acolhimento

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A porta é aberta e Helena ardia em febre, deitada naquele quarto, seu filho sempre ao seu lado colocando o paninho molhado em sua testa

Bre: já esquentou de novo... ( Fala sozinho e levanta indo até a pia espremendo o pano com a força que tinha e molhando com água gelada, seguindo o que o tio falou ) Fica bem mamãezinha, eu te dou carinho... ( Beija o rosto da mãe que ainda estava roxo e inchado das agressões)

Ele toma um susto ao ouvir a porta se abrir de uma vez e vê o seu tio com uma senhora no colo desacordada, e leva ela para o canto do quarto agora uma cama de solteiro e amarra o mesmo que tinha no pezinho de sua mãe no pé dela, a mulher até então desconhecida por ele.

F: como está as coisas aí ? Fez o que o papai mandou ? ( Ele só concorda com a cabeça, sabia que quando dizia que ele não era seu pai ele ficava bravo e batia  na sua mamãe) ainda com febre !! Droga!! ( Bravo) Aquela é sua avó, tenta acordar ela, ela vai saber cuidar de sua mãe! ( Saiu do quarto e depois volta jogando uma sacola no chão e a criança vai até lá e pega, era vários remédio)

Bre: eii... Moça, acorda! ( Sacode a senhora ) Por favor, me ajuda com a mamãe, ele trouxe remédio só que eu ainda não sei ler as palavras e nem sei usar remédios! ( O pequeno vai até o banheiro, molha a mão segurando um pouco de água e corre até a senhora jogando água em sua cara, mas em vão)

Lilian despertou apenas duas horas depois e viu a cena que doeu seu coração, uma criança de olhos assustados colocando um pano úmido na testa na mãe e vindo até ela

L: minha cabeça... ( Senta aos poucos na cama e vê seu pé acorrentado) Meu Deus, o Felipe enlouqueceu... ( Chorosa)

Bre: ajuda minha mamãe, ela não acorda desde cedinho... ( Choroso vem até ela) O Felipe trouxe remédio, tá aqui ! ( Mostra a sacola)

L: vem cá meu amor... ( Puxa o menino e abraça ele, tão parecido com seu filho e com o avô dele) Que bom que você tá bem...

Bre: minha mamãe não tá! ( Choroso)

L: vamos vê ela... ( Vai até ela ) Helena... ( A chama) Reaja Helena, por favor... Me dá os remédios querido...

Bre: obrigada... Está aqui... Obrigada moça...( Fala ao vê ela dando remédio a sua mãe )

L: porque ela está machucada?

Bre: ele bate muito nela, ela não tem força pra se proteger... A mamãe é se sensível...( Acaricia o rosto dela) E eu sou uma criança ainda...( Choroso) Ele bate nela quando eu não quero chamar ele de papai igual ele me manda, ou quando a mamãe briga pra não ser arrastada por ele pra o quarto dele...  ( Fala inocente) Ela não gosta de me deixar dormir sozinho aqui...

L: ohh meu Deus... ( Põe a mão na boca em choro entendendo o que poderia ter acontecido ou o que o filho poderia ter tentado)

Bre: eu queria muito meu papai... Será se o Felipe está certo? O meu papai nós abandonou com ele ?

L: não... Seu papai está procurando vocês muito, ele chora todo dia porque tá com saudades e ama vocês, ele vai nos achar...

Bre: você foi roubada igual a gente? Quem é você ?

Lilian chora, chora pela situação e chora ao saber que seu único neto, aquele bebê que ela sempre evitou contanto iria lhe conhecer assim, dessa maneira tão dolorosa.

L: sim... Eu fui roubada igual vocês e eu sou sua avó....

Bre: não, minha vó se chama oli e minha bisa se chama Ci!

L: eu sou a mamãe do seu papai...( Acaricia o rosto dele )

Bre: e porque ele nunca te apresentou pra mim?

L: coisas de adulto, mas a gente já resolveu tá ?!

H: Breno.... ( Acorda aos poucos)

Bre: mamãezinha... ( Feliz ao vê sua mãe retornar) Ela disse que o papai não desistiu da gente, ele está nos  procurando...( Susurra)

H: claro, o papai nós ama, nunca irá nos abandonar, não pense nunca isso...( Tossiu desidratada)

L: Helena, bebê um pouco de água... ( Lhe dá água e ela bebe)

H: obrigada... Ele te pegou também?

L: sim... ( Chorosa) Perdão, meu filho se tornou um monstro.... ( Segura as mão de Helena e chora)

H: você não tem culpa...

L: tenho, eu deveria ter sido mais severa com ele, deveria não ter passado tanto a mão na cabeça dele para as bobeira que ele fazia... Junior estava certo, ele sempre esteve.... ( Chora)

H: o Felipe está doente, Lilian... Ele precisa de tratamento médico....

L: está... Está.... ( Chorosa) Você precisa comer...

H: eu preciso sair daqui Lilian, eu estou grávida... ( Susurra e Lilian se desespera mais) Ajuda meu filho, ajuda meu bebê... ( Chorosa)

L: calma... Calma.... Calma....

Naquele momento ela fala pra Helena e pra si própria e pela primeira vez com sinceridade abraça sua nora e seu neto e os acolhe como acolheu seu filho Bento....

....

Continua....

Minha Doce Vingança Histórias para pegar e não largar. Descubra agora