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Mais de cinco da manhã, e nada do Fábio aparecer. Tentava ligar pra ele, mas só caia na caixa postal.
Eu já estava igual a uma maluca desesperada no meio daquele baile, atrás do Fábio, com um medo do cacete de ter acontecido algo sério com ele.
Estava bêbada já, tonta pra cacete e quase caindo no meio daquele povo. Alguns me xingavam por pisarem em seus pés, mas eu nem ligava.
Sai daquela muvuca que ainda tinha na praça, e respirei fundo, já querendo chorar por não achar aquele menino.
Até que meu celular vibrou, e assim que vi que era uma mensagem dele, falando que estava em um motel com aquele menino, eu quis dar um tapa na minha cara por estar preocupada atoa, enquanto ele está lá, transando com o menino.
Passei a mão nos olhos, e resolvi subir pra casa, porque se continuasse aqui no baile, bebendo, eu dormiria na rua. E daqui a pouco já teria que estar cuidando do William.
Entrei na viela, e assim que sai na rua de cima da praça, já comecei a ouvir uma gritaria do caralho ali perto. Tinha um casal brigando ali, e eu nada trouxa, fui passando perto pra ver quem era.
Minha vista estava meia embaçada, então assim que consegui passar perto, vi que era o Neguinho e a Camila discutindo.
Ela gritava xingando ele, e o cara só mandava ela falar baixo, e que não sei o que. E eu não me aguentei, comecei a dar risada que nem uma tonta, negando com a cabeça.
Wellington só arranja confusão pra vida dele, euem.
Ri tanto, que acabei puxando aquele barulho de porco com o nariz, chamando a atenção dos dois.
Tampei na pressa meu rosto com as minhas mãos, dando risada outra vez.
Comecei a andar pra longe deles, ainda cambaleando, e só ouvi o Neguinho me gritando.
Neguinho: Bora Rafaelly, daqui a pouco sua mãe tá me ligando atrás de tu. - se aproximou de mim, pegando no meu braço. - Vou ter que te levar, vamos.
Suspirei, e nem disse nada, só fui indo na direção do carro dele que estava parado ali na esquina. Camila nem ali estava mais, e eu fiz uma careta.
Rafaelly: Tava brigando com a menina por quê? - perguntei assim que entrei no carro.
Neguinho: Nada demais! Uma parada entre eu e ela aí. - fez careta, ligando o carro.
Eu não disse mais nada, só fiquei com a cabeça encostada no vidro, até chegar na frente de casa. Sai do carro quase que caindo e o Neguinho me xingou por ter bebido demais outra vez.
Mas não me importava, estava feliz hoje, e não sabia nem o motivo. Só estava mesmo.
Wellington teve que me levar no colo pro meu quarto, mandando eu fazer silêncio, pra não acordar minha mãe.
Neguinho: Entra de baixo desse chuveiro, criança. - me empurrou pra baixo da água gelada, e eu soltei um gritinho.
Estava de roupa embaixo do chuveiro, quase morrendo com aquela água gelada do caralho. Neguinho só ficava me olhando de braços cruzados, e as vezes negando com a cabeça.
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Lance Proibido
RomansaA Razão nos contém dos nossos desejos proibidos... A vontade se cala, mas não se acaba... Hoje a emoção é amiga da Razão. Mas se a vontade falar mais alto e a emoção trair a razão... Amanhã vai sair na primeira edição, um crime de paixão...
