**Capítulo 41**

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Muitos falam que a gente precisa sempre estar rodeados de amigos para ser pelo menos um pouco feliz. E eu discordo disso completamente.

Não preciso de vários, e sim apenas do Fábio!

Essa bicha mal amada me faz esquecer de todos os problemas da minha vida, assim que começa a soltar alguma fofoca do povo daqui da favela.

Acho que a melhor coisa que nós faz juntos, é fofocar!

É tão bom, sabe? Me sinto leve comentando sobre a vida alheia dos outros com ele.

Uma paz surreal, que chega a ser estranho.

Fábio: Desculpa falar, mas a roupa dela tá esquisita. - me olhou fazendo uma careta, enquanto dava um gole em sua cerveja.

Rafaelly: Ela é linda, mas realmente...

Fábio: E aquele namorado dela ali? Credo! Ela que tanto julgava você por pegar macho feio, tá aí agora.

Rafaelly: Olha só Fábio, eu gosto dos feios, ok? Querendo ou não, quando fico com um feio, é bom que ninguém mais quer.

Fábio: Tu que pensa, mona. Tem algumas minas hoje em dia, não importa se o cara é feio ou não, parece que gosta de pegar homem comprometido. Sei lá porra, é um ímã.

Rafaelly: Se eu só estou ficando com o cara, não tô nem ai com essas doidas dando em cima, querendo pegar também.

Fábio: Queria ter essa tua maturidade, Rafa. - eu dei risada, e ele deu mais um gole grande na cerveja. - Quando eu vejo algum macho que pego com outro ou outra, eu já fico logo puta, mané.

Revirei os olhos negando com a cabeça, e peguei a cerveja da mão do Fábio pra beber junto com ele.

Já estava ali no pagode a um tempão com ele. Tinhamos dançado pra caramba, e só agora estávamos bebendo que nem duas pinguças, virando várias e bebendo cerveja pra caramba.

Wellington tinha me trazido pra cá, e só aqui eu fui encontrar com o Fábio, que já estava levemente alterado.

E falando no negão, o cara depois que me deixou aqui, simplesmente sumiu, falando que iria atrás de uma outra mona que ele tinha arranjado esses dias.

Nem sabia quem era, só vi por cima na foto que ele me mostrou, que tampava bastante o rosto dela. Mas parecia ser bem gata.

Fábio: Pedro vai vir?

Rafaelly: Ele disse que mais tarde ia dar uma passada aqui com os meninos. - suspirei, entregando a garrafa pra ele. - E sim, o Danilo vem também.

Fábio: Idai? Quero nem saber desse macho...- olhei para a cara dele na hora, no maior deboche. - Aí Rafa...

Rafaelly: Tem como parar de ser sonso, Fábio? Pelo amor!

Fábio: Me deixa em, rum. - fez um bico, e eu dei risada da cara dele.

Essa bicha é muito da sonsa engraçada mesmo. Não é possível!

Bate o pé falando que não tá nem aí pro Danilo, mas quando o macho pisca pra ela, o cu dessa maluca pisca de volta pra ele. Da não!

Desviei meu olhar dela para o povo que estava ali, e fiquei viajando, até que meu olhar bateu em um carinha que estava do outro lado da rua, encostado na parede, olhando fixamente pra mim.

Na hora eu já fiquei como? Me ajeitando toda porque o macho era gato pra caralho, mané. Que isso...!

Mordi meu lábio inferior, e o cara na hora que viu, começou a dar risada. Não entendi nada, apenas parei com isso, ficando um pouco emburrada.

Eu sensualizando, e o estranho rindo. Doidão mesmo, ala.

Ele fez um sinal com o dedo pra mim, me chamando para ir até ele. Fiquei meia assim, e só depois de um tempo, eu consegui ter a coragem de ir até lá.

Falei para o Fábio me esperar ali rapidinho, que eu já voltava, e fui atravessando a rua em sua direção.

Cruzei meus braços assim que pisei na calçada, e me aproximei mais dele. O cara me olhou de cima a baixo, e assim que ele soltou o sorriso... eu fiquei bobona!

Rafaelly: Oi moço...- foi a única coisa que consegui falar naquele momento, ainda com meu olhar preso em seu sorriso.

- Qual foi, pô. - se desencostou da parede. - Rafaelly teu nome, tô certo?

Fiz uma careta na hora e por uns segundos tive até medo.

Rafaelly: Não, sou a... Maria! - soltei um sorriso falso, mas acho que ele não caiu nessa.

- Nem vem em, rum. Teu nome é Rafaelly que eu já tô sabendo. Só perguntei pra ter certeza mesmo. - suspirou.

Rafaelly: Mas...

- Sinistro me contou. Depois que te conheceu, falava pra caralho de tu lá dentro.

Rafaelly: An? Tu conheceu meu irmão? - ele balançou a cabeça. - Aonde, moço?

- Na cadeia, uns anos antes de acontecer aquela parada toda que tu deve tá ligada.

Balancei a cabeça fazendo uma careta, ainda sem entender nada. Euem, ala.

- Mas ai, sou o Magrão...

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