**Capítulo 80**

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Meu coração disparou dentro do peito, e meu corpo paralisou por alguns instantes ao escutar a voz dele me gritando novamente.

Me afastei da Jade, e antes mesmo de eu virar, senti seus braçinhos rodeando minha cintura.

William: Dinda, que saudade. — gritou, me apertando.

Um sorriso enorme se formou em meus lábios. Olhei para ele ainda em um estado de choque, sem conseguir acreditar que depois de tanto tempo, estava vendo ele mais uma outra vez.

Rafaelly: Aí meu Deus... Que saudades William. — sussurrei.

Me agachei para poder olha-lo e tentar fazer a ficha cair que realmente era ele ali na minha frente. William me abracou fortemente, quase que me derrubando no chão. E eu ri. Ri de felicidade e de descrença.

Rafaelly: Pensei que nunca mais iria te ver, meu neném. — apertei ele em meus braços, encostando a cabeça em seu ombro.

William: Lógico que você ia me ver, Dinda. — ele riu. — Nunca, nunca vou ficar muito tempo longe de você.

Assim eu esperava.

William: Eu viajei por lugares muito legal. Papai me levou em um montão de praias e me deu brinquedos. Quer ver?

Ignorando todos que estavam a minha volta, deixei que ele me puxasse para algum lugar. Saímos do galpão com Sinistro atrás me xingando, e minha mãe tentando se explicar o porquê de esconder tudo por tanto tempo.

Naquele momento eu não queria ouvir nada, e nem entender nada. Queria apenas passar horas e horas ao lado do William, escutando tudo o que ele contaria.

Porém, antes mesmo de sairmos do galpão, escutei a voz dele. Dele.

Senti minhas pernas fraquejarem, e meu coração acelerar, parecendo que iria explodir dentro do meu peito.

William parou, e começou a me puxar na direção contrária da qual íamos. Na direção dele.

E assim que coloquei meus olhos nele, parecia que tudo ao nosso redor havia parado. Tudo. E nada mais importava. Meu coração entalou em minha garganta, me impedindo de dizer qualquer coisa enquanto William falava coisas que eu não fazia muita questão de prestar a atenção naquele momento, porque minha total atenção estava nele, e apenas nele.

Fazia tanto tempo que não nos víamos, que agora parecia uma miragem idiota disposta a me fazer fraquejar outra vez.

Mas, no fundo, eu sabia que era real. Que ele era real e que estava em minha frente, olhando-me da mesma forma em que me olhou da última vez que nos víamos. Um olhar brilhante, encantador e intenso. Aquele mesmo olhar que dispertou coisas incríveis dentro de mim, coisas que jamais imaginei poder sentir.

Mas Wellington mudou tudo no exato momento em que me beijou pela primeira vez, tirando-me completamente do meu eixo, me deixando vagando por aí após ir embora.

Engoli em seco, balançando minha cabeça ao recobrar-me. Olhei para William que animado, gritava para seu pai que eu estava de volta em suas vidas.

Mas Wellington não respondia. Parecia estar tão em choque quando eu.

Ele já deveria saber que eu chegaria, mas ficou surpreso da mesma forma.

Sinistro: Tá moscando, porra. — deu um tapa na nuca do Neguinho.

Neguinho: Porra Sinistro. — xingou, esfregando o local onde ele bateu. — Cara chatão.

Sinistro: Rum. — murmurou, cruzando os braços. — E você? — olhou para mim. — Vai dar bença e beijo pra nossa mãe não?

Pisquei algumas vezes, e desviei meu olhar do Wellington, levando até minha mãe que parou em minha frente. Soltei a mão do William, e abracei ela, beijando sua bochecha. Ela me pediu desculpas por tudo, e eu apenas balancei minha cabeça.

Aquele não era o momento certo pra falar sobre aquilo.

Jade: Você é insuportável. — resmungou, empurrando Sinistro com o ombro.

Sinistro: Começa não, loira dos inferno. — bufou, fechando a cara. Mas logo um sorriso apareceu ali quando Jade disse algo em seu ouvido.

Fiz uma careta e resolvi ignorar os dois. Meu olhar passou de relance pelo Neguinho, e dessa vez ele não olhava para mim, e sim para o teto, enquanto parecia refletir sobre algo.

Sinistro: Vocês dois — apontou para mim e para o Wellington. — Tratem de ficar longe um do outro até essa merda toda acabar. Quero saber de nada, não.

Rafaelly: Fica tranquilo. Não vai rolar nada. — respondi.

Wellington me olhou de testa franzida, porém não disse mais nada.

E eu não queria que dissesse. Não naquele momento.

Ele não sabe o tamanho da dor que senti quando ele foi embora após a noite que tivemos juntos. Me doeu saber que ele tinha fugido sem dizer nada. Sem explicar nada.

Então, naquele momento, eu apenas queria... distância!

***

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