**Capítulo 8**

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No sábado de manhã, eu fui acordada da pior forma possível!

Uma criança pulava em cima de mim, gritando pra eu levantar logo, porque queria me contar diversas coisas que tinha acontecido em sua escolinha.

Eu acordei puta, querendo jogar o William pela janela, mas todos iriam ficar contra mim, e Neguinho ia acabar me matando se eu fizesse isso.

Então eu só derrubei ele no chão, que começou a rir que nem um tonto. Me sentei na cama, coçando os olhos, e bufei olhando para aquela criatura.

Rafaelly: O que você tá fazendo aqui, William? Euem garoto.

William: Mamãe veio falar com a vovó Ana, não sei sobre o que. - fez careta, e veio sentar ao meu lado.

Peguei meu celular e já vi que era quase três horas da tarde. Dormi demais, mas nem liguei, já que hoje era sábado, dia se curtir maneiro a noite.

Rafaelly: A feia da tua mãe tá aí ainda?

Ele balançou a cabeça concordando, e já foi começar a mexer nas minhas Barbies. Eu tinha algumas Barbies desde quando eu era criança, guardadas ali no meu quarto, e sempre tinha que ficar escondendo para o William não mexer, e acabar estragando elas.

Garoto parecia que adorava estragar as coisas em que brincava. E isso me deixava puta pra caralho, porque ele sempre vem querendo mexer nas minhas coisas, e no final acaba estragando alguma parada minha.

Rafaelly: Já aviso que se estragar alguma, eu vou rasgar teu dinossauro gigante.

William me olhou assustado na hora, e até parou de mexer nas minhas Barbies. Esse menino quando tinha dois anos de idade, ganhou um dinossouro enorme de pelúcia do pai da Naysa, e o garoto é grudado nessa porra, que em qualquer lugar que ele vai, quer levar aquele bicho.

E pra terem uma noção, esse garoto não deixa ninguém se quer tocar nele. Menino se trasnforma quando vê alguém mexendo, serin mesmo.

Sai dali do quarto com ele, e do corredor, já ouvi a voz da Naysa, e a da minha mãe. As duas conversavam na cozinha, ou melhor...fofocavam!

Dei um beijo na bochecha da minha mãe, e um tapinha na testa da Naysa, que me xingou.

Fui esquentar meu almoço, só ouvindo as duas falando e falando. Quando fui comer, resolvi ir comer na sala, porque as duas praticamente gritando ali, já estava me dando dor de cabeça.

As duas nem se falam direito, mas quando pegam pra conversar... só sai merda!

Me sentei no sofá de boa com meu prato, e já fui ligando a TV em um canal de desenhos lá.

Gostava pra cacete de assistir esses desenhos bestas, e sinceramente não ligava se alguém me achava uma criança por isso. Gosto e pronto!

William logo apareceu ali também, com um pacote de bolacha em mãos. Sentou ao meu lado, e ficamos os dois assistindo ali, as vezes rindo que nem uns tontos por conta de alguma cena idiota do desenho.

******

Depois de um tempo ali com o William, a Naysa apareceu na sala, e veio sentando ao meu lado, com uma cara super estranha.

Rafaelly: O que foi, em? - perguntei, com o olhar cravado no desenho ainda.

Naysa: É o Neguinho...- suspirou, e eu revirei os olhos, já sabendo que vinha lamentação pela frente. - Cara, ele sabe que eu amo ele, e fica nessa de querer pegar essas piranhas daqui da favela.

Rafaelly: Ué, ele não quer ficar contigo. Tu só tem que aceitar e seguir a tua vida.

Naysa: Mas eu quero seguir a minha vida com ele! - bateu o pé.

Rafaelly: Aí eu já não posso fazer nada, Naysa. O cara não quer ficar contigo, então você tem que aceitar. - suspirei, tirando meu olhar do desenho.

Ela respirou fundo, encostando a cabeça em meu ombro, e eu já percebi que ela estava querendo chorar.

Rafaelly: Não! Nem começa! Vai chorar por conta de homem, porra? Euem garota. Se valoriza, caralho.

Naysa: Eu amo ele...

Rafaelly: Idai? Vai pra outra, mulher. Tem um monte de cara querendo ficar contigo, e tu negando por conta do Neguinho. Mas vai trouxa, continua aí...enquanto tu tá chorando por ele, ele tá comendo uma agora.

Na mesma hora em que eu disse, senti um tapão no braço. Olhei pra ela, e a minha vontade ali foi revidar, mas eu apenas levantei, me afastando dela, antes que eu fizesse alguma merda.

Rafaelly: Tá maluca, Naysa? Tá me batendo porque eu disse a merda da verdade?

Naysa: Desculpa, Rafa. Eu...eu só não gostei do que você disse, e te bater foi espontâneo. - fez careta, e eu neguei com a cabeça.

Rafaelly: Você é uma sem noção. - bufei, e ela deu uma risada baixa.

Me sentei no outro sofá, longe dela e fiquei com uma cara de cu do caralho mesmo.

As vezes acho que ela é louca, cara. Sinceramente, é do nada que ela dá uns surtos porque falo alguma coisa.

Não é a primeira vez que ela me bate, por falar alguma verdade sobre o Neguinho com outras mulheres.

Nunca revidei, sempre me segurando por conta da consideração, mas quando eu revidar, ela vai ver como é bom apanhar.

Ala, euem.

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