Acho que felicidade não é uma coisa que você pode chegar e comprar achando que vai bastar.
Não. Infelizmente não funciona assim.
Dinheiro é bom, óbvio. Mas a felicidade e o amor quando se é conquistado, mesmo com esforço, é a coisa mais incrível que você irá sentir.
Sim. Em muitos momentos eu não me importaria de estar deprimida enquanto bebia champanhe em um hotel chique na frente da Torre Eiffel, em Paris.
Mas... a sensação incrivelmente boa que você sente quando olha para trás, observa todos os momentos ruins que você passou, as dificuldades que conseguiu passar, e no final ter conquistado aquela pequena felicidade, é uma sensação única. Incapaz de ser explicada.
E quando você sente esse alívio, percebe que na vida nem tudo é flores e risadas. Nem tudo acontece do jeito que voce deseja. Infelizmente. Mas quando você percebe isso, sua vida se torna mais leve e você consegue suportar tudo ao lembrar que uma hora, tudo vai se estabilizar.
Tudo.
E na minha vida. Quando coloquei isso na minha cabeça e olhei pra trás, para tudo aquilo que fui obrigada a suportar e olhei para onde eu estava, vendo o quanto eu estava feliz, eu senti um peso enorme sair de minhas costas ao saber que as vezes não importa o que você suporta, tudo vai passar e a sua hora de ser feliz uma hora vai chegar.
Magrão: Sinistro não sabe assassar uma carne, porra. - ele murmurou, sentado em meu lado. - Essa porra aqui tá parecendo carvão.
Sinistro, que estava na churrasqueira, xingando e bufando como sempre, olhou para o André com a cara fechada.
Sinistro: Vem fazer essa porra aqui então. - falou, e André riu. - Para de reclamar se não meto a carne crua na tua goela, maluco. Ram.
Magrão revirou os olhos ainda dando risada. E mesmo após reclamar da carne, ele continuou comendo como se não comesse há dias.
Apenas uma taça grande estava em minha mão, repleta de gin com algumas especiarias que Jade colocou. Ela estava ao meu lado, revirando os olhos para seu marido.
Jade: Rafael, a carne realmente está parecendo um filé de asfalto.
Sinistro resmungou algo que não podemos ouvir, mas Pedro que estava ao seu lado, deu risada balançando a cabeça em negativa.
Wellington estava na mesa onde estava a comida servindo em um prato com tudo o que pedi. William estava lá em baixo na sala jogando video game com a irmã mais nova do Pedro.
Minha mãe mexia na caixa de som, lutando para escolher uma música que preste.
Wellington trouxe o prato cheio de maionese, farofa e vinagrete. Tinha algumas carnes, linguiças e pão de alho.
Agradeci a ele com um selinho e comecei a comer.
Jade roubou um pão de alho meu, me fazendo resmungar com a boca cheia. Magrão continuou devorando a comida, a cada duas garfadas ele falava sobre a carne queimada.
Sinistro bufava, já perdendo a paciência e eu sabia que faltava pouco para ele jogar aqueles carvão da churrasqueira em cima do André.
Jade: Seu irmão é insuportável, credo. - franziu o nariz. - Não sei como eu aguento.
Eu ri.
Rafaelly: Vocês dois combinam. - ela torceu os lábios. - Você é calma, gentil e sorridente. Já ele um arrogante, descontrolado e emburrado. Opostos que combinam.
Jade deu risada, prendendo seu olhar no meu irmão. Seus olhos brilhavam tão intensamente que achei que poderia ficar cega com aquele brilho todo.
Era incrível como eles eram tão diferentes, mas mesmo assim... conseguiam se amar e levar a relação em um nível leve e saudável.
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Lance Proibido
RomantizmA Razão nos contém dos nossos desejos proibidos... A vontade se cala, mas não se acaba... Hoje a emoção é amiga da Razão. Mas se a vontade falar mais alto e a emoção trair a razão... Amanhã vai sair na primeira edição, um crime de paixão...
