A Razão nos contém dos nossos desejos proibidos...
A vontade se cala, mas não se acaba...
Hoje a emoção é amiga da Razão.
Mas se a vontade falar mais alto e
a emoção trair a razão...
Amanhã vai sair na primeira edição,
um crime de paixão...
Fiquei olhando por um tempo para a cara dele, tentando lembrar alguma vez se o Sinistro já falou dele pra mim.
Mas acho que não, porque não lembro de nada, muito menos dele e desse vulgo que esse cara tem.
Rafaelly: Magrão...- repeti baixinho, e ele sorriu, balançando a cabeça que nem um bobo. - Nunca ouvi falar.
Magrão: Ah não pô, qual foi? Rafael nunca falou de mim pra tu, porra? - neguei com a cabeça. - Putão do caralho, mané, que isso...!
Rafaelly: Não convivi muito com ele, e juro que não lembro dele ter falado de ti.
Magrão: Se ele tivesse vivo, eu esculachava ele, serinho pô. - cruzou os braços, fazendo maior bico. - Nem o Neguinho falou de mim? - foi insistindo, e eu dei risada.
Rafaelly: Não, cara. Nem o Wellington, muito menos o Rafael falou de você.
Magrão: Nossa cara, os de verdade eu sei quem são mesmo, em. - balançou a cabeça, olhando para o lado. - Mas cadê Neguinho?
Rafaelly: Sei não. Só sei que ele saiu com uma mulher por aí. - ele bufou. - Tem lugar pra ficar?
Magrão: Não. Saí da cadeia hoje mais cedo com meu advogado. Peguei uns dias aqui fora, mas logo já tô de volta lá dentro.
Rafaelly: Quer ir pra casa do Wellington? Tenho a chave da casa, então nós espera ele lá.
Magrão me olhou de cima a baixo estreitando os olhos, e depois de alguns segundos me olhando todo desconfiado, ele acabou que concordou.
Só dei um grito no Fábio, fazendo sinal pra ele, e sai dali, sabendo que a bicha já deveria estar pensando merda.
O tal do magrão andava do meu lado, olhando tudo ao redor, e eu já fui observando mais ele, reparando na tornozeleira eletrônica que ele usava.
Rafaelly: Foi preso por que, em? Desculpa a pergunta, mas tô curiosa.
Magrão: Tá de boa. E eu fui preso por conta de homicídio e outras paradas aí que me arrependo demais, tá ligada? - balancei a cabeça. - Vou ficar 7 dias aqui fora, só pela favela mesmo, com os policiais em volta lá por baixo.
Fiquei só ouvindo ele falar e falar sobre a saidinha que tinha conseguido depois de anos e tudo mais.
Ele era até engraçado, e percebia que era todo bobinho as vezes, e isso era fofo! Pelo menos pra mim.
Chegamos na casa do Wellington, e eu tirei a chave da minha bolsinha pra abrir lá. Mas assim que abri, ouvi um gemido alto vindo do quarto, e fiquei sem reação na hora, que a única coisa que fiz, foi bater aquela porta, fechando a mesma outra vez.
Meus olhos estavam arregalados, ainda um pouco sem reação com o que eu tinha escutado, e automaticamente pensado também sobre o que estava acontecendo lá dentro.
Já o Magrão, dava risada que nem um maluco do meu lado, enquanto tentava falar algo, mas não conseguia de tanto que ria.
Magrão: Porra...- foi parando de rir aos poucos, respirando bem fundo. - Você sabe que o bagulho é firmeza, quando já chega na quebrada sendo recebido como? Logo com um gemidão vindo da casa do parceiro.
Revirei os olhos, fazendo uma careta, mas não me aguentei também, logo comecei a rir que nem uma tonta ali fora com ele, lembrando do que tinha acabado de ouvir.
Sinceramente, é de foder mesmo.
Fui pra encostar na porta, já com minha barriga doendo de tanto rir, mas abriram ela com tudo, e só senti o cano gelado da arma no meu pescoço.
Rafaelly: Se me matar, a sua felicidade e razão do viver morre junto comigo. - falei baixo, ainda puxando o ar com força.
Neguinho: Caralho Rafaelly, qual foi porra? Já tava achando que...- parou de falar, assim que seu olhar bateu no cara. - Magrão?
Magrão: Ih ala, eu mermo. - bateu no peito.
Wellington ficou olhando para ele por maior tempo, acho que nem acreditando que esse menino estava em sua frente, ainda dando risada do que tínhamos ouvido.
Magrão: Mó bom te reencontrar depois de tantos anos, pô. Mas aí, maior recepção em, que isso...!
Neguinho não disse nada, só abraçou o Magrão, dando alguns tapinhas em suas costas.
Eu continuei ali vendo os dois falando uns bagulhos que eu não entendia muito, enquanto o Magrão as vezes ainda zoava ele.
Magrão: Seja sincerão agora...aquele gemido era teu né? Rum, já desconfiava.
Neguinho: Ih ala, filha da puta, se liga em.
Magrão: Não pô, fica suave, tenho nada contra não. Maior respeito! - levantou as mãos em forma de rendição.
Wellington negou com a cabeça, revirando os olhos e soltando uma risada também.
Fiquei observando os dois trocando maior ideia ali na porta ainda, mas nem se quer fazia questão de entender o que eles diziam, só consegui focar em analisar o Magrão muito bem, ficando já toda meia assim, apenas reparando no quão gostosinho ele realmente é.
Aí senhor, eu não me aguento de jeito nenhum!
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André Moreira, 27 anos. Vulgo Magrão.
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( Tive que mudar o personagem dele pois não achei o perfil do outro, e sinceramente??? Eu sou bobona nesse cara da foto, euem )