Epilogo

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O tempo havia passado depressa e quando menos esperávamos já era época de festa junina. Todos do bairro resolveram que seria uma ótima ideia fazer uma festa das boas na pracinha da igreja como há muitos anos não tinha.

Bianca mais do que esperta ficou responsável por algumas barraquinhas para vender comida. Ela, Carol, Elise e eu ficamos responsáveis pelos preparos do arroz doce, canjicão, canjiquinha, maça do amor, vaca atolada e caldo de pinto. O dinheiro que vamos arrecadar iremos doar para uma ONG de resgate de animais. Alguns fieis da igreja irão se responsabilizar pelas vendas, decoração e outros pratos típicos da festa junina.

- Humm, esse cheiro está uma delicia. - Felipe comenta entrando na cozinha. - Eu amo essa sua vaca atolada. A melhor comida do mundo. - ele me abraça por trás. - Está uma tortura ficar nessa de ficar levando comida para todos os lados. Poderiam ter feito lá na casa das irmãzinhas né. Você nem vai a igreja. - ele reclama me virando para ele e me beijando. - Larga essa comida aí e vem para o quarto comigo. 

Ele me provoca mordendo meu lábio inferior, me fazendo queimar no meu próprio fogo. Não aguentando nada, acabo cedendo a vontade dele e indo para o quarto, visto que já tinha acabado de fazer a comida. Era só questão de levar a panela para a igreja. 

Depois de passarmos um tempinho juntos, tomamos um banho juntos e depois voltamos para o trabalho. Ajudo Felipe a colocar a comida no porta mala do homem, entro no carro no banco do carona e vamos juntos para a igreja. Após deixarmos a comida por lá mesmo, vamos direto para a casa de minha mãe buscar Agnes, que ficou boa parte do dia com a vó. 

Ao chegar já vou entrando pela casa a fora, não converso muito com mamãe por estar com pressa. Tinha que ir na casa de meu pai ainda, já que ele pediu para ver a neta. 

- Ah, por causa do traste do seu pai vou passar menos tempo com minha netinha. - mamãe reclama fazendo bico. 

- Agnes está aqui quase todos os dias, mãe. - respondo um pouco mal humorada. Mamãe sempre foi cheia dos dramas. - E amanhã iremos vir te visitar. Cadê as coisas dela?

- E cadê Felipe? - questiona ignorando minha pergunta. 

- Está no carro, não quis descer. 

- Dois apressados. A bolsa dela está no seu quarto. 

Vou até meu quarto e vejo que está rosa. Toda vez que o vejo sinto uma pontada de ciúmes por saber que uma outra pessoa agora mora aqui. Mas tudo bem, a adolescente é uma pessoa bacana. Pego a bolsa de Agnes e na volta para a sala pego minha bebê que sorri ao vim no meu colo. 

Olho para ela observando como o tempo passa rápido, daqui uns dias Agnes completará um ano de idade. Falava horrores, a maioria das palavras ninguém entendia, mas isso não importava para ela. Também já dava alguns passinhos e fazia muita bagunça pela casa a fora. 

Ao chegar no carro a coloco na cadeirinha e dou sua girafinha de pelúcia para brincar. Ela logo se distraí e começa a conversar sozinha.  Durante o caminho até a casa de meu pai Felipe começou a falar sobre como estava muito feliz pelo fato de que o aplicativo que ele vinha trabalhando a meses está sendo o sucesso de lançamento na empresa dele, que até mesmo seus seguidores em suas redes sociais o vinha elogiando bastante pelo trabalho. Felipe está recebendo varias novas propostas de emprego, mas ele está trabalhando em uma empresa que vem crescendo e sendo referencia de tecnologia nacionalmente. 

- Por conta disso, beto irá fazer festa de comemoração na casa dele. Kiara faz questão de que a gente vá. 

- kiara. - repito o nome incomodada e reviro os olhos. Até hoje não gosto dessa mulher, me lembro muito bem da maneira que ela me tratou. - Não gosto de me meter com essa gente.

Me EsperaOnde histórias criam vida. Descubra agora