**Capítulo 42**

21.9K 1.9K 1.8K
                                        

Fiquei olhando por um tempo para a cara dele, tentando lembrar alguma vez se o Sinistro já falou dele pra mim.

Mas acho que não, porque não lembro de nada, muito menos dele e desse vulgo que esse cara tem.

Rafaelly: Magrão...- repeti baixinho, e ele sorriu, balançando a cabeça que nem um bobo. - Nunca ouvi falar.

Magrão: Ah não pô, qual foi? Rafael nunca falou de mim pra tu, porra? - neguei com a cabeça. - Putão do caralho, mané, que isso...!

Rafaelly: Não convivi muito com ele, e juro que não lembro dele ter falado de ti.

Magrão: Se ele tivesse vivo, eu esculachava ele, serinho pô. - cruzou os braços, fazendo maior bico. - Nem o Neguinho falou de mim? - foi insistindo, e eu dei risada.

Rafaelly: Não, cara. Nem o Wellington, muito menos o Rafael falou de você.

Magrão: Nossa cara, os de verdade eu sei quem são mesmo, em. - balançou a cabeça, olhando para o lado. - Mas cadê Neguinho?

Rafaelly: Sei não. Só sei que ele saiu com uma mulher por aí. - ele bufou. - Tem lugar pra ficar?

Magrão: Não. Saí da cadeia hoje mais cedo com meu advogado. Peguei uns dias aqui fora, mas logo já tô de volta lá dentro.

Rafaelly: Quer ir pra casa do Wellington? Tenho a chave da casa, então nós espera ele lá.

Magrão me olhou de cima a baixo estreitando os olhos, e depois de alguns segundos me olhando todo desconfiado, ele acabou que concordou.

Só dei um grito no Fábio, fazendo sinal pra ele, e sai dali, sabendo que a bicha já deveria estar pensando merda.

O tal do magrão andava do meu lado, olhando tudo ao redor, e eu já fui observando mais ele, reparando na tornozeleira eletrônica que ele usava.

Rafaelly: Foi preso por que, em? Desculpa a pergunta, mas tô curiosa.

Magrão: Tá de boa. E eu fui preso por conta de homicídio e outras paradas aí que me arrependo demais, tá ligada? - balancei a cabeça. - Vou ficar 7 dias aqui fora, só pela favela mesmo, com os policiais em volta lá por baixo.

Fiquei só ouvindo ele falar e falar sobre a saidinha que tinha conseguido depois de anos e tudo mais.

Ele era até engraçado, e percebia que era todo bobinho as vezes, e isso era fofo! Pelo menos pra mim.

Chegamos na casa do Wellington, e eu tirei a chave da minha bolsinha pra abrir lá. Mas assim que abri, ouvi um gemido alto vindo do quarto, e fiquei sem reação na hora, que a única coisa que fiz, foi bater aquela porta, fechando a mesma outra vez.

Meus olhos estavam arregalados, ainda um pouco sem reação com o que eu tinha escutado, e automaticamente pensado também sobre o que estava acontecendo lá dentro.

Já o Magrão, dava risada que nem um maluco do meu lado, enquanto tentava falar algo, mas não conseguia de tanto que ria.

Magrão: Porra...- foi parando de rir aos poucos, respirando bem fundo. - Você sabe que o bagulho é firmeza, quando já chega na quebrada sendo recebido como? Logo com um gemidão vindo da casa do parceiro.

Revirei os olhos, fazendo uma careta, mas não me aguentei também, logo comecei a rir que nem uma tonta ali fora com ele, lembrando do que tinha acabado de ouvir.

Sinceramente, é de foder mesmo.

Fui pra encostar na porta, já com minha barriga doendo de tanto rir, mas abriram ela com tudo, e só senti o cano gelado da arma no meu pescoço.

Rafaelly: Se me matar, a sua felicidade e razão do viver morre junto comigo. - falei baixo, ainda puxando o ar com força.

Neguinho: Caralho Rafaelly, qual foi porra? Já tava achando que...- parou de falar, assim que seu olhar bateu no cara. - Magrão?

Magrão: Ih ala, eu mermo. - bateu no peito.

Wellington ficou olhando para ele por maior tempo, acho que nem acreditando que esse menino estava em sua frente, ainda dando risada do que tínhamos ouvido.

Magrão: Mó bom te reencontrar depois de tantos anos, pô. Mas aí, maior recepção em, que isso...!

Neguinho não disse nada, só abraçou o Magrão, dando alguns tapinhas em suas costas.

Eu continuei ali vendo os dois falando uns bagulhos que eu não entendia muito, enquanto o Magrão as vezes ainda zoava ele.

Magrão: Seja sincerão agora...aquele gemido era teu né? Rum, já desconfiava.

Neguinho: Ih ala, filha da puta, se liga em.

Magrão: Não pô, fica suave, tenho nada contra não. Maior respeito! - levantou as mãos em forma de rendição.

Wellington negou com a cabeça, revirando os olhos e soltando uma risada também.

Fiquei observando os dois trocando maior ideia ali na porta ainda, mas nem se quer fazia questão de entender o que eles diziam, só consegui focar em analisar o Magrão muito bem, ficando já toda meia assim, apenas reparando no quão gostosinho ele realmente é.

Aí senhor, eu não me aguento de jeito nenhum!

******

André Moreira, 27 anos.
Vulgo Magrão.

( Tive que mudar o personagem dele pois não achei o perfil do outro, e sinceramente??? Eu sou bobona nesse cara da foto, euem )

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.


( Tive que mudar o personagem dele pois não achei o perfil do outro, e sinceramente??? Eu sou bobona nesse cara da foto, euem )

Lance ProibidoOnde histórias criam vida. Descubra agora