Capítulo 72 - De volta

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Alfonso chega ao apartamento 16h em ponto. Anahí já estava pronta, com a mala na sala, comendo uma fruta e vendo TV. Ela se assusta com a maçaneta sendo mexida outra vez, mas dessa vez a porta se abre entrando Alfonso com a filha. Ela levanta correndo feliz, pega a menina:

 - Que saudades, filha! - a tirando dos braços de Alfonso.

Alfonso nem comenta o "filha": Eu também estava!  Mas eu sei, é só com ela. Vc so sente falta dela. – finge uma mágoa, adentrando e pousando a pasta no sofá.

Anahí vira para ele: não é verdade, de você também.

Alfonso a mira diretamente nos olhos: Ah, fico contente de saber.

Anahí desvia o olhar, brinca com Anabella que segurava seu cordão: E você bebê , como se comportou na vovó? Não fez arte, né?

- Chorou... - Alfonso conta. Se aproxima - É pra você.

Anahí olha o envelope na mão dele: você já me deu dinheiro esse mês, Poncho.

- Você não sabe o que é....- continua como envelope esticado para ela.

Anahí pega, Anabella quer ajudar: Mas Poncho ?- Anahí levanta os olhos aos dele.

- Você não queria documentos? Agora já tem.

Ela confere a carteira de identidade.  Uma cópia colorida, plastificada e com sua foto:  Anahí?

- Era o que eu podia fazer, Ana. Ao menos não terá problemas se acontecer alguma emergência. - Ela agradece. Era melhor do que ser uma indigente. -  Eu preferia um agradecimento mais... – e ela envolve o pescoço dele para um abraço, mas ele se aproveita, segura o rosto dela e a impede de escapar de seus lábios. Anahí ainda tenta se afastar mas ele deixa a razão fugir por um instante, e ela se desarma e se entrega a um beijo, que termina com Alfonso ainda de olhos fechados, como se não quisesse abri-los e terminar o momento tão cedo. Anahí nota isto pois constrangida com a situação havia aberto logo os olhos, e deixa Alfonso acanhado - Er, vamos? Só vou pegar umas coisas lá dentro.

Anabella também estava acanhada pois quietinha mordinha o dedinho. Anahí lhe beija: 

- O que acontece, bebê? Me explica !

Alfonso volta do quarto: Ana, melhor você colocar isto. –trazia um boné, óculos e echarpe.

- De novo?

- Você já sabe porque ... 

Anahí sabia mas não concordava com aquela ideia dele:  Sua mãe veio aqui.

- Quem?? – leva a mão ao peito.

- Sua mãe.

Alfonso gagueja: e-e-e co-como você sabe que era minha mãe? 

- Ela falou.

Alfonso cai sentado no sofá, ainda com a mão no peito. Anahí não entende a reação dele: Poncho, você está bem?

- Você abriu?

- Quase que eu abri, ela forçou a porta, eu fiquei assustada, te chamando, até que falou filho. Aí eu soube que era ela. Eu ia abrir, não sabia se sua advertência era pra não abrir pra NINGUÉM. Se fiz mal foi porque você falou... - Alfonso abaixa a cabeça respirando aliviado. Anahí passa a mão no cabelo dele, preocupada - Você está bem?

Alfonso levanta a cabeça: Sim, to bem.

- Só não abri porque você não queria.

- Fez bem, você não conhece D. Ruth!

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