Capítulo 59 - Essa voz?

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Alfonso chega no restaurante escolhido por Maite. Avista logo a mesa com a irmã, mas desconhece a mulher que estava de costas. Ele não a conhecia, ao menos pelo longo cabelo, não. Maite fala alguma coisa com a mulher, ele percebe pois ela sorri. Ele  se aproxima,  beija a irmã que apresenta:

- Essa é minha amiga, Daniela Talancon.

 Alfonso Herrera se apresenta, a cumprimenta com um beijo no rosto e senta na cadeira vaga ao lado direito da moça:

- Mai, por que escolheu esse restaurante e não o de Mane ?

-Ah, cansei da comida dele! - Maite responde fingindo desdém.

Daniela se intromete: Em casa e no trabalho não há casamento que aguente, não é Mai ?

- Garota inteligente, essa! Ela me entende, viu! - Maite brinca com a amiga.

Alfonso a entrega: Mas  bem que deu graças a Deus por ele ser chef de cozinha, porque convenhamos, você não frita um ovo, Maite!

- Cala a boca, Poncho! E cadê Bella? Não acredito que se despencou até aqui e não a trouxe!

- Não imagina o trabalho que dá viajar com ela, não, não!

- Eu queria vê-la! Não temos culpa que você decidiu viver lá. Estou com saudades!

- Será que mata com uma foto ? - pega o celular no bolso - Aqui:

Maite se encanta:  Ohhh! Já esta andando? 

- Segurando ou apoiada ela caminha. A diversão dela é ligar e desligar a TV, ou fingir que é telefone. As vezes tem briga entre ela e pancho pelo controle.

- Que saudades! - Maite mostra a foto a amiga-  A mais linda do mundo!

Daniela concorda: Que fofa! Eu amo crianças. Parabéns, Alfonso, ela é graciosa. - Alfonso agradece.

Maite repara: Quem bateu a foto ? Seu pé está aqui...

 Alfonso observa: Ham ? Er, foi um dos filhos de Pedro. - ele mente. Anahí quem havia tirado.

- Você já foi mais ciumento com suas coisas... 

- Depois de Anabella derrubar meu laptop no chão, eu já não importo com nada. - As duas mulheres riem.

- Não tem mais ? -Maite curiosa pergunta e começa a  mexer no celular, mas Alfonso toma da mão dela:

-  Não! - podia achar alguma foto de Anahí - Eu te mando, pode deixar. - guarda o telefone no bolso.


A campainha toca na casa. Anahí estranha:

- Alfonso de graça outra vez... Mas essa hora?  Muito cedo. - e sai da área de serviço, onde colocava umas roupas para lavar aproveitando que Anabella dormia depois do almoço. Abaixa o som da sala e abre - Alfonso, eu não caio mais! - e dá de cara com Pedro e um homem que trazia um embrulho enorme.

Pedro explica: Não, patroa, sou eu. Vim acompanhar o entregador.

- Encomenda do sr Alfonso Herrera para Giovana Herrera. - o entregador avisa -Assina aqui, por favor. - entrega a prancheta para ela.

Anahí percebe na metade do nome que escrevia com a mão esquerda. Eu não sou canhota. Olha para sua mão e continua. O Entregador coloca o embrulho no chão, da sala. Batia acima do joelho do entregador que era alto para a estatura baixa dela, mas muito leve pela forma que ele pegava; e se retira junto com Pedro. Anahí fecha a porta. Fica olhando a caixa:

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