**Capítulo 14**

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• Neguinho •

Passei a mão no rosto, respirando bem fundo, pra não começar a surtar com a Naysa ali na frente dos caras tudo.

Tava puto já, mané. Mulher maluca! Doida da cabeça!

Pior merda que eu fiz na minha vida foi ter ficado com essa louca, papo reto! Tava aguentando mais não, cara.

Naysa: Você...você teve coragem de pegar essa piranha na minha frente! - gritou, enquanto as lágrimas desciam por seu rosto.

Neguinho: Naysa, tô te mandando o papo sério...- me aproximei mais dela, apontando o dedo em sua cara. - Se tu continuar fazendo esse show todo aqui na frente de todo mundo, eu vou fazer tu passar vergonha!

Naysa: Eu não tô nem ai, Wellington.

Neguinho: Tu sabe que eu me seguro até o último, filha da puta. - segurei no braço dela, e fui puxando aquela porra até a parte de fora da casa do mano. - Qual foi, caralho? Faz teu show aqui agora, anda!

Cruzei os braços, encarando ela serinho, com a cara fechadona mesmo. Zero paciência com essa desgraça já.

Fiquei lá esperando ela terminar aquele show ridiculo dela, mas ela apenas abaixou a cabeça, com uma cara estranha.

Ridícula demais, mané!

Neguinho: Tu só gosta de se crescer pra cima de mim na frente dos outros, né? Pra chamar a atenção, e pá. - balancei a cabeça, dando uma risada irônica. - Tu sabe que eu não vou te bater, até porque não encosto a mão em mulher, mas aí Naysa, se continuar com essas palhaçadas tu vai levar o seu, e nem é eu quem vai cobrar!

Ela foi tentar falar, mas apenas firmei meu olhar, e ela já entendeu, se calando de vez.

Neguinho: Cê acha bonito ficar fazendo esse escândalo na frente de geral, porra? Tu nem mulher minha é, caralho. Se liga!

Naysa: Mas eu não gostei de ver você com aquela garota, Wellington. - me olhou com lágrimas nos olhos outra vez. - Dói em mim.

Neguinho: Na real? Foda se! Eu não tô nem ai pra tu, e você deveria acordar e para de ligar pra mim também, até porque a gente não tem, e não terá mais nada juntos! Tu sabe que a única coisa que prende a gente, é o William, então para de caô.

Suspirei passando a mão no rosto,  respirando bem fundo mermo.

Essa louca apareceu aqui do nada no churrasco na cara de um mano do comando aqui em Floripa, e já foi causando com a mina que tava comigo.

Tendi nada não, até porque já deixei bem claro que eu e ela não tem porra nenhuma! Mas parece que essa porra gosta de fazer um show, dar escândalo e me fazer passar vergonha.

Já tô cansadão dessa mulher já! Só aturo mesmo por conta do William, se não nem perto eu chegava.

Neguinho: E outra, como tu sabia que eu estava aqui? - cruzei os braços, me aproximando dela, e ela se afastou um pouco.

Naysa: Sei lá, Neguinho. Eu só vim!

Neguinho: Mete o louco pra cima de mim não, Naysa! Como tu sabia, porra? - já aumentei meu tom de voz, perdendo mais um pouco da minha paciência.

Quando ela abriu a boca pra falar, meu celular começou a tocar no bolso, e quando fui atender, só vi Naysa indo embora dali de fininho.

Nem liguei pra essa porra, até porque queria longe. Então só deixei ela ir, e peguei meu celular, vendo que era a Rafaelly me ligando de vídeo.

Rafaelly: E aí, Negão. - sorriu pra mim assim que eu atendi, fazendo uma careta logo em seguida. - Tô nem vendo teu rosto Neguinho, cadê?

Arrumei o celular na frente do meu rosto, bufando, e ela sorriu outra vez. Gritou o William, e o moleque logo apareceu ali também.

William: Oi papai. - deu um sorrisinho pra mim, todo banquela.

Neguinho: Ala, caiu os dois dentes da frente juntos?

William: Os dois tava mole, e a dinda bateu a porta do guarda roupa com tudo na minha cara, e caiu os dois, e ainda fez um galo, olha papai. - ele virou o rosto um pouquinho e lá estava o galo enorme.

Rafaelly: Eu já disse que foi sem querer, William, euem. Tu falando desse jeito, teu pai vai achar que tô te maltratando. - fez uma careta, balançando um pouco o celular.

Neguinho: Tá enorme essa porra, menor. - falei olhando pro galo dele. - Coloca gelo.

Ele saiu de frente da câmera, e só ouvi ele gritando que ia pegar com a tia. Dei uma risada baixa, e encarei a Rafaelly, que olhava para baixo, mexendo em algo.

Rafaelly: Tá com essa cara aí por que, em Negão? - perguntou, levantando o olhar pra mim outra vez.

Neguinho: Uns bagulho chatão que rolou aqui.

Rafaelly: Deixa eu adivinhar... Naysa tá no meio? - balancei a cabeça, e ela riu. - Brigaram foi?

Neguinho: Ela fez maior show aqui na casa do mano. Bateu na mina que eu tava ficando, e veio querendo se peitar pra cima de mim. Vê se pode um bagulho desses, véi. - bufei, passando a outra mão no rosto. - Botei moral, e tava me segurando pra não surtar legal pra cima dela.

Rafaelly: Naysa é chatona, euem. Desde que ela me deu os tapas, tô meia assim com ela. - soltou do nada, e eu olhei pra ela serinho, nem entendendo nada. Ala.

Neguinho: Como é que é, Rafaelly? Ela te bateu, porra? - perguntei alto, mas logo abaixei o tom de voz quando ela me olhou de cara fechada. - Por que tu não me disse essa parada? Ih.

Rafaelly: Sei lá, Wellington. - deu de ombros. - Agora deixa eu ir porque minha mãe tá me gritando. Amanhã te ligo de novo pra tu falar direito com o teu filho.

Antes que eu pudesse falar mais alguma parada, ela desligou a chamada, e eu guardei o celular no bolso.

Naysa já tava maluca já! Tenho certeza que bateu na Rafaelly porque a mina deve ter falado algum bagulho que ela não gostou, comigo no meio.

Mas deixa só ela, rum. Quando eu voltar vou ir atrás dessa parada serinho, e ela vai ser cobrada maneiro. Sem ideia pro lado dessa otária! Tô de saco cheio dessas palhaçadas já. Só vergonha, e eu não sou obrigado não.

Ela tá achando que aqui é otário mesmo. Ala.

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