**Capítulo 40**

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Soltei um suspiro alto, me ajeitando ali em cima da minha cama, e ele veio deitando com a cabeça em cima do meu peito.

Minha buceta latejava de tanto que nós dois fodeu aqui nessa cama. Estava molinha, molinha...

Esse cara realmente sabe transar de um jeito surreal. Como nenhum outro! Mas isso, eu assumo apenas para mim! Não quero dar o gostinho pra ele de saber que me fez delirar bastante nessa noite.

Rafaelly: Vai dormir aqui não, né? - olhei para ele, que ainda estava com a cabeça em meus peitos, enquanto apertava levemente o bico de um.

Neguinho: Tá maluca? Lógico que não, pô. Tu ainda não é digna de passar uma noite inteira dormindo comigo.

Rafaelly: Primeiramente que se eu passasse uma noite inteira contigo, nem dormir a gente iria. - dei uma risada baixa, e ele levantou o olhar pra mim. - E outra, eu sou digna de tudo! Eu que não quero dormir contigo.

Neguinho: Ih garota, quem passa uma noite comigo, só tá saindo no lucro, na moral. Tu que tá perdendo, se liga.

Rafaelly: Aí Neguinho, você é tão...- suspirei, deixando a frase no ar, sem fazer questão de terminar.

Neguinho: Tão o que?

Rafaelly: Não sei. - fiz uma careta pegando meu celular, e ele bufou. - Já são quase duas e meia da manhã, puta que pariu...!

Wellington se levantou da cama, indo pegar suas roupas no chão, para começar a se vestir de uma vez.

E eu, na onde estava, continuei, apenas observando ele vestir a roupa, com a maior cara de sono.

Rafaelly: E ah, respondendo sua pergunta... eu entrei naquele site por dinheiro. Isso já era bem óbvio!

Ele olhou para a minha cara, negando com a cabeça, e jogou a camiseta no ombro, se aproximando de mim.

Neguinho: Se tá precisando de dinheiro, é só falar comigo, Rafaelly. Dou meu jeito, e pago a quantia que tu precisa.

Rafaelly: Não esquenta com isso, negão. Relaxa!

Neguinho: É sério que tu prefere pegar dinheiro com um cara que tu nunca viu na vida, menina? - cruzou os braços.

Rafaelly: Sim, é mais fácil de aplicar um golpe bolado.

Neguinho: Filha da puta tu em, garota!. - negou com a cabeça, soltando um risinho. - Mas, você sabe que uma hora ele vai querer algo em troca, né? Tu tá ligada...

Rafaelly: Wellington, calma! Eu não sou tão otária quanto pareço. Não vou fazer nada que eu não queira, e se alguém me atormentar, eu te ligo!

Neguinho: Rum, vai achando que sempre vou estar aqui disponível pra te ajudar nas suas merdas. Só vai achando mesmo.

Revirei os olhos, dando um sorrisinho de lado, e me levantei daquela cama, ficando em pé na frente dele. Abracei seu pescoço, aproximando meu rosto do seu, e dei um selinho rápido em sua boca.

Rafaelly: Eu tenho certeza que você sempre vai estar aqui pra me ajudar nas minhas merdas. Te conheço, Wellington.

Ele olhou para a minha boca, mas logo levantou o olhar para meus olhos.

Neguinho: Tô aqui agora, mas não pra sempre!

Fiquei olhando para ele fixamente, sem desviar por um segundo os nossos olhares. E confesso que me perdi por alguns momentos naquele olhar escuro que ele tinha, esquecendo um pouco dessa confusão toda que eu sabia que estávamos entrando, assim que demos nosso primeiro beijo aqui nesse quarto.

Mas agora já era um caminho sem volta!

Que mesmo se eu quisesse, não daria para voltar atrás, mudando e tentando apagar tudo o que tinha acontecido, ou o que está acontecendo.

Neguinho: Só... toma cuidado nessa porra, Rafaelly!

Wellington antes de sair, deu um beijo na minha testa, outro na minha bochecha e por último um selinho demorado.

Neguinho: Depois eu venho aqui. - abriu a janela. - Vai no pagode mais tarde?

Rafaelly: Claro! E você que vai me levar, negão.

Ele fez uma careta, dando uma risada baixa, e se foi, fechando a janela do lado de fora. Fiquei olhando ele se afastar, e antes de ir embora e sumir da minha vista de uma vez, ele se virou para mim, dando uma piscadinha.

Soltei um sorrisinho de lado na hora, respirando bem fundo, e me joguei naquela cama, pelada mesmo.

Queria ter uma noite de sono maravilhosa agora, depois desse sexo gostoso que tive com o negão. Só estava precisando disso!

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