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Entrei no carro do Neguinho no banco do passageiro, e o Fábio entrou atrás, já pedindo pra ligar o rádio, porque já queria ir esquentando até lá embaixo.
Ele tirou uma garrafa de gin da bolsa que estava levando, e foi abrindo. Wellington olhou pra ele negando com a cabeça, e deu partida no carro.
Fábio: Aí sério, quero pegar vários hoje. - suspirou. - Vou ficar loucona mesmo.
Rafaelly: Quero beber demais, cara. Me divertir pra cacete, tô precisando dar uma relaxada.
Neguinho: Tua mãe pediu pra eu ficar de olho em vocês, mal sabe ela que nem no baile eu fico. - fez uma careta, e eu dei risada.
Fábio: E tu vai pra onde, macho?
Neguinho olhou para o Fábio pelo espelhinho em cima do painel, e nem precisou dizer nada, porque até eu tinha entendido.
Assim que ele parou o carro algumas ruas antes da praça, eu já fui saindo do mesmo, ajeitando meu shorts. Fábio balançava a garrafa de gin, enquanto cantava o funk que já dava para se escutar do baile, e eu dando risada.
Neguinho: Mas aí, na moral mermo...- olhou para nós dois, enquanto a gente descia em direção ao baile. - Se for beberem, tentem controlar a brisa e não arranjar confusão como da última vez. Só sobra pra mim depois, por não conseguir segurar vocês dois.
Fábio: Relaxa, Negão. Vamos ficar de boa hoje, né Rafaelly? - me olhou dando risada, e eu ri também, nem falando nada.
Última vez que viemos para o baile juntos, deu maior caô, serin. Fábio acabou arranjando confusão com a mulher de um dos caras do comando, e desceu a porrada nela depois da mona falar dos pais dele.
E pelo olhos dos caras do comando, mesmo que ele seja bi, ele é homem e bater em mulher é contra a regra do comando. Ainda mais a mulher de um dos caras.
Fodeu tudo. E Fábio levou tanta surra que eu pensei que iria perder ele, mas Neguinho conseguiu fazer os caras, a não cobrarem ele pior.
Eu e o Fábio depois desse dia, nós até tenta segurar nossa brisa, e a emoção com certas pessoas, mas as vezes, não conseguimos controlar, e acaba rolando maior confusão.
******
O baile estava lotado de gente. O funk estrondava do paredão enorme que tinham colocado ali na praça, e confesso que ja estava ficando meia surda.
Fábio dançava na minha frente, sempre batendo a bunda em mim quando empinava.
Já eu embrava ali com a juliete na cara, de um menino que eu nem sei o nome, mas que me emprestou assim que nós ficou dentro do barzinho.
Algum povo lá no meio do baile, rodavam as umbrellas no alto, e eu só rindo vendo aquilo. Por mais que isso seja normal por aqui, ainda achava estranho, mas engraçado.
Não vou negar, já rodei esses guardas chuvas no meio do baile com o Fábio, e literalmente eram guardas chuvas, os da minha mãe. Nem umbrella era, então acabou que quebrou facinho, e no final apanhei com aquela porra.
Fábio e eu já tínhamos bebido várias. Toda hora era uma dose de gin, ou de Jack que ele comprava na adega pra nós beber.
Estava meio tonta, mas feliz pra caralho ali com ele. Tinha bebido pra porra, mas até que eu estava de boa.
Fábio: Amiga. - se virou pra mim, parando de dançar. - Olha para o nosso lado, bem na grade da adega... tem um carinha ali me olhando, acho que ele quer.
Rafaelly: Aonde? - virei minha cabeça com tudo, vendo um garoto loirinho, com cara de boy olhando para o Fábio, com um sorriso todo malicioso. - Só vai amiga, é gatinho!
Ele deu risada, e saiu dali indo na direção do menino. Eles conversaram por alguns minutos, e logo saíram dali, indo pra não sei aonde.
Eu, apenas ajeitei a juliete na cara, dando um gole no copo com Jack.
Já tinha ficado com dois carinha, que eu nunca nem tinha visto na vida, e agora estava de boa, só querendo curtir mesmo.
Até que do nada, a Camila parou do meu lado. Uma das ficantes do Neguinho.
Camila: Oi, Rafa. - sorriu pra mim, e eu nem burra, já me liguei no que ela queria. - Sabe aonde tá o Neguinho? Ele sumiu...
Rafaelly: Sei não, mulher. - dei de ombros. - Mas ó, vai curtir o baile cara, tá gostosinho demais hoje pra tu ficar atrás de macho.
Ela suspirou alto, emburrando a cara. Cruzou os braços e ficou ali do meu lado, com aquela cara de cu.
Camila: Calma...que isso no teu pulso, Rafaelly? - pegou com tudo no meu braço, aproximando o rosto do mesmo. - É o relógio dele?
Rafaelly: Do Neguinho? É sim, por quê? - fiz uma careta, tentando puxar o braço da mão dela, mas ela segurou mais firme. - Solta meu braço, Camila, faz favor...
Ela soltou com tudo, e saiu dali batendo o pé. Eu só neguei com a cabeça, desacreditada com uma coisas dessas.
Sinceramente eu não entendo essas ficantes maluca que o Neguinho arranja, sério.
Fico que nem tonta tentando entender essas nóia delas pra cima de mim. Logo pra cima de mim!
Neguinho já disse que me olha como se eu fosse uma irmã pra ele, então tipo...nada haver nós dois!
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Lance Proibido
RomanceA Razão nos contém dos nossos desejos proibidos... A vontade se cala, mas não se acaba... Hoje a emoção é amiga da Razão. Mas se a vontade falar mais alto e a emoção trair a razão... Amanhã vai sair na primeira edição, um crime de paixão...
