MARATONA 03/03
Bia Narrando
Entro no banheiro pra tomar meu banho, já tava agoniada de tanto sal no corpo, sentindo aquela maresia me dominar. Assim que a água quente cai sobre mim, solto um suspiro. Era tudo o que eu precisava. Me permito relaxar... respiro fundo, fecho os olhos e deixo a água levar embora a tensão do dia.
Fiquei ali um tempinho, pensando na situação com o Bigu. Mais de 20 minutos no banho, e minha cabeça só martelando nele. Tipo assim... até a porra da porta do banheiro deixei destrancada, né? Na esperança de que alguma coisa acontecesse. Mas ó... nada. Nadinha. Nem sinal dele.
Confesso que fiquei encucada. A tensão entre a gente tava mais que declarada. Era olhar, era toque, era beijo. Mas atitude mesmo? Zero.
Saio do chuveiro e começo a me secar, e aí percebo que... cadê minha bolsa? Minhas roupas, minhas coisas? Nada tava ali. Reviro os olhos e, como já não tinha muito o que fazer, enrolo a toalha no corpo e abro a porta do banheiro com aquela cara de poucos amigos por ter esquecido...
Dou dois passos e pá... dou de cara com ele, largado na cama, de bermuda, mexendo no celular. Assim que me vê, seus olhos me devoram de cima a baixo, sem nenhuma cerimônia. Sigo até a cama e encontro minha bolsa ali. Pego o hidratante e a roupa, ainda em silêncio, fingindo costume, mas por dentro... eu tava fervendo. De raiva. De tesão. Da porra da vontade de agarrar aquele homem logo.
Cada movimento meu era seguido pelo olhar dele. Eu sentia, como se ele estivesse me queimando com os olhos. E aquilo tava me consumindo.
Foi aí que eu decidi... se ele não toma atitude, eu tomo.
"Sem querer querendo", deixo a toalha cair. Fico completamente nua ali, na frente dele. Abro o hidratante e começo a passar no corpo devagar, centímetro por centímetro, provocando mesmo. Sentindo meu próprio toque, sabendo que ele tava ali atrás me assistindo, cada segundo mais inquieto.
Antes mesmo que eu pudesse me virar pra ver a cara dele, sinto a respiração quente na minha nuca. Suas mãos agarram minha cintura e um arrepio percorre minha espinha.
Ele me vira de frente e me come com os olhos, lambendo cada detalhe do meu corpo com aquele olhar safado, até abrir um sorrisinho de canto que me desmonta.
Bigu: Esperei o dia todo por esse momento, minha loira... — Sussurra no meu ouvido com a voz rouca, me fazendo arrepiar inteira.
Sem dar tempo pra reação, ele me puxa pra si e começa a beijar meu pescoço. Um beijo quente, molhado, que vai subindo até minha boca. Nossos lábios se encontram num beijo intenso, que em segundos vira um beijo safado, urgente. Minhas mãos vão direto pro pescoço dele, me colando mais ainda, sentindo seu pau duro por cima da bermuda, pulsando contra meu ventre.
Eu precisava dele. Precisava agora.
Ele me encara com aquele olhar de quem já sabe o que fazer e se senta na cama. Me aproximo e sento em seu colo, voltando a beijá-lo com fome. Suas mãos vão direto pro meu cabelo, puxando com força, me fazendo soltar um gemido baixo. Ele beija meu pescoço e desce faminto pros meus seios, onde deposita um beijo molhado e demorado, me fazendo arquear o corpo e gemer alto.
Aperto seu ombro com força e o empurro levemente, fazendo ele deitar. Subo em cima dele de novo e começo a distribuir beijos pelo seu pescoço, descendo lentamente até sua barriga, sabendo o quanto isso o tortura.
Sem enrolar muito, tiro sua bermuda. Seu pau salta pra fora, grosso e rígido. Passo a língua devagar por todo o comprimento e finalizo com uma chupada provocante na cabecinha. Ele solta um gemido rouco, jogando a cabeça pra trás. Eu volto com vontade, chupando com firmeza, descendo em uma garganta profunda, enquanto ele geme de prazer.
VOCÊ ESTÁ LENDO
No Complexo do Alemão
Fiksi PenggemarDois destinos entrelaçados, um morro, e uma cidade que nunca dorme. Gabriela Rippi, 24 anos, tem uma história marcada por perdas e superações. Moradora de São Paulo, ela acaba de perder a mãe e, com a dor ainda fresca, decide deixar tudo para trás...
