O cara que dirigia a horas, as vezes lançava um olhar estranho em minha direção, me causando arrepios de medo e desespero.
Eu que não abri minha boca desde que entramos em uma estradinha de terra no meio do nada, só em volta de mato e árvores.
Não sei por quantas horas ficamos na estrada, mas o sol já ia embora pelo horizonte, manchando o céu de várias cores, já deixando algumas estrelas aparecem mais a cima.
Estava tão concentrada em minhas mãos que apertavam uma a outra de nervoso, que tomei um susto do caralho com o barulho alto do lado de fora do carro.
O homem xingou baixinho, socando o volante.
Rafaelly: O que... o que aconteceu? - perguntei baixinho.
- Não sei, porra. Acho que um dos pneus da frente estourou. - ele bufou.
Fiz uma careta, e meu corpo estremeceu um pouco sabendo que daqui a pouco já estaria escuro. E eu não fazia ideia o que rondava por essa região.
Ele parou o carro, mandando eu descer e ficar parada ao lado do carro, ameaçando a tirar em mim se eu desse um passo para longe dele.
Um dos pneus da frente estava com um rasgo enorme, o que arrancou uma bufada do homem.
- Eu vou ter que trocar essa porra, e você - ele apontou pra mim. - não sai do meu lado caralho, já avisei.
Balancei minha cabeça, e frazi a testa cruzando os braços.
Ele foi até o porta-malas pegar as coisas e o estepe para trocar o pneu, e por fim voltarmos ir em direção de onde é que estávamos indo.
Fiquei olhando tudo ao redor, vendo se tinha mais algum perigo em volta – fora aquele que estava me acompanhando ali.
O cara levantou o carro com o macaco, e começou a tirar o pneu rasgado.
Meu olhar cravou no volume na lateral de sua cintura.
Uma arma.
A porra de uma arma.
Fechei meus olhos por um instante respirando bem fundo, e balancei a cabeça afastando aqueles pensamentos.
Mas eles voltaram minutos depois, agora mais intensos.
Desviei meu olhar da arma, mas ele foi direto para um galho grosso que estava no mato ao lado da estrada. O suficiente para deixar alguém inconsciente por vários minutos com uma paulada certeira na cabeça.
Que inferno...
Inferno e inferno.
O ar escapou de mim no momento em que eu dei um passo rápido em direção ao galho, pegando o mesmo nas mãos.
O cara olhou para trás e antes que ele pudesse fazer algo, eu bati com aquele galho com força em sua cabeça.
Mas não foi o suficiente para fazê-lo desmaiar.
Ele gritou de dor caído no chão, mas levou a mão até sua arma.
Só que antes que ele pudesse pegá-la, eu fui mais rápida e dei outra coronhada nele, agora fazendo o sangue jorrar.
Ele perdeu a consciência no mesmo instante, mas eu bati com mais força em sua cabeça várias vezes, descontando um pouco da raiva e do terror que eu sentia naquele momento.
Algumas lágrimas desceram por meu rosto, mas sequei elas imediatamente.
Soltei a madeira, que caiu ao lado do corpo ensanguentado, e peguei a arma de sua cintura. Apontei para seu corpo.
Meu dedo vacilou assim que pressionei o gatilho.
Mas eu fechei meus olhos e por fim... Atirei.
O barulho do disparo ecoou por minha cabeça, fazendo meu coração acelerar no mesmo minuto.
Minha cabeça rodou, e parecia que eu tinha voltando a sã consciência naquele momento, porque comecei a chorar desesperada.
Caralho...
Eu... Eu matei alguém. Porra.
Coloquei as mãos por cima da boca abafando um grito histérico.
A bala tinha se alojago em sua têmpora, e o sangue jorrava do corpo do homem.
E eu, chorando, sem mais nenhuma opção ali, peguei o telefone em seu bolso.
Não tinha sinal, então fui obrigada a sair andando pelo mato em busca de um maldito pontinho de sinal naquele lugar.
A noite caia, me deixando cada vez mais desesperada.
******
Não sei por quanto tempo eu tinha andado naquele mato, mas demorei muito até chegar em um lugar com um sinal.
A noite já tinha caído a um tempo, e isso me apavorava.
Não sabia quais bichos tinha por ali.
Mas do alto de uma árvore — que consegui subir para pegar um sinal melhor, eu liguei pra ele.
Ligação:
- Ala, quem é porra? - ele atendeu depois de alguns minutos tocando.
Rafaelly: Wellington... - funguei, segurando as lágrimas.
Neguinho: Rafa... O que foi pô? Tá chorando? Ih...
Rafaelly: Eu preciso de ajudar, negão. Por favor.
Neguinho: Qual foi a merda que tu aprontou agora em?
Rafaelly: Eu matei um cara. - confessei, sem enrolação.
A linha ficou em um silêncio horrível. Só conseguia se escutar vagamente a respiração ofegante dele do outro lado, e meu choro.
Neguinho: Como...?
Rafaelly: Só rastreia esse celular e vem me ajudar, Neguinho. Sério, por favor. - eu pedi, quase que implorando.
Então a ligação caiu...
******
Gente, pelo amooor, me desculpem por esse sumiço, e cara, vou ser bem direta aq com vcs.
Meu avô está com câncer terminal, e estava internado desde domingo quando fui visitá-lo.
E vey, isso me deixou malzona, me desanimou demais e eu sinceramente estou mal pra caralho.
E muitas coisas estão aconteceu em minha vida, e eu só peço a vcs q tenham um pouco de paciência comigo ( mais do que já tiveram ) em relação a falta de caps.
Eu juro que vou tentar terminar esses livros o mais rápido que eu conseguir.
Um beijão, e eu amo vcs
♡
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Lance Proibido
RomansaA Razão nos contém dos nossos desejos proibidos... A vontade se cala, mas não se acaba... Hoje a emoção é amiga da Razão. Mas se a vontade falar mais alto e a emoção trair a razão... Amanhã vai sair na primeira edição, um crime de paixão...
