Capítulo 44

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                   Não sei se fiquei tempo demais pensando, mas quando me dei conta já estávamos na frente da sua mansão.

— Caramba! - Angie exclamou. - Se eu tivesse uma casa dessa daria festas todos os dias.

— Já falei que você é a versão feminina exata do Kyle?

— Eu hein, está doida? Eu sou bem mais linda.

— Viu só?! Também é convencida que nem ele.

— Mas você me ama.

                     Dessa vez nem falei nada, só ri. Eles são realmente muito parecidos. Mandei uma mensagem para o Kyle perguntando onde eles estavam, já que entramos na sala que ele deixou a porta aberta mas não tinha ninguém.

— Você sabe que a casa é gigante quando precisa chamar o outro pelo celular.

                      Realmente aqui não daria certo só gritar para chamar alguém. Kyle rapidamente respondeu à mensagem falando que estava no salão de jogos.

— Por aqui. - avisei mostrando o caminho. Não que eu soubesse muito bem também, mas acho que lembrava onde era. - O pior que além de ser maior que a república, ele mora sozinho aqui.

— Poxa, coitadinho. Você nem está querendo vir morar aqui para fazer companhia para ele né?!

— Eu tenho medo dessa casa de noite. Sei lá é muito grande e vazia.

— É bom para andar pelada. - ela falou com a maior naturalidade e eu ri. - O que que tem? É bom botar as coisas para respirarem.

— Se eu já tenho medo de andar aqui com roupa imagina pelada.

— Tudo bem, de noite talvez eu não faria também. Porque é impressionante como todas as mulheres dos filmes de terror tem que morrer peladas.

— Ou fazendo alguma coisa idiota. Tipo caindo do nada. - completei.

— E pior que além de cair elas ficam lá paradas só esperando o cara vir matá-las. Como se elas ficassem gritando ia surgir um escudo invisível em volta delas.

— E ainda ficam implorando para ele não fazer nada.

— Exatamente! Como se fosse assim: Ah tudo bem, agora que você pediu com jeitinho não vou te matar mais. Desculpe-me pelo transtorno!

                      Estávamos rindo tanto que já nem sabia que parte da casa a gente estava.

— Caramba, ele devia ter aqueles carrinhos de golfe para andar aqui. Imagina, lá em casa eu tenho preguiça até de descer para cozinha.

— E pior que ele tem. Está lá fora no jardim. - ouvimos as vozes deles vindo pela direita, então seguimos por esse caminho.

— Até que fim! - Kyle exclamou assim que entramos na sala.

— Está com pressa por acaso? - Angie indagou. - Não sabia que sua casa tinha hora para fechar.

— No seu caso não deveria ter nem aberto. - Kyle rebateu.

                         Fui cumprimentar o Jake para tentar quebrar o clima. Ele estava com um sorriso no rosto como sempre sem se importar com farpas que os dois trocavam. Quando me voltei para o Kyle o rosto dele se suavizou e ele me abraçou. De canto de olho pude ver Angie e Jake se abraçando também. Parece que meu plano ia dar certo.

— Querem jogar? - Jake apontou para a mesa de bilhar.

— Claro! - Angie respondeu e eu assenti.

A única estrela no meu céu [CONCLUÍDA]Onde histórias criam vida. Descubra agora