a bola Breno, vamos brincar com o tio... Não chore...

Bre: não tio, quero meu pai!! ( Chorando e se esperneando )

Breno cresceu, e até que gostava do tio Felipe mas não tinha muito contato com ele, mas ele era sempre legal com a criança pelo menos quando não estava por perto de Nayara, ela não se esforçava pra ser legal com o sobrinho. Já o contato com a avó materna era zero, ele nem a conhecia, nesses seus quatro anos de vida foram sem sua presença, ela era citada apenas por Felipe que respondia a curiosidade do sobrinho sobre ela. Bento não consegui perdoar ela, por mais que seu pai pedisse. Já o Fantony era carne e unha da família, Bento aos poucos foi cedendo e Bernardo se esforçou muito para ter a amizade que tem com o filho hoje, ainda não o chama de pai, mas ele entendia que levava tempo, não era algo do dia pra noite e ele respeitava. Fantony e junior estavam morando juntos, dividindo um apartamento muito perto da casa do neto já que Breno cresceu e precisava de quartinho só pra ele, e já Helena e Bento estavam esperando a casa deles acabar a reforma para se mudar para sua própria casa, para a tristeza dos avós maternos os quais fizeram um drama absurdo, mas a casa era literalmente na esquina do condomínio, a poucos metros de distância da casa deles.

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