cativeiro

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A mulher força os olhos e se acostuma com a claridade e automaticamente sentiu desespero e procura por todos os lados seu filho que estava ao seu lado em uma cama antiga, ela estava coberta e a criança também, ela senta na cama e puxa o filho para si e quando puxa o pé sente algo pesado quando vê era uma corrente grande.

H: meu amor... Meu amor.... ( Fala com o filho que não acordava, a criança não tinha a corrente nele) Acorda, por favor... ( Sentia ele frio, talvez pela umidade do local )

F: meu amor, você acordou... ( Feliz entra no quarto)

H: o que você fez com meu filho, Felipe? ( Chorosa ela perguntou)

F: ela tava chorando e eu não sabia o que fazer, fiz ele dormir pra gente ter uma viagem tranquila...

H: isso é muito forte pra uma criança seu animal!! ( Fala com raiva) Acorda meu amorzinho... ( Chorando beija e abraçada o filho que resmunga aliviando o coração da mãe) você tá manulco Felipe...

F: sim, maluco por você meu amor... ( Senta ao seu lado e ela encolhe) Pela nossa família...

H: Felipe, você sabe que eu não te amo, que essa família não é sua... Ainda dá tempo de você voltar atrás, eu prometo ficar calada me devolve e pronto!

F: já se passaram quase as 24 horas Helena, acha mesmo que ninguém ainda não sentiu sua falta ? É óbvio que eles já estão desesperado para te achar.... ( Acaricia o rosto dela e ela vira o rosto chorosa)

H: mesmo assim....

F: acostume-se, ninguém vai te achar aqui... Agora você é minha, você vai ficar aqui, eu e você e nossa família!( Passa a mão nos cabelos da criança)

H: tire a mão do meu filho! ( Fala brava e chorosa)

F: nosso filho, Helena! ( Fala sério)

H: Não!! Meu filho, meu filho e do meu marido Bent... ( Recebe um tapa na cara)

F: NUNCA MAIS PRONUNCIE ESSE NOME NA NOSSA CASA! ( grita transtornado saindo do cômodo)

H: Bento... ( Sussurra chorando) Tira a gente daqui... ( Abraça o filho e passa a mão na própria barriga, buscando forças para suportar, ela sabia que seria tempos difíceis)

E foi, naquele dia Felipe não apareceu mais no quarto e Breno não acordava, e ela chorava rezando para que tudo aquilo acabasse, e do outro lado da cidade tinha um pai/marido desolado, a culpa em sua mente era gritante, os momentos de dias atrás não sai de sua cabeça e as palavras eram navalhas em seu coração

Flashback...

Ele pensava no primeiro dia que dormiram em sua casa...

B: Está preparado pra dormir em seu quartinho pela primeira vez??

Bre: sim papai, eu sou muito corajoso igual você!

B: você acha que o papai é corajoso?

Bre: claro papai, você é meu herói!! Ele não é o homem mais corajoso do mundo, mamãe?

H: Sim, ele também é o meu herói, sabia ? 

Bre: tá vendo papai, a gente precisa de você todos os dias e você sempre resolve tudo e sempre protege a gente, enfrentou até aquele ladrão que roubou a bolsa da mamãe no dia que fomos para pizzaria!

B: você ainda se lembra disso ?

Bre: claro, você deu um socão nele quando ele quis bater na mamãe pra pegar o celular dela, daí bateu nele e ainda pegou a bolsa da mamãe!

H: É verdade, a mamãe ficou com muito medo naquele dia ,  mas quando viu o papai chegando não senti mais medo, porque sei que ele vai sempre nos proteger!

Bre: é sim, até porque a mamãe é frágil e sensível igual uma princesinha e igual uma flor também... ( A mãe sorri ao ver a ternura que seu filho lhe imaginava) E eu sou criança ainda, e você é o nosso herói!!

B: prometo sempre proteger vocês...

H: eu te amo!

B: eu também te amo...

Flashback off

Ele não consegui portege-los, ele falhou como o herói que ele o tinha e ele já mais iria se perdoar por isso...
Era assim que ele pensava...

...

Continua....


Minha Doce Vingança Histórias para pegar e não largar. Descubra agora