Capítulo 76 - O cerco se fecha

224 14 0
                                        


À noite, quando chega do trabalho, Alfonso tem uma surpresa parada diante do portão do sítio. Ele para o carro, abaixa os vidros:

- Dama??

Ela se aproxima: oi Poncho, precisava muito falar com você. Não consegui seu telefone, mas com amigos acabei descobrindo que seu pai tinha comprado esse novo sítio.

Alfonso não entendia nada: Foi, foi... Mas o que aconteceu? Por que não entrou? 

- Eu preferi não ter problemas com Anahí.

- Que isso, ela não te trataria mal.

- Não sei, Poncho, pelas últimas vezes...

- Como assim últimas vezes? Anahí só te viu na festa da cidade e já falei com ela...

-  Não é bem assim.

- Vamos entrar, vem, entra no carro.

-  Prefiro não entrar. E é serio o que tenho a dizer.

- Estou ficando preocupado... Suba. – abre a porta do carro pra ela. Ela entra:

- Mas não vamos entrar no sítio.

Alfonso aceita, desliga o carro:  O que houve? Anahí não está bem? Quando a viu?

- Deixa eu te explicar. Anahí corre perigo aqui.

Alfonso franze o cenho: Como assim, corre perigo? Me explica.

- Já descobriram Anahí.

- Ham? Como assim ? Você contou a alguém?

-  Não! Eu não, juro que não!Foi  minha cunhada que descobriu. Não sei se sabia que Anahí passeava enquanto você estava fora. E um dia a encontrei na casa da minha cunhada. - Alfonso esfrega as  mãos no rosto - Não imagina o susto que levei! Mas não comentei nada. Mas minha cunhada é muito esperta, ela lembrava da fisionomia de Anahí e mexendo em jornais velhos encontrou manchetes com a foto dela e descobriu tudo, Alfonso. Ela me ligou contando. Fui na casa dela, ela só falou nisso... Anahí corre perigo, minha cunhada não tem freios na língua, ela vai espalhar pra Deus e o mundo. Tira Anahí daqui!

Alfonso ainda estava chocado: Mas... Como? Onde elas se conheceram?

- Pelo que sei, minha cunhada disse que na praça onde minha sobrinha brinca, é onde Anahí também leva Anabella...

- Ai meu Deus!! Que eu vou fazer?

- Juro que não sei... Mas minha cunhada acha que é um milagre, que ela encontrou Anahí, ou que você a esconde, esta com várias teorias. Meu irmão já sabe, e sabe-se lá quem mais. - Alfonso esfrega as mãos no rosto, tenso - Juro que tentei te avisar desde que a vi na casa de Maíra, mas eu pedi o telefone e Anahí não me deu. Ligava todos os dias pra minha cunhada e ela dizia que Anahí não havia dado, que não sabia, não podia, esqueceu... Ela tem ciúmes de você, e como não sabe, não me conhece...

- Quando eu acho que já está tudo se ajeitando...

- Pois é, agora terá que resolver isso... - ela segura a mão do amigo tentando passar forças.

- Obrigado, Dama. Se não me avisasse... Não tenho como pagar. – a abraça apertado, grato.

- Não há de quê.

- Esta há muito tempo aqui?

-  Desde 18h30, não sabia que horas você chegava.

- Nossa, já são 20h23!

- Pois é, estava esperando no carro, já ia tocar porque não sabia, as vezes já estava em casa e ... aí você chegou.

- Puxa, muito obrigado, Dama. Eu  de verdade não sei como te agradecer.

NostalgiaOnde histórias criam vida. Descubra agora