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MARATONA 02/03

Gabi Narrando

Quarta-feira +- 20:53
23/08/2023

Acordo de repente, com a sensação de estar atrasada e sem saber onde estou. Pego o telefone com pressa e vejo que já são quase nove da noite. Minha alma parece voltar devagar para o corpo, e percebo que Th não está mais na cama comigo.

Me sento e dou uma espreguiçada. A luz está apagada, e a única coisa que consigo ver é o feixe de luz que entra pela fresta debaixo da porta do banheiro, o que me faz imaginar que o Th deve estar lá. Me levanto, abro a porta de correr e fico por um momento admirando a vista da sacada. Vários pensamentos aleatórios começam a passar pela minha cabeça, mas logo sou interrompida quando Th se encosta na porta e começa a falar comigo.

Th: Olha quem resolveu acordar! Achei que ia passar o dia inteiro dormindo – ele diz, e quando me viro, vejo que está só de toalha, enrolado na cintura. Era difícil não ficar admirando aquele homem. – Se continuar me olhando assim, vai acabar caindo a baba – fala, todo convencido, com aquele sorrisinho sem graça.

Eu: Ah, tu se acha demais, né? – falo, tentando recuperar minha postura. – Por que não me acordou? – pergunto, um pouco irritada.

Th: Você estava morta de cansada, quis te deixar descansar um pouco mais – ele responde, dando de ombros.

Eu: Sei... – murmuro, me aproximando dele. Ele, instantaneamente, me envolve pela cintura, me puxando para mais perto.

Th: Vai se arrumar, te levo em um lugar – diz, mantendo o suspense sobre o destino.

Eu: E aonde vamos, senhor Th? – pergunto, encarando-o com uma expressão de curiosidade.

Th: Surpresa, morena – ele responde com um sorriso, me dando um beijo no pescoço, o que quase me faz perder o equilíbrio.

Eu: Ei, para com isso... assim eu nem vou querer sair daqui – murmuro, fechando os olhos enquanto tento controlar a reação.

Th: Não seria uma má ideia, não – ele diz, afastando rapidamente o rosto do meu pescoço. – O que você quiser, eu faço em dobro – ele completa, me olhando com aquele olhar safado que não me engana.

Eu: Você é muito besta, cara! – digo, voltando a atenção para ele. – Agora me fala, onde vamos? Preciso saber o que vestir, poxa! – faço biquinho, já impaciente.

Th: Tá, tá, você venceu! – ele ri. – Vou te levar no Vitrinni – diz, se rendendo.

Eu: No Vitrinni?! Aquele Vitrinni de São Paulo? – pergunto, e ele apenas sorri, confirmando. – Eu adoro aquele lugar! Mas nunca fui no do Rio... – continuo, ainda surpresa.

Th: É, eu sei... Peguei umas dicas – ele fala calmamente, e eu já sei que a Bifão tem alguma coisa a ver com isso. – Agora vai se arrumar, fechei um espacinho no camarote pra gente. – finaliza, me dando um selinho antes de voltar para dentro do quarto.

Fecho a porta da varanda e entro também. Fico parada na frente das sacolas de roupa que compramos, tentando decidir o que vestir, mas não faço a menor ideia. Sou péssima para escolher roupa em cima da hora e sem planejamento.

Cruzo os braços e fico ali, encarando as sacolas com cara de tédio, até que Th volta ao meu lado, agora só de cueca, me observando.

Th: E aí? Se não quiser ir, tudo bem... – ele quebra o silêncio e eu viro para olhar para ele.

Eu: Não é isso... É só que eu não faço ideia do que vestir! – respondo, frustrada.

Th: Olha, sendo sincero com você, morena, você fica perfeita com qualquer roupa... E sem roupa, posso imaginar que também. Então, pra mim, é moleza – diz, me olhando de cima a baixo com aquele sorriso safado.

No Complexo do AlemãoOnde histórias criam vida. Descubra agora