**Capítulo 62**

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Assim que eu deixei minhas coisas em casa, apenas tirando a calça e colocando um shorts eu fui em direção ao Fábio, com o Pedro do lado.

Queria satisfação porque ele tinha feito aquela cena toda sim!

Ele me deve satisfação sobre isso. E não vou embora até ele me dar.

Cansei de ficar abaixando a cabeça pra geral, me segurando pra não arranjar caô e ser cobrada. Sufoquei a barraqueira dentro de mim por longos anos, com um certo medo de ficar careca.

Mas depois do que eu ouvi do Pedro, sobre as mentiras do Fábio, eu simplesmente joguei o foda se nessa parada toda.

No caminho eu amarrei meus cabelos, já me preparando pra qualquer coisa, pois eu sabia que se nossa briga avançasse para a porrada, ele viria direito meu cabelo.

Ia indo direto para a casa dele, mas pela minha felicidade ou não, encontrei ele na praça do lado logo de quem...

Parei na frente dos dois, que dávamos risadas, mas quando me viram, logo fecharam a cara.

Cruzei meus braços, semicerrando meus olhos em suas direções.

Rafaelly: Aí Fábio, na boa, qual é a tua?

Fábio: Tá falando do que, amor? - me olhou de cima a baixo, no ouro deboche.

Achando que tá arrasando. Ala.

Rafaelly: Vem com esse olhar de deboche pra cima de mim não, gatona. Respeito porque você não está falando e nem olhando pra qualquer uma. - fiz um bico, erguendo o queixo.

Naysa: Fala logo o que você quer...

Rafaelly: Por favor, fica na sua que a conversa não chegou em ti ainda, mas anota aí, que eu vou falar com você ainda, rum. - falei, sem nem se quer olhar pra lá. - Qual foi a tua de inventar aquele rolo todo com o Pedro, Fábio?

Vi ele ficando branco que nem papel na hora, e engolir em seco.

Fábio: Não sei do que você está falando...

Rafaelly: Ata, vai se fazer de sonsa burra agora é?

Pedro: Se faz de malucão não em, minha cria. Tô nem te entendendo. - fez uma careta.

Rafaelly: Achei que você assumia tuas paradas...

Fábio: Menos Rafaelly!

Rafaelly: Menos você, porra. Qual foi a tua neura de inventar aquilo tudo pra mim? Metendo Pedro no meio de nós dois, sendo que nem ficar com ele, você ficou? Foi pra me testar, ou sei lá que porra?

Naysa: Foi pra ver se você era realmente amiga dele, se colocava ele em cima de tudo e todos...

Rafaelly: Cala a boca Naysa, caralho. - falei um pouco mais alto, e ela já veio querendo vir pra cima de mim, mas ignorei ela, me virando para o Fábio novamente. - Foi isso mesmo? Você jogou nossa amizade no lixo pra me testar, Fábio? Cacete...

Neguei com a cabeça e ele ficou quieto.

Rafaelly: A gente tinha anos de amizade, não precisava me testar pra saber se eu realmente era sua amiga ou não. E na real? Não é a minha obrigação te colocar em cima de ninguém, e nem de nada. Amava você, mas também tinha outras pessoas em minha vida...

Fábio: Ouvi muito murmurinho sobre você, em colocar macho acima de amizade e aquilo lá só me provou...

Rafaelly: Provou o que, porra? Vai se foder. Eu fiquei chateada quando você veio jogando aquela merda em cima de mim, e só pedi um tempo pra pensar e em nenhum momento... - parei de falar, respirando fundo. - Olha, quer saber, não vale a pena. Você não vale mais a pena...

Naysa soltou uma risada alta de ironia, negando com a cabeça, e eu olhei pra ela.

Naysa: Tá vendo Fábio? A falsa que essa garota é? Te enaltecia tanto como amigo dele e agora tá nessa...

Rafaelly: Eu já mandei você calar a porra da boca. - gritei, apertando meus punhos com força.

As pessoas ao redor já olhavam tudo pra nós três, esperando a porradaria começar de uma vez.

Naysa se levantou, e veio me empurrando, e quando o Pedro veio pra impedir, eu fiz que não pra ele.

Rafaelly: Você é uma cobra... e sinceramente não entendo como te chamava de amiga. Cínica!

Quando eu vi que ela já ia levantando a mão, eu fui mais rápida e soquei seu rosto, fazendo ela cambalear pra trás.

Meti outro soco, só que agora em sua barriga, e ela perdeu o fôlego.

Rafaelly: Isso foi pelas tapas que você me dava, e eu aguentava calada. - me aproximei dela. - E se chegar perto de mim, ou vir me atormentar, vai ser pior.

Olhei para o Fábio, que continuava sentado no bando, com os olhos arregalados, mas sem fazer nada.

Rafaelly: E você... - apontei pra ele. - Eu só não estouro sua cara agora, porque você já levou o seu, mas se você se quer olhar pra mim... saiba que vou fazer da tua vida um inferno, Fábio. E tu sabe... sabe que quando eu quero, eu faço o inferno na vida da pessoa.

Ele nem se quer balançou a cabeça confirmando, só abaixou o olhar para a Naysa, indo ajudar a mesma.

Peguei no braço do Pedro e dei as costas para os dois, saindo dali.

Pedro: Parceira... o soco que você deu no rosto da Naysa, me desnorteou, na moral. - deu risada, passando o braço por cima dos meus ombros. - Nem cobrei o Fábio, porque vou deixar para meu amigão ir atrás disso.

Dei uma risada baixa, negando com a cabeça, e respirei fundo, me acalmando.

Pelo menos eu tinha descontado um pouco da minha raiva na Naysa. Pelo menos isso!

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