Capítulo 67 (mini)

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Bianca Trajano.

Devíamos estar a mais de 120 km/h, mas eu sentia a ambulância se arrastar em direção ao hospital. Minhas mãos seguiam firmemente agarradas às de Marcelo, que permanecia inconsciente, mas num estado menos doloroso de se ver. Um paramédico o ligara a eletrodos e seus batimentos agora apitavam num ritmo agonizante num pequeno monitor.

Próximos ao centro da cidade, sinto um aperto quase insignificante em meus dedos. Assustada, ergo o olhar para o rosto de Marcelo.

- Daniel - eu sussurro, embora quisesse gritar.

Ele, que havia contrariado as ordens dos paramédicos, se enfiara a força na ambulância. "Ninguém vai me tirar daqui!", ele havia dito. E ninguém realmente ousou tentar. Daniel, que olhava para fora, automaticamente olhou para Marcelo ao ouvir minha voz.

Eu não sabia se aquele mísero milímetro de olhar azul estava de fato enxergando alguma coisa. Mas não estava assim um minuto atrás. Após injeções de várias substâncias que eu não conhecia, a pressão de Marcelo havia se estabilizado um pouco e até sua aparência ficara um tantinho melhor.

Ou talvez eu só estivesse sendo otimista.

No fim, achei melhor chamar por Daniel para que ele também visse que Marcelo abrira os olhos. Quer dizer, abrira um pouquinho os olhos. Eu não estava imaginando coisas, estava?

Como se me respondesse que não, Daniel abre um sorriso. Seu alívio era nítido.

- E aí, fanfarrão. É preciso muito mais pra dar cabo em você, hein, bicho?

Marcelo não se move, tampouco volta a fechar os olhos.

De repente, o eletrocardiograma começa a disparar. E tudo a seguir acontece rápido demais.

Primeiro, o paramédico nos diz, aos berros, para ficarmos no fundo da ambulância. A paramédica que ia no banco da frente pula para trás e, junto dele, prepara a bombinha de oxigênio e um desfibrilador, por que não?

Marcelo estava morrendo.

Segundo, a ambulância dá um pequeno solavanco e então para. Havíamos chegado. O estacionamento iluminado do hospital me faz arquejar de alívio e, então, as portas da ambulância são abertas com estrépito por algum médico que estava do outro lado. Daniel e eu saltamos para fora. Ouço alguém dizer, provavelmente um dos paramédicos:

- Policial Marcelo do Nascimento Menezes, 27 anos, foi baleado no tórax há cerca de meia hora. Pressão e batimentos em...

Não ouço mais o resto, pois um rosto no meio da multidão hospitalar chama a minha atenção. O rosto pálido e em pânico de uma mulher vestida num jaleco.

Nina.

(...)

Oi suas lindas! Desculpem a demora!
Os capítulos mini estão acabando, ouvimos um amém? hahahahaha
Bom domingão pra vocês! Fiquem bem e nos vemos na terça feira ❤️

Gabriela e Natália
04/03/2018

 

Amor em Risco (COMPLETO)Onde histórias criam vida. Descubra agora