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Maratona 09/10
Dias depois...
Respirei bem fundo, me controlando ao máximo pra não mandar aquela garota tomar no meio do cu dela ali na frente de todo mundo.
Sério, tava sem paciência hoje, e ainda vem essa desgraçada de algum canto, encher meu saco.
Tinha feito uma maquiagem na minha "cobaia", que era uma colega minha, e veio outra da puta que pariu, mostrar as imperfeições que nem tinha naquela porra.
Só queria fazer ela engolir aquela base que ela tinha na mão dela, pra ver se essa porra para de encher minha paciência.
Rafaelly: Pra mim não tem nenhum defeito, e isso que você tá falando é na pura inveja, euem. - cruzei os braços.
- Inveja? - soltou uma risada irônica. - Aí garota, só estou te falando no que você errou.
Rafaelly: Ok, mas eu não pedi pra você parar a tua maquiagem lá, pra vir apontar os erros da minha, que nem erros tem, garota. Sai daqui, por favor?
Ela me olhou de cima a baixo, e quando peguei a base pra jogar na cara dela, a minha colega segurou meu braço, pedindo pra eu não jogar.
Mulher maluca, cara. Euem. Parou de fazer o bagulho dela pra vir olhar o meu, se foder em.
Se fosse pra elogiar e pá, tudo bem, mas agora vir aqui apontar os erros que nem tem? Vai tomar no cu!
Garota louca! Tava merecendo levar um tapão, mas me segurei pra não arranjar confusão aqui no curso.
Terminei de maquiar a menina ali, e quando terminei, a professora veio olhar, elogiando tudo e pá. E depois foi a vez da minha colega me maquiar.
Ela maquiava super bem também, então nem tiraria a maquiagem pra ir embora, já que fiquei lindona no final. Ala.
A outra garota lá, que veio criticar, nem olhou mais na minha cara, e eu também não fiz questão. Só peguei minhas coisas e fui saindo do prédio aonde era o curso.
Já vi o carro do Neguinho estacionado ali na frente, e ele dentro com a cara fechada, e o rap tocando alto no som.
Entrei dentro do carro, colocando minhas coisas no banco de trás, e ele ligou o mesmo, saindo dali sem dizer nada.
Já até sabia porque ele estava assim, e sinceramente até entendia ele. Naysa voltou hoje, e já veio cobrando ele sobre não ter voltado com ela e tudo mais.
Encheu o saco mesmo. Como sempre!
Rafaelly: Aí negão, passa no MC só pra eu comprar um lanche? Rapidinho, tô morrendo de fome.
Ele balançou a cabeça, e foi acelerando naquela avenida. Parou no drive thru, e fui falando pra ele o que era pra pedir.
No final quem acabou pagando as coisas foi ele, e eu nem reclamei.
Ficamos um tempo na fila de carros, até pegar os lanches, e depois ele foi parar o carro perto de uma praça pra eu poder comer.
Rafaelly: Quer batata? - olhei pra ele, e o cara balançou a cabeça concordando, e eu dei a caixinha pra ele. - Sério, gosto quando você fica com essa cara estranha aí, não.
Neguinho: Tô normal, de boa mesmo.
Rafaelly: Tô ligada que você tá assim por conta da maluca da Naysa, mas relaxa negão, ignora aquela louca, ou coloca ela no lugar de uma vez.
Neguinho: Na real? Hoje minha vontade foi de mandar descerem o cacete nela, sério. Não aguento mais não, pô.
Rafaelly: Aí Neguinho, sei lá. - fiz uma careta, mordendo meu lanche. - Corta todos os laços de uma vez com ela. Sei que o William prende você a ela pra sempre, mas não sei, arranja uma pessoa que leve ele até você, e que depois devolva o menino pra ela, assim você vai ter menos contato, já que vocês moram meio distante lá na favela.
Ele me olhou e ficou pensando por maior tempão no que eu disse, que no final falou que ia ver essa parada aí.
Entendia o lado dele, e sabia que ele só tratava a Naysa de boa, por conta do William e pá, mas eu já sei que um dia ele vai acabar se estourando, e Deus me livre estar perto dele nesse dia. O cara se trasnforma de um jeito, que chega a dar medo.
Já vi ele se estourando uma vez só, com um carinha que falou alguma coisa pra ele, não sei o que era, mas só vi ele partindo pra cima do cara, descontrolado.
Neguinho: Aí, na missão de Santa Catarina, eu trouxe uma parada pra tu, mas esqueci de te dar antes. - falou do nada, deixando aquele assunto da Naysa de lado.
Wellington tirou uma caixinha do bolso, e assim que abriu, eu arregalei os olhos vendo o que tinha ali dentro. Era um colar todo delicadinho, com uma pedra de esmeralda com alguns brilhantes em volta como pingente.
Rafaelly: Tu roubou isso?
Neguinho: Roubei, mas foi de coração. - falou, e eu dei risada.
Me ajeitei no banco, ficando de costas pra ele, e levantei meus cabelos para ele colocar aquele colar em mim.
Ele foi colocando a corrente no meu pescoço, e eu toda me sentindo, com um sorriso enorme no rosto.
Assim que ele fechou a corrente, senti sua mão deslizando por minhas costas, e minha pele reagiu na hora, se arrepiando inteira.
Respirei bem fundo, fechando os olhos, e mordi meu lábio inferior, sentindo as "borboletas" no estômago.
Sua respiração bateu contra meu ombro, e eu logo senti a boca dele subindo do meu ombro, até meu pescoço, me deixando cada vez mais arrepiada.
Virei meu rosto na direção do dele, e abri meus olhos fazendo com que meu olhar cravasse no dele.
O olhar cheio de malícia dele, fazia meu corpo esquentar, e minha respiração quase falhar, e ali eu sabia que não tinha mais como eu resistir a esse cara.
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Lance Proibido
RomanceA Razão nos contém dos nossos desejos proibidos... A vontade se cala, mas não se acaba... Hoje a emoção é amiga da Razão. Mas se a vontade falar mais alto e a emoção trair a razão... Amanhã vai sair na primeira edição, um crime de paixão...
