Dias depois...
Acho que quando mais passava o tempo, mas eu tinha a certeza que eu estava sim gostando do Neguinho.
E isso me assustava!
Me deixava com receio da reação dele assim que soubesse que estou sim gostando dele. Gostando de ficar com ele.
Só que eu não posso fazer nada pra mudar isso. Não agora! Deveria sim ter evitado ele no começo de tudo, quando ainda não existia um sentimento mais intenso entre nós dois. Na verdade, um sentimento meu por ele.
Tinha a quase certeza de que da parte dele, não existia nada, há não ser um sentimento de familiaridade. E isso, nossa, me deixa muito angustiada!
Só queria ter evitado essa confusão toda, mas agora já é tarde demais. Não consigo mais voltar atrás pra mudar tudo o que está acontecendo
E é isso que fode mesmo!
Passei minhas mãos por meus cabelos, suspirando alto, enquanto olhava a dona da lojinha fechar as portas para eu finalmente ir embora.
Peguei meu pagamento hoje, e normalmente eu iria atrás do Fábio pra gente comer fora, mas lembrar que não somos mais amigos depois do que aconteceu, me dá uma dorzinha no coração tão grande.
Me despedi da dona e fui subindo aquela favela, pensando em tudo o que eu estava sentindo naquele momento.
Eram tantas sensações que eu nem sabia como separa-las pra tentar entender.
E assim que eu cheguei em casa, e vi o William na sala, já deixei essas coisas de lado e fui abraçar ele.
Rafaelly: Que saudade eu estava de você, meu amor. - apertei ele.
William: Também estava de ti, dinda.
Me separei dele, deixando minha bolsa no sofá, e fui pra cozinha, vendo minha mãe e o Neguinho conversando ali. Apenas dei um sorriso fraco pro negão, que só balançou a cabeça.
Peguei um pacote de salgadinho no armário, e de reflexo olhei para o Neguinho outra vez. Engoli em seco, sentindo meu coração disparando como das últimas vezes que vi ele nessa semana. Que ódio!
Neguinho: Tá de boa, Rafa? - se encostou no balcão ao meu lado.
Rafaelly: Aham. - murmurei, sem nem se quer olhar pro rosto dele.
Então, sem dizer mais nada, eu dei as costas, indo para a sala, depois de beijar a bochecha da minha mãe.
******
Magrão: Vilão que é vilão, faz bandida virar refém...- ele cantou baixinho, do outro lado da ligação.
Rafaelly: Tô falando sério, André. Tá tudo tão... estranho!
Magrão: Aí Rafa, seja sincerona aqui comigo agora... Tu tá gostando do Neguinho mesmo? Porra...
Rafaelly: Eu acho que estou, cara. Mas eu não queria, porque sei que nós dois nunca iria dar certo se passasse de um lance, para algo mais sério.
Magrão: Ala, por que tu acha isso, garota?
Rafaelly: Olha a nossa diferença de idade, André. Ele é muito mais experiente do que eu na vida, já sabe das coisas, e eu só sou uma garota que entrou na vida adulta agora. Que começou a levar as coisas a sério apenas agora. Eu não tenho maturidade para as coisas, do jeito que ele tem.
Magrão: Tu fode, Rafaelly. Fica pensando nessas paradas, tirando conclusão sem antes falar com o cara, pô. Mete maior paranóia aonde não tem, em um bagulho que se os dois quiserem e se esforçarem, vai dar certo.
Fiz um bico, me ajeitando ali em minha cama, e só fiquei refletindo nas coisas que ele tinha me falado.
Estava a alguns minutos na ligação com o Magrão, e o cara já tinha percebido que eu estava um pouco estranha. E não consegui mentir pra ele, contei tudo o que eu estava sentindo, e ele tá aqui, a quase dez minutos me dando conselhos que eu sei que não vou conseguir levar a diante.
Magrão: Se você gosta do cara, chega nele e fala tudo o que tá sentindo. Espera a reação dele, e aí... só aí você decide o que faz dali pra frente.
Rafaelly: André...
Magrão: Nem vem, Rafaelly. Não faz que nem o teu irmão, e deixa pra falar que gosta da pessoa no último segundo, por que você não sabe o que te espera amanhã.
Assim que ele tocou no nome do Rafael, eu senti um apertinho no peito, e o que ele falou, pesou em mim.
Eu realmente não sabia o que podia acontecer comigo, ou com ele daqui uns instantes, então eu realmente tinha que me abrir logo, mesmo que com isso o lance entre nós dois pudesse acabar de uma vez.
Rafaelly: Odeio quando você esfrega o óbvio que eu tenho que fazer na minha cara - bufei, escutando sua risada.
Magrão: Meu tempo de usar o telefone tá acabando aqui. Domingo você vem?
Rafaelly: Claro que sim, Zé bolacha.
Magrão: Vou te esperar então, pô. E ó, trás minhas bolachas em, rum.
Rafaelly: Pode deixar. E se cuida aí dentro em.
Ligação.
Deixei meu celular de lado, respirando fundo.
É, eu iria ter que falar com o Wellington de uma vez!
Não podia deixar pra depois, sendo que eu não fazia ideia se teria o depois pra mim, ou pra ele. Tinha que colocar tudo pra fora com ele logo, então eu já fui mandando mensagem, pedindo pra ele me encontrar aqui em casa, assim que minha mãe saísse a noite pra casa do namorado dela.
E mesmo sem ter uma resposta dele, eu já fui ficando nervosa com as possíveis reações que ele poderia ter assim que eu abrisse o jogo de uma vez com ele.
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Obg pelos 300k de leituras nesse livro genteee. Amo vcs, cara
❤️❤️❤️
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Lance Proibido
RomanceA Razão nos contém dos nossos desejos proibidos... A vontade se cala, mas não se acaba... Hoje a emoção é amiga da Razão. Mas se a vontade falar mais alto e a emoção trair a razão... Amanhã vai sair na primeira edição, um crime de paixão...
