Fiquei horas esperando uma resposta do Wellington, mas o ridículo não ficou nem online, e seu visto por último estava marcando desde as quatro horas da tarde, um pouco antes dele sair daqui de casa.
Não sabia se ele estava querendo ignorar alguém, ou só estava ocupado, mas esse sumiço estava me deixando angustiada já.
Queria logo me abrir com ele sobre os sentimentos meus que estavam crescendo por ele cada vez mais.
Tinha criado coragem pra isso com a ajuda do Magrão, então tinha que falar com ele logo, antes que eu desista de uma vez.
Tentei ligar para ele, mas só tocava, até cair de uma vez, então tive que esperar minha mãe sair, para eu ir atrás dele.
Mas parecia que o tempo começou a passar devagar, enrolando tudo, apenas para eu não ir de uma vez atrás do negão.
Só que assim que minha mãe veio me avisar que já estava de saída, eu corri para me trocar. Vesti um shorts jeans preto, e uma blusa de moletom cinza da Minnie.
Calcei minhas rasteira, logo pegando meu celular pra sair dali. Tranquei tudo, e fui subindo em direção a casa dele.
Iria procurar por ali mesmo, já que eu sabia que hoje era a folga dele, e nesses dias ele só gostava de beber e assistir televisão o dia inteiro.
Subi praticamente correndo, e cheguei lá quase que morrendo com falta de ar. Me encostei na parede, respirando fundo, e reparei na casa.
Aparentemente não tinha ninguém, mas mesmo assim eu peguei a chave reserva que ele deixava em um buraco escondido ali e fui abrir a porta.
Na sala, estava escuro, com tudo desligado, então acendi a luz não vendo ninguém ali. E mesma coisa na cozinha.
Fui indo para o quarto dele, abrindo a porta e assim que eu acendi a luz, eu tomei um susto vendo ele jogado no chão, aparentemente desacordado.
Fiquei desesperada na hora, já sentindo meu corpo tremendo inteiro.
Me agachei perto dele, com os olhos arregalados, e quando consegui ver o rosto dele, meu nariz ardeu, e eu senti uma vontade enorme de chorar naquele momento.
Rafaelly: Wellington, fala comigo. - balancei ele. - O que fizeram contigo, porra?
Seu rosto estava todo estourado, o olho esquerdo roxo, com o nariz e outras partes sangrando.
Ele não me respondeu, mas me alivei quando senti ele respirando.
Rafaelly: Fala comigo, por favor. - tentei virar ele de barriga pra cima, mas não consegui. - Wellington...
Neguinho: Hm...- resmungou, e eu soltei um suspiro aliviada na hora.
Rafaelly: O que fizeram contigo, negão? - ele não respondeu, só que vi ele abrindo os olhos com dificuldade. - Vou ligar pra alguém vir ajudar a te levar em um hospital...
Neguinho: Não quero ir pra porra nenhuma. - falou baixo, e eu encarei ele.
Rafaelly: Você tá todo fodido aí, Neguinho, para!
Neguinho: Só me ajuda a levantar e deitar na cama.
Ele fez um esforço pra se levantar, mas foi difícil de conseguir, já que eu não estava aguentando ele. Wellington xingava toda vez que caia no chão de volta, e se não fosse por ele estar nesse estado, eu estaria rindo que nem maluca, e não quase chorando como estou.
Quando finalmente consegui colocar ele na cama, Neguinho se ajeitou, resmungando de dor.
Rafaelly: O que aconteceu? - perguntei, segurando seu rosto.
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Lance Proibido
Roman d'amourA Razão nos contém dos nossos desejos proibidos... A vontade se cala, mas não se acaba... Hoje a emoção é amiga da Razão. Mas se a vontade falar mais alto e a emoção trair a razão... Amanhã vai sair na primeira edição, um crime de paixão...
