Capítulo 51 - Empatia

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A resposta cai como uma bomba em Anahí e ela fica paralisada. A médica espera mais alguma pergunta mas como Anahí não diz nada ela também não, acaba de escrever e lhe entrega as receitas:

- Aqui esta marcada a data de sua volta. E aqui esse remédio pra você tomar 1x ao dia...

Ela sai do consultório com uma expressão extremamente abatida. Chega no carro, Alfonso nem percebe ate ela tentar abrir a porta do carona. Ele a esperava lá dentro com a filha, ouvindo música. Abre por dentro:

- Foi rápido...

-É... - diz somente, sem nem virar o rosto para ele, pois veria seus olhos cheios de lágrimas por cair.

Alfonso estranha, franze a testa, sai do carro e no banco de trás coloca Anabella na cadeirinha. Dessa vez iria sozinha pois Anahí nem fez menção de ir para trás. Quando volta a se sentar ela estava com óculos escuros. Como estava calada, ele também não fala nada, parte com o carro. Durante o trajeto, vai olhando para ela, que com mão apoiada no rosto, ia olhando para a rua.

- Tudo bem, Ana? - Ela só concorda com a cabeça - "Eu hein..."- ele pensa.

Anahí deitada numa cama de hospital não acreditava:

- Vocês tem certeza ? Faz o exame de novo, por favor. As dores já passaram.

Uma enfermeira tenta confortá-la, segura sua mão: Que bom que já passaram, mas os exames já foram feitos. Infelizmente o coraçãozinho do bebê parou... Não foi sua culpa. Acontece, mas você é jovem vai ter outros.

- Mas eu queria esse!

O anestesista entra e a enfermeira avisa: Ela está bem nervosa.

O anestesista também não colabora: relaxa, a curetagem é um procedimento rápido, logo você vai pra casa.

- Cadê meu marido?- Anahí chora.

- Está lá fora ligando para os famíliares. - A enfermeira responde

- Eu queria esse bebê!

Anahí estava acordada mas essa cena parecia um sonho em sua mente, nem percebe que já tinham chegado ao sítio.Até que Alfonso lhe toca:

- Ana...- E ela sai do tipo de "transe" assustada, se afastando dele

- Não, não!

Alfonso se assusta: Que houve??

Anahí não responde, saindo do carro sente uma tontura, leva uma mão a cabeça e a outra procura cegamente apoio nele.

- Anahí! - ele diz sem perceber- O que esta acontecendo?

Ela parece não escutar o nome, ou não se incomoda também: Foi uma tontura. Levantei muito rápido.

- Você está bem? Quer um pouco de água?

- Não. Estou bem. Pode me soltar. - ele a amparava . Ele obedece.

- Bem mesmo? - ela vai entrando na casa – Vai devagar. Vou tirar Anabella. - a menina dormia na cadeirinha.

Anahí para na cozinha, toma um copo de água, lava os pulsos. Quando Alfonso entra ela ia subindo as escadas, ainda com os óculos escuros.

Alfonso outra vez: se sente bem?

Anahí sem olhar para trás, e continuando a subir: Sim...vou tomar um banho e descansar um pouco.

- Daqui a pouco subo pra saber como está. - Ele deita a filha na cama, olha as receitas de Anahí buscando a indicação de alguma coisa... mas nada que indicasse porque estava estranha desde a saída do consultório.

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