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Maratona 01/10
• Rafaelly •
Olhei bem pra cara daquela menina, e a minha vontade ali era de pegar aquela criança chata, irritante e trancar em um quarto até calar a boca.
Sério, não tava aguentando mais aquela criatura fazendo um escândalo ali no meio da loja não.
Veio essa peste e a mãe dela pra cá. A mãe da menina é um amor, mas a criatura...
Gente, que garota insuportável!
Tem 13 na cara, e fica fazendo escandalo por conta da porra de uma roupa no meio de um loja? Num local público? Sinceramente, esses jovens de hoje em dia.
Menina queria porque queria pegar as roupas de mulher mais velha, bem decotadas e curtas pra caralho pra ir pra baile, mas a mãe da menina insitia em fazer ela pegar roupas mais "comportadas".
Não julgo a garota nesse quesito, pois quando tinha 14, usava umas roupas consideradas curtas, de piriguete nos olhos da sociedade.
Mas cara, pra que gritar com a mãe na frente de todos?
A mulher tadinha, tinha nem reação, só pedia pra menina parar de gritar e fazer ela passar vergonha. Ah, mas se fosse a minha mãe, metia um tapão na minha boca aqui na frente de todo mundo também, tava nem aí não.
Mas quem sou eu pra falar algo, né?!
Rafaelly: Já escolheram? - perguntei pela quinta vez, com a maior cara de sonsa.
- Eu vou levar essas daqui. - a menina me entregou algumas peças de roupas.
- Filha...
- Aí mãe, vem não! Daniela disse que eu tenho que usar essas roupas pra poder me divertir nas festas. - bufou, cruzando os braços.
Quis revirar os olhos, mas me segurei ao máximo, então apenas peguei aquelas peças de roupas e levei no caixa pra poder computar o preço de tudo.
A garota saiu da loja, indo lá pra calçada, e a mãe dela veio vindo na direção do caixa, para poder pagar.
- Ficou quantos? - me olhou, dando um sorrisinho toda sem graça.
Rafaelly: Cento e quarenta três reais, e dezoito centavos. - respondi, colocando as roupas na sacola com a estampa dali da loja.
A mulher pagou no cartão, e antes dela sair, chamei sua atenção, me inclinando pra frente para poder falar.
Rafaelly: Não é querendo me intrometer, e nem nada...mas, não deixa sua filha te tratar assim não, cara. Mete um tapão na nuca e já era.
A mulher fez uma careta pra mim, e deu as costas sem falar nada, saindo da loja.
Ih, euem. Tento ajudar e a pessoa vem me olhar com cara feia. Que se foda também!
Passei o resto do meu horário de trabalho, indignada com aquelas duas, mas até parei de pensar quando eu saí de lá, se não, ia me estressar mais, e queria ficar de boa o resto do dia, já que ainda teria que ir pro curso.
Subi aquele morro rapidinho pra minha casa, só passando no meio do caminho pra comprar coxinha pra comer em casa com o William.
E assim que entrei dentro de casa, já fui tirando minha camiseta, ficando apenas de sutiã e calça na sala.
Joguei minha bolsa no sofá, junto com a sacola com as coxinhas, e me joguei no outro, morta pra cacete.
A televisão dali da sala estava ligada, mesmo que não tinha ninguém antes de eu chegar ali. Passava um jornal, e quando vi aquele negócio, já comecei a prestar a atenção naquela porra.
Falava sobre alguns assaltos que tinha rolado em Santa Catarina nessa madrugada. Um grupo assaltou um banco e conseguiu faturar quase dois milhões de reais.
Puta que pariu!
E enquanto isso, outro grupo assaltava uma joalheria, e lá conseguiram faturar 200 mil reais, fora as diversas joias que levaram.
Os maluco são brabos pra caralho mesmo! Que isso...!
Eu não conseguiram bolar um plano pra assaltar algum lugar não. Sou desesperada pra certos tipos de situações, então não daria certo.
- E aí, Rafa.
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Gente, vou postar os caps com um intervalo de meia hora, pq??? Pra dar tempo de vcs votarem, comentarem e pá, pq eu sei que fica muita gente sem comentar e muito menos votar quando é maratona.
Então por conta disso, vai ter um tempo de meia hora pra postagem de cada cap, se não quebra as minhas pernas neah.
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Lance Proibido
RomanceA Razão nos contém dos nossos desejos proibidos... A vontade se cala, mas não se acaba... Hoje a emoção é amiga da Razão. Mas se a vontade falar mais alto e a emoção trair a razão... Amanhã vai sair na primeira edição, um crime de paixão...
