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• Rafaelly •
Passei minha mão no rosto, limpando as lágrimas que caiam sem parar, mas não adiantou de nada, pois não estava conseguindo controlar o choro, só pensando no pior em relação ao William.
Já fazia algumas horas que os médicos tinham levado ele para fazer alguns exames, e até agora nenhuma notícia foi dada aqui para nós.
Wellington estava encostado na parede, de braços cruzados e com uma cara horrível. Sabia que estava desesperado pra caralho por conta do William, e com uma raiva enorme da Naysa.
Não julgo ele nesse quesito, até porque eu mesma tô querendo amassar a Naysa no soco, serinho.
Caralho velho, ela sai do nada, sem levar o celular e ainda deixa o menino com uma desconhecida? Sem noção demais!
Poderia ter deixado comigo, que eu nem reclamava, pois adoro ficar com ele.
Menino me ligou chorando de madrugada, falando que estava com dores fortes na barriga, e que a mãe dele tinha saído e até aquele momento não tinha voltado.
Só perguntei aonde é que ele estava, e sai daquela praça correndo, sem falar com ninguém.
Cheguei na casa da mulher, e só vi o garoto vomitando horrores no chão. No momento em que vi aquilo, eu faltei ter um ataque do coração de tão desesperada que eu fiquei.
Então só peguei ele no colo, e sai correndo para o postinho, e só lá consegui ligar para o Neguinho, com o celular da Naysa que William tinha levado no bolso.
E agora estávamos aqui, em um hospital particular, apenas esperando notícias do meu neném.
O sol já estava raiando lá fora, e eu sinceramente estava acabada de tanto chorar. A mulher que tinha vindo com o Neguinho, estava sentada ao meu lado, me abraçando e pedindo para eu ficar calma.
Diferentes da outras, ela não me olhou no deboche, e virou a cara pra mim, e sim está aqui me ajudando pra caralho.
Uma médica apareceu ali chamando pelos acompanhantes do William, e eu já me levantei na hora, me aproximando dela junto com o Neguinho do meu lado.
- São pais do menino? - nos olhou, e o Neguinho só balançou a cabeça, pedindo para ela falar logo o que tinha dado nos exames. - Fizemos alguns exames gerais no paciente, e na endoscopia contatou que ele está com úlcera gástrica. Uma ferida que se desenvolve na mucosa do esôfago, estômago ou intestino delgado. Os ácidos estomacais, especialmente o clorídrico, são muito fortes. Num estômago normal e saudável, sua ação restringe-se somente aos alimentos, mas, em determinadas situações, eles podem atacar o revestimento do trato digestivo e provocar o aparecimento de uma úlcera que destrói a parede estomacal e do duodeno. As dores fortes que ele sentiu, foi quando o suco gástrico entrou em contato com o ferimento, pois esse líquido é ácido e provoca mais irritação e inflamação no local afetado
Neguinho: Isso é grave?
- Se ocorresse sangramentos excessivos ou perfurações dos órgãos, sim! Mas no caso dele, apenas tomar alguns medicamentos para diminuir a produção de ácido estomacal, já está bom.
Dei um suspiro alto, passando a mão no rosto, e me sentei em uma cadeira, aliviada pra caralho.
- Se cuidar tudo certinho, a cicatrização ocorre entre 60 e 90 dias, porém pode variar em tempo de acordo com o paciente, e o acompanhamento do médico é importante para novas condutas quando necessário.
Wellington balançou a cabeça, passando a mão no rosto, e ele estava visivelmente aliviado também.
Já estava pensando no pior aqui nessas horas sem alguma notícia, mas graças a Deus não é nada mais grave.
A médica apenas disse que passaria a receita dos remédios para o Neguinho assim que ela voltasse ali.
Wellington se sentou ao meu lado, passando as mãos no rosto, e me olhou com a maior cara de sono.
Neguinho: Agora que a gente sabe que o menino tá bem, tu pode ir pra casa descansar um pouco, Rafa.
Rafaelly: Vou ficar esperando até ele sair daqui. - fiz uma careta, olhando para o rosto dele também. - Tá mortinho de sono tu aí.
Neguinho: Tô cansadão mesmo, mas aliviado pra caralho por ele não estar com uma parada mais grave.
Dei um sorrisinho de lado, encostando minha cabeça no ombro dele, e fiquei ali esperando para o William ser liberado logo.
Não sairia daqui sem ele!
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Lance Proibido
Любовные романыA Razão nos contém dos nossos desejos proibidos... A vontade se cala, mas não se acaba... Hoje a emoção é amiga da Razão. Mas se a vontade falar mais alto e a emoção trair a razão... Amanhã vai sair na primeira edição, um crime de paixão...
