Sebastian é autorizado a falar com Soraia. Ela é lavada para o pátio de visitas, uma sala com 6 mesas quadradas com 2 cadeiras cada. Um policial acompanhava a visita, mas de longe na porta. Mas a mulher recusava a falar.
Sebastian tentava: Ok, prefere o silêncio? Pois saiba que vim em missão de paz, poderia lhe ajudar! – fecha a pasta sobre a mesa.
Soraia por fim se pronuncia: Eu só falo com meu advogado e você nem sei quem é! – Sebastian não havia se identificado como advogado de Alfonso. E na verdade nem seria necessário, se a condição atual não tivesse sido modificada, a mulher seria acusada por um promotor, era um caso público .
- Sou alguém interessado no caso.
- Sei... e continuará sendo um interessado! Porque eu não vou falar nada!
- Ok, a senhora pediu. Mas sei de muita coisa que a prejudica, como que não queimou o corppo de Anahí depois de morta, como havia dito. Mas sim com requintes de crueldade e desumanidade a desovou sangrando numa vala na periferia da cidade. Refrescou sua memória? – relaxa na cadeira com um sorriso irônico. - Amulher arqueia a sobrancelha, assustada. Sebastian se inclina sobre a mesma e diz mais baixo, a encarando de uma forma inquisidora - Deve se perguntar como eu sei isso, não é? Afinal o que todos sabem é que o corpo foi encontrado carbonizado em seu quintal... Quantos mais a senhora matou, hein, D. Soraia?- se levanta pegando a pasta e caminha até a porta. O policial abre a porta para ele, que agradece.
Soraia estava assustada, tinha uma expressão nervosa, trêmula, acaba por chorar. O policial não demostra compaixão: vamos! – a levantando pelo braço.
-
Na volta pra casa a noite, o carro de Alfonso ainda é parado na entrada do estacionamento do prédio. Ele abaixa um pouco o vidro:
- Pois não? – meio ressabiado.
- Boa noite, sou jornalista, estive esperando todo.. – e Alfonso acelera, entrando no edifício. Entra xingando - Muito perto de Ana. Voltando de novo o tormento!
Entrando no hall dos elevadores, o porteiro vem lhe cumprimentar: Boa noite, doutor. Encontrou o jornalista ali?
- Infelzimente tive o desprazer. Em hipótese alguma deixe entrar qualquer repórter, imprensa no edifício. Tocar no apartamento, menos ainda. Chame a polícia se preciso. - E Alfonso entra no elevador, logo em casa com uma cara de derrotado.
Anahí ouvindo a porta vem da cozinha, onde fazia um bolo de chocolate. Vem com a bacia e tudo. O encontra encostado na porta, olhando o nada:
- Que foi, Poncho?
Alfonso na mesma posição, so vira os olhos para ela: Me abraça.
Anahí não entende nada, mas o abraça, cuidando de não derrubar a bacia. Ele a envolve com os dois braços, cerra os olhos e quando abre vê Anabella só de fralda e descalça vindo também da cozinha arrastando uma boneca quase do tamanho dela e Pancho latindo atrás do objeto sem vida que fazia barulho batendo no chão. Estarbem casa, ver sua família lhe dá ânimo.
- Que aconteceu, meu bem? – Anahi lhe afaga as costas.
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Bruna estava na consulta de rotina na obstetra, junto com Marichelo. Christopher raras vezes ia e como era uma médica recomendada por Marichelo, ela não podia levar Eduardo, o pai.
A obstetra explica: Tudo no esquema, Bruna. Apesar de seu colo já ter dilatado 2cm, espero que continue assim até a próxima consulta, assim deixaremos confirmado a cesárea então para mesma data, daqui há 13 dias. Tá chegando. Está ansiosa?
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Nostalgia
Mystery / Thriller"Marido é principal suspeito no desaparecimento de gestante: Com novas investigações, para a polícia, o principal suspeito no sumiço de Anahí Herrera é seu marido. 'Ele foi o último que a viu no dia, mas falou com ela por telefone e depois disso a m...
