**Capítulo 26**

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Maratona 08/10

Fui acordar de manhã com o William se mexendo e resmungando ao meu lado. E de imediato, eu me levantei desesperada procurando meu celular, e assim que vi que horas que era, eu arregalei os olhos.

Já era quase uma hora da tarde, e nem adiantava eu ir me arrumar para ir pro trabalho, já que eu saia três horas de lá. Perdi esse dia!

Que ódio!

Não sei por que a merda do despertador não tocou, tá programado certinho, e esse coiso resolve não tocar do nada hoje. Euem.

Me alonguei ali no meio da sala, ainda morrendo de sono, mas não queria voltar a dormir, e nem podia, já que eu tinha que voltar pra casa e ligar para a Andressa, dona da loja falando porque que eu não fui hoje.

Abri a cortina escura que tinha ali na sala, e vi que lá fora estava nublado, e chuviscando bastante.

Ontem estava uma noite linda pra cacete, e agora tá esse tempo cocô.

Ouvi a porta do quarto do Neguinho sendo aberta, e logo ele aparecendo ali com a maior cara amassada de sono, usando apenas um samba canção.

Neguinho: Tá aqui por que? Não foi trabalhar não?

Rafaelly: Se eu estou aqui, é porque eu não fui, né?! - revirei os olhos, e ele me olhou de cima a baixo. - Perdi a hora.

Ele apenas respondeu um 'foda', e passou pra cozinha. Olhei pra bundona dele, e fiz um bico percebendo que era quase maior que a minha. Ala.

Fui atrás dele, pra comer alguma coisa, e abri a geladeira e os armários pra ver se tinha algo para comer, mas como eu já disse, aqui só tem salgadinho e cerveja.

Rafaelly: Nossa Wellington, não tem um pão, uma bolacha aqui não, cara?

Neguinho: Tu sabe que eu não como nada aqui dentro. - murmurou, e foi pegar uma cerveja. Coragem pra tomar cerveja logo quando acorda, credo.

Rafaelly: Então sei lá, já que eu tô aqui, vai lá buscar um pão na padaria, um leite com Nescau, por favor. - fiz um bico enorme pra ele, que começou a resmungar baixo.

Neguinho: Tem salgadinho aí, come isso pô. - disse, e eu olhei pra ele com uma careta, desacreditada mesmo.

Rafaelly: Isso não é coisa que se come quando acorda, não. Muito menos beber cerveja assim.

Neguinho: Ah, Rafaelly, vou na padaria agora não, mano. Tô cansadão ainda, pô.

Rafaelly: Vai me deixar morrer de fome então? Nossa ok, os de verdade eu sei quem são. - fiz um jóia pra ele e voltei pra sala, bufando.

William ainda dormia que nem um anjinho no colchão, então peguei minhas coisas para me trocar, sem fazer barulho pra acordar ele.

Peguei só uma blusa de moletom, e vesti ela por cima do top, amarrando meus cabelos pra colocar a touca.

Rafaelly: Se não vai na padaria pra mim, pelo menos me da o dinheiro pra eu trazer alguma coisa. - me aproximei do Neguinho outra vez, e ele bufou, pedindo pra eu pegar a carteira dele em seu quarto.

Fui lá correndo pegar, e abri a mesma já pegando 50 reais. Sai da casa dele sem nem avisar, e fui andando rápido até a padaria, que era na esquina da rua da casa dele.

Estava um frio do caralho, que minhas pernas chegavam a tremer, por eu estar usando apenas uma legging fina.

Na padaria, comprei um bolo pequeno, e algumas bolachas. Peguei uma caixinha de Toddynho, e depois de pagar, voltei correndo pra casa do Neguinho.

Assim que entrei em casa, vi o Neguinho com o William no colo, ainda dormindo, e levando o menino até seu quarto.

Rafaelly: Ele não vai pra escola não? - perguntei assim que o Neguinho apareceu na cozinha outra vez.

Neguinho: Reunião de professores hoje. Vou deixar ele dormir o dia inteiro, se não o moleque fica chatão. - respondeu, pegando outra cerveja dentro da geladeira. - Comprou o que?

Mostrei as coisas pra ele, e o cara já veio querendo saber do troco, mas só disse que era meu, já que eu quem tive que ir no chuvisco comprar comida. Neguinho me chamou de folgada, e ficou resmungando lá.

Rafaelly: Aí, porque você não me beija e cala a boca, em. - falei no automático, já irritada com ele resmungando.

Arregalei os olhos tampando a minha boca assim que percebi o que tinha falado, e ele deu risada, se encostando na pia ao meu lado.

Neguinho: Eu até queria, mas você já disse que não quer nada. - me olhou com aquele olhar estranho dele, e isso já começou a me deixar nervosa. - Ah, qual foi Rafa, tá com vergonha? Toda vermelha aí, logo tu pô?

Olhei pra cara dele engolindo em seco, e ele riu, me dando um beijo na bochecha, e um cheiro no pescoço, que eu acabei me arrepiando inteira, e o filho da puta percebeu, que começou a rir da minha cara.

Rafaelly: Por que você é assim, Wellington? Euem. Parece que gosta de encher meu saco, velho.

Neguinho: Tô tirando com a tua cara, maluca. Relaxa.

Mandei o dedo do meio pra ele, e peguei um pacote de bolacha e um Toddynho, indo pra sala, longe desse estranho.

Ele sabia que eu queria, acho que estava estampado no meu rosto que eu também queria ele, e o cara fazia questão de ficar fazendo essas brincadeiras, tirando com a minha cara.

Mas já disse pra mim mesma, que vou tentar resistir a esse negão o máximo que eu puder.

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