Bianca Trajano.
Minha cabeça parecia estar pesando mais do que todo o resto do meu corpo quando finalmente recuperei a consciência. Mal conseguia manter os olhos abertos, quanto mais falar alguma coisa.
Eu estava sentada no chão com pés e mãos amarrados e eu já sentia as cordas tão fortes me apertando que sabia que jamais conseguiria sair dali sozinha. Meu peito subia e descia tão rápido que eu poderia sofrer um infarto a qualquer momento, tamanho foi meu susto ao acordar ali, daquele jeito.
Olho em volta, tentando de alguma forma me localizar. Mas não passava de uma casa de madeira completamente vazia com apenas uma porta do outro lado de onde eu me encontrava.
A ideia de me arrastar até ela se esvai completamente de minha mente no segundo em que escuto passos lá fora. E não pareciam ser apenas de uma pessoa. Tento me concentrar ao máximo, apesar de ainda me sentir zonza e quase dopada, para tentar entender o que eles falavam.
Me encosto na parede, me concentrando agora em tentar livrar minhas mãos da corda ao entender que eles só conversavam sobre futebol.
Que ótimo.
Meus sequestradores não pareciam pessoas muito profissionais.
Eu ainda não acredito que isso realmente está acontecendo comigo. A cada minuto que se passava, ficava cada vez mais difícil controlar os pensamentos do que viria a acontecer comigo. Não conseguia acreditar que eles queriam apenas dinheiro. Meus pais não são donos de um banco pra ter milhões na conta. Nós só temos um jornal, pelo amor de Deus! Eu tinha vontade de gritar.
Não faço a mínima ideia de quanto tempo se passou desde que comecei a tentar afrouxar os nós. Pra ser sincera, eu nem sabia se tinha conseguido sucesso em pelo menos deixar menos apertado, já que eu mal sentia mais meus pulsos. Eles doíam e já deviam estar inchados. Mas, não muito tempo depois, levo um susto ao escutar um telefone tocando.
Ai meu Deus.
Que seja algo útil, por favor.
─ Fala ─ escuto um deles atender.
...
─ Que seja. Manda ele trazer o dinheiro e a gente se resolve aqui. Já falei que não tô com paciência pra acordo.
Mais silêncio.
─ Não, não, não. Ele não tá puto coisa nenhuma. Diz pra ele que quem tá puto sou eu, que perdi o meu irmão.
Depois disso, ele pareceu desligar a ligação, já que outra voz surge.
─ Quem era?
─ O capanga do chefe. Claro que o chefe ia mandar ele me encontrar. Disse que tá arranjando a grana e que não é pra tocar um dedo na patricinha.
Sinto todo o meu corpo se arrepiar. Encosto a cabeça na parede, começando a rezar baixinho para que eles me deixassem quietinha aqui.
Involuntariamente, lágrimas presas até o presente momento começam a ser derramadas. Eu não podia achar tudo mais bizarro e estar com mais medo do desfecho dessa história.
Meu pai... meu pai era o chefe?
(...)
Bom dia, flores do dia!
Pra quem queria saber da Bia, aqui está ela. Sã e salva, mas talvez não por muito tempo...
Espero que tenham gostado e estejam curtindo bastante o carnaval!
Não esqueçam da estrelinha marota e comentar o que estão achando. :P
Se cuidem! Até quarta. <3
Gabriela e Natália
12/02/2018
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Amor em Risco (COMPLETO)
RomanceMarcelo Menezes é, além de um policial aplicado, um completo conquistador. Não só no quesito amoroso, mas em qualquer um deles. Extrovertido, atencioso e protetor daqueles que ama, ele dificilmente faz inimigos por onde passa em sua vida pessoal - d...
