Na mesma hora eu tive a sensação que iria desmaiar alí mesmo, porque não podia ser possível o que — quem — eu estava vendo na minha frente.
Meu corpo todo se tremia de nervoso, meu coração batia tão forte em meu peito, que jurei que ele iria sair voando de mim a qualquer instante.
Minha vista embaçou, e aí eu tive quase, quase a certeza de que estava realmente delirando. Estava louca, louca!
Rafaelly: Eu... Hum. - cocei a garganta, balançando a cabeça. - Puta merda, estou delirando...
Sua risada rouca e abafada invadiu meus ouvidos, despertando todos os meus sentidos outra vez. Minha visão ficou normal, eu parei de tremer e consegui regular minha respiração outra vez.
Sinistro: Ih garota, qual foi? Ala...
Rafaelly: Eu estou louca, louca...
Na mesma hora minha vista voltou a embaçar, agora por conta das lágrimas que começaram a se acomular em meus olhos.
Então eu me aproximei lentamente dele. Rafael se levantou, com um sorrisinho de canto. Ele jurava que eu iria abraça-lo, mas minha única reação foi socar a sua cara.
Meu punho estalou em seu queixo de uma força que eu sequer imaginava que tinha dentro de mim. Ele cambaleou para trás, em choque.
Mas foi eu sentir seu contato, que a ficha começou a cair, e não me dei mais por mim. Comecei a socar seu peito enquanto diversas e diversas lágrimas rolavam por meu rosto. Lágrimas de raiva, felicidade e desespero. Tudo se misturando dentro de mim e explodiam naquele momento.
Rafaelly: Por quê? - gritei. - Por quê, Rafael? Por quê?
Ele não respondia nada, e não tentava me impedir de continuar socando ele. Ele sabia que eu tinha que descontar tudo, então não recuava.
Sinistro: Porra, só para de gritar. Assim tu me fode. - murmurou, segurando meus braços.
Então eu me calei, e parei de soca-lo, e foi quando eu senti seus braços grandes e fortes me rodearem, me apertando em um abraço firme. Ainda chorando, encostei minha cabeça em seu peito, sentindo ele apoiar o queixo no topo da minha cabeça.
Por mais que a ficha estivesse caindo naquele momento que ele realmente estava ali na minha frente, vivo e me abraçando como se nada tivesse acontecido, eu não conseguia raciocinar e entender como ele estava ali. Não tinha explicação.
Sinistro: Para de chorar, Rafa. - pediu com a voz baixa. - Relaxa pô, eu tô aqui agora...
Rafaelly: Mas não era pra estar. Rafael... Até dois minutos atrás você estava morto. Morto.
Sua risada ressoou entre a gente outra vez, e eu tive vontade de voltar a soca-lo.
Sinistro: Mas quem é vivo sempre aparece...
Afastei minha cabeça de seu peito, olhando-o seriamente. Ele sorriu.
Sinistro: Eu tô brincando, porra. Ala, que isso...
Rafaelly: Como... Como você sobreviveu?
Ele suspirou, se afastando de mim.
Sinistro: É uma longa história, Rafa. E que, sinceramente, não vale a pena entrar nesse assunto agora...
Rafaelly: O quê? - quase gritei. - Vale a pena sim, porque eu quero entender. Ou pelo menos tentar.
Sinistro: Eu não tô vivo? Porra, é só isso que importa. - bufou, cruzando os braços. - Tu é chatona, mané.
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Lance Proibido
Roman d'amourA Razão nos contém dos nossos desejos proibidos... A vontade se cala, mas não se acaba... Hoje a emoção é amiga da Razão. Mas se a vontade falar mais alto e a emoção trair a razão... Amanhã vai sair na primeira edição, um crime de paixão...
