O final de semana chegou e com isso o inevitável almoço na casa de minha mãe, na qual reuniremos todos os irmãos, noras, cunhadas e as crianças. Também vamos conhecer os filhos de Haroldo, aparentemente ele é pai de um casal, ambos adolescentes ainda. Depois do casamento de mamãe, eles irão passar alguns finais de semana com o pai, naquele modelo patético de quinze em quinze dias.

Na verdade, isso já ocorre, mas ainda eu não conheci esses adolescentes. Apenas Thales e Raul os conheceram. 

Tirei o dia para almoçar novamente com Bianca e no restaurante encontramos Denise, a amiga de faculdade que andava super sumida. 

- E você não tem ido aos roles mais. - Denise aponta se sentando conosco após ser convidada. Aparentemente ela iria almoçar sozinha. 

- É. To focada na minha carreira e virei mãe. - Justifico um pouco desanimada. Eu confesso ter saudade daqueles roles com muita falta de noção e responsabilidade. - Mas e você? Pensei que iria firmar com Juliano, mas de repente você pararam de postar. 

- Acabou né? E agora eu estou indo morar no Rio de Janeiro, trabalhar na empresa de um tio meu. Juliano é muito galinha, rola não. Mas eu te acompanho nas redes sociais ainda, vi que sua menina está maravilhosa. 

- Pois é. - concordo analisando o cardápio. - Bianca, você vai querer o que?

- Eu fico passada que você sempre vem nesses restaurantes meio caros. 

- Caros? - Denise questiona rindo em deboche. - Você não viu nada. Aqui está até barato.

- E está mesmo. - concordo. - Não se preocupe com os preços, loira. Eu não lhe convidei?

- Aí, inveja que você é estudada e se lhe faltar grana, tem o Felipe que também estudou. 

- Ah Bi, seus negócios só estão crescendo. - aponto vendo a loira sorrir radiante. Depois ela começou a falar como as coisas estão indo bem, sobre como está até mesmo atolada de encomendas, me agradeceu por eu ter feito a divulgação do negocio dela. E soltou a bomba maravilhosa:

- Estou querendo abrir um estabelecimento. Já conversei com a Carol e vamos abrir uma confeitaria. Já vimos um lugar e tudo, é pequeno. Vai caber no máximo umas quatro mesas com duas cadeiras cada. Mas a cozinha é espaçosa, sabe? tudo organizadinho e tals. Já vimos a questão do empréstimo e advinha só, eu consegui.

- Ai que tudo. Vamos comemorar! - dou um pequeno gritinho alegre. O almoço foi assim, alegre e em clima de comemoração. As coisa vem dando certo para a traíra da Bianca e isso me faz muito feliz. 

Após o almoço regrado de fofocas e comemorações eu volto para o trabalho relembrando as palavras de Vicente sobre como a forma que eu trabalhava antes me dava um bom retorno financeiro. O escritório sempre foi um sonho, mas alguns colegas de trabalho são uma merda. E parece que o fato de eu ser uma digital influencer piora ainda mais a minha situação, muito embora eu tenho feito um bom trabalho alguns colegas não me levam a serio. É como se minha presença fosse incomoda. Já começo a pensar num preso de validade para permanecer nesse emprego e foda-se a carteira de trabalho. 

Ao chegar em casa tomo um banho e depois vou dormir deixando Agnes com o pai de proposito. Ninguém vai malhar hoje, porque se Felipe se propôs passar a semana toda com a filha, ficará, porque eu serei sonolência. Dormi mesmo e acordo somente com ele entrando no meu quarto para me acordar com Agnes no colo, já reclamando de ter faltado a academia. 

- Você é uma folgada. 

- Ah, malha em casa. - respondo me despreguiçando. - Precisava descansar. 

- É, sua sem vergonha. - ele se senta na beirada da cama e coloca Agnes do meu lado, entre nós dois.  E depois me dá um beijinho na testa. - Me deixou sozinho o dia inteiro com a neném e eu doido para ir malhar para distrair a mente. 

Me EsperaOnde histórias criam vida. Descubra agora