Alguns dias depois...
Eu não sabia nada, sequer uma notícia sobre o Pedro. Não fazia a minina ideia se ele estava bem, ou pelo menos vivo.
Meu coração se apertava ao lembrar da cena dele com aquela porra pregada na barriga com uma mensagem direcionada a mim.
Causava arrepios por meu corpo todo ao lembrar ou sequer pensar nessa merda toda.
E em questão do Ronaldo...
O maior desejo que eu tinha naquele momento era de estrangula-lo até a morte. Cometer todas as torturas possíveis contra ele. Descontar toda raiva, todo ódio que eu sinto por aquele nojento.
Queria poder matá-lo.
Porém não fazia a mínima ideia de onde ele se escondia ou quem poderia estar sendo aliado dele aqui na favela. Apenas algumas pessoas vinha na minha cabeça, mas pedia aos céus que fosse apenas paranóia minha.
Não queria sequer imaginar o Fábio ao lado daquele desgraçado do Ronaldo, ajudando a foder a minha vida e de todos que convivem comigo.
Porém, pelo o que aconteceu entre nós dois nesses últimos tempo, me deixa com uma insegurança enorme em relação a ele.
Mas, nesses últimos dias, nem raciocinar eu estou conseguindo direito.
Basicamente não saio direito do meu quarto agora. É só do trabalho para o curso, e do curso para casa.
Apenas isso, pois sou obrigada a manter meu emprego e continuar com meu curso.
Ana: Filha, William tá aí... - apareceu na porta do quarto, e logo uma criaturinha entrou correndo em minha direção.
William agarrou minhas pernas e eu sorri. O primeiro sorriso depois de tantos dias.
Peguei ele no colo enchendo o mesmo de beijos. Mas não aguentei muito, pois o menino estava um peso que só.
William: Saudades, dinda. - gritou, animado.
Meu sorriso cresceu.
Fazia tanto tempo que eu não encontrava ele, que já estava sentindo uma parte de minha vida escurecer com a falta que ele faz.
Desde que ele voltou a ficar mais tempo com a Naysa, o garoto mal sai de casa.
Rafaelly: Também senti muito a sua falta. Muito, muito.
William se jogou na minha cama, me chamando para deitar ao seu lado. Me aconcheguei ali, agarrando o garoto em uma conchinha. Enchi sua bochecha de beijinhos, e ele soltou uma gargalhada tão gostosa.
Eu realmente não fazia ideia do quão queria escutar essa gargalhada dele.
Rafaelly: Como tá a vida, meu amor?
E depois dessa foi só fofoca. Ele contava tudo o que tinha feito na escola, e falava bem pouco das coisas que rolavam em casa com a Naysa. E eu não ousei perguntar demais sobre isso.
William fofocava sobre seus colegas de turma e falava mal de maioria. Eu tinha a certeza que amanhã mesmo ele estaria brincando todo alegre com essas mesmas crianças que ele anda falando mal agora.
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Lance Proibido
RomanceA Razão nos contém dos nossos desejos proibidos... A vontade se cala, mas não se acaba... Hoje a emoção é amiga da Razão. Mas se a vontade falar mais alto e a emoção trair a razão... Amanhã vai sair na primeira edição, um crime de paixão...
