coração de ouro

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Narrado por Helena

Uma semana se passou e o clima aqui em casa era de fúnebre, era um verdadeiro luto vivido por todos. Bento não saia muito do quarto, apenas para ir para o quarto de seu pai chorar lá com ele, o qual também estava em sofrimento, descobrimos a grande dependência emocional de junior pela Lilian, ele sofria pela a verdade descoberta e pela traição e pela imensa falta e dependência emocional de Lilian, era agoniante vê-lo assim, logo o Júnior que era sempre tão alegre e faz todos a sua volta sorrirem, estava com tanta dor. Nessa semana ele se apegou ainda mas a Breno, meu filho era uma escape para aquele sofrimento do avô e do pai, o pai qual não conseguiu falar com a Ci ainda, que também sofria caladinha, quis até sair de casa, mas eu não deixei.

Bre: bôbô....( Vai até a porta do quarto do avô, a qual ele já reconhecia )

H: o vovô está lá fora com o vovô lu, vem a mamãe te leva lá...

Bra: papa...

H: você quer chamar o papai ? ( Ele concorda com a cabeça) Vem, vamos... ( Vem até mim com seus passinhos e sorrio, abro a porta e ele vê o pai na cama com o celular assistindo algo)

Bre: papa... ( Bento olha e sorri) Bôbô...( Aponta pra fora )

H: ele veio te chamar amor, pra descer e ver o vovô com ele...

B: filho... Papai não queria sair daqui.... ( Acho que nosso quarto era refúgio para a dor dele, ele na queria sair pra fora, as refeições estava fazendo todas aqui)

H: amor... Vamos sair um pouco, é pro seu bem... O bê tá te chamando, por ele...

Bre: papa... ( Chama com a mãozinha, eu segurava uma e ele chamava com a outra de pé)

H: olha ele... ( Sorrio)

B: tá bom... O papai vai... ( Levanta e coloca a camisa) Vem cá meu amor... ( Pega Breno e o abraça, e me abraça também) Eu amo vocês...

H: a gente também te ama não é filho?!

Bre: é... Papa.... ( Sorrimos e descemos, mamãe ficou muito feliz e logo tratou de paparicar Bento com tudo, a Ci apenas ficou recolhida em seu cantinho de cabeça baixa e envergonhada )

O: o que você quer meu filho? Pode dizer que faço!

B: queria muito uma tapioca com carne, sogra...

O: eu faço agora para você merendar! ( Feliz)

B: oi Ci... ( Vai até ele e beija seus cabelos brancos)

SC: oi meu amor... ( Acaricia seu rosto com carinho) Você tá bem?

B: estou ficando, tá ?! ( Se abaixa perto da cadeira da mulher e beija suas mãos e a abraça e ela o abraça com todo carinho e genuidade do mundo) E bom te ter comigo... ( Sussurra em confidencia)

SC: essa velhinha cigana sempre vai está contigo...

B: obrigada... E desculpa... ( Sabíamos bem pelo que ele pedia desculpas, pelo seu estado de negação, ele ainda não aceitou muito bem seu parentesco com a Ci e muito menos com o filho dela)

Aaah e o Fantony? Mudo um pouco mais a imagem que tinha dele. Ele se mostra preocupado com o Bento, um dia a Ci foi passar o dia com ele e ela me disse que o Bernardo voltou ser criança em seu colo, chorou por causa das situação, chorou com medo do único filho nunca aceita-lo, chorou pela dor do Bento a qual Ci lhe disse, e se sentiu culpado pela situação de junior,  a Cilía me disse que pela primeira vez na vida viu seu filho ser humano.

Naquele momento Bento conseguiu se distrair um pouco mais, jogamos cartas eu ele, meu sogro, meu pai e minha mãe, eu jogava um pouco e revezava com Ci, já que Breno não deixava ninguém brincar direito,  principalmente a mim naquele momento.

Minha Doce Vingança Histórias para pegar e não largar. Descubra agora