• Neguinho •
Olhava os caras deixando o cabelo da Naysa curto pra caralho. Num corte que teve direito até risquinho, e sinceramente? Estava até satisfeito vendo ela chorar pedindo desculpas, jurando por tudo que o que aconteceu essa madrugada, nunca mais iria se repetir.
E nem vai, pô. Já deixei avisado que a guarda do William agora vem pra mim. Mulher não sabe levar o menino no médico reclamando de dor, e quer vir falar que é a mãe perfeitona, fodona e os caralho. Nem pra me avisar serviu. Vai se foder!
Não vou negar, Naysa sempre cuidou muito bem do moleque, mas de uns tempos pra cá a filha da puta tá dando vacilo demais, pô. Rum.
Até mandei uns caras ficarem na cola dela, bem no sapatinho, pra ver de perto o que realmente tá acontecendo pra ela agir desse jeito largado com o menino. Tá estranho demais pô, que isso...!
Nessa porra tem merda envolvida. Duvido nada!
Naysa: Me bate, me espanca, arranca um dedo meu, ou me deixa careca de uma vez, faz tudo comigo, só não tira o William de mim, por favor Neguinho. - se jogou no chão de joelhos na minha frente, assim que os caras terminaram de cortar o cabelo dela.
Neguinho: Não vou fazer nada disso contra você, ainda! Porque não quero ver meu filho crescendo com ódio de mim, porque machuquei a mãe dele. Mas a guarda do menino, agora fica comigo.
Naysa: Eu vou entrar na justiça e...
Neguinho: Pode entrar pô, fica a vontade mermo. Que é assim que tu vai dessa pra melhor! Rum.
Ela se levantou do chão, se aproximando de mim, com um olhar que se não fosse ela jogando, eu até ficaria meio assim.
Naysa: Eu te odeio, Neguinho. Tenho nojo de você. Aquele amor todo que eu achava que sentia por ti, se transformou em nojo, raiva...
Neguinho: Finalmente porra! Tava na hora disso acontecer já. Dou até graças ao pai lá de cima. - suspirei, dando uma risada baixa. - Chata pra caralho, mané. Tava aguentando mais não.
Ela soltou uma risada alta, pura de deboche e ironia, que jogava até a cabeça pra trás. Se fingindo mesmo!
Naysa: Você vai ficar fodido na minha mão, Wellington. Vou acabar com a tua vida.
Neguinho: Ih ala, tá me ameaçando. - falei, dando risada e olhei pra cara dos meninos, que riram também. - Ai, o que vocês dois acham de meter madeira nas pernas dela? Na boa mermo.
Naysa: Neguinho...
Olhei ela de cima a baixo, negando com a cabeça, e me virei de costas pra ela, saindo daquela salinha, ouvindo ela gritar.
Respirei bem fundo, passando a mão no rosto e fui sentar em um banquinho de tijolo que tinha lá perto daquela salinha. Acendi um cigarro, dando a primeira puxada e fiquei por ali um tempão, fumando e pensando em altas paradas.
Até que meu celular tocou, e assim que eu vi quem era, joguei a bituca de cigarro longe, atendendo a ligação.
Neguinho: Qual foi, irmão? - assim que atendi, já ouvi a risada dele no fundo.
******
Acho que a maior benção na minha vida, foi o William ter aparecido nela. Mesmo que tenha sido de uma filha da puta, ele era meu tesouro mesmo.
Moleque é o centro da minha vida, e tudo o que eu faço, gira ao redor dele. Então por isso, sempre antes de fazer alguma parada, que pode de alguma maneira afetar ele agora, ou no futuro, eu penso duas, três vezes antes de fazer.
E é pensando nisso que até hoje não mandei darem um fim na Naysa, porque já vi muito caso que o moleque cresce cheio de ódio do pai, e no final, acaba matando o pai por isso. E a última coisa que eu quero é ele tendo ódio de mim, pô. Ala.
William: Cadê a mamãe? - já veio perguntando, assim que eu entrei na casa da tia.
Neguinho: Ela foi viajar por uns tempos, filho. - me abaixei, e logo a tia Ana apareceu, me olhando com aquela carona dela. - Fica tranquilo que já, já ela tá vindo te ver.
William fez um bico, e voltou a mexer num celular lá. Me levantei e já fui atrás da tia, pra ouvir o sermão.
Ana: Matou ela?
Neguinho: Aínda não. Mas eu só estou me segurando por conta do William. - suspirei, me encostando na pia.
Ana: Só não faça nada que irá se arrepender depois, ou trazer tragédia para o futuro.
Neguinho: Fica suave, tia. Tô ligado já nessas paradas, e pode ficar de boa mesmo.
Ana: Ok... o cara te ligou hoje? - perguntou mais baixo, depois de ver se alguém estava vindo.
Neguinho: Ligou, mas só pra avisar que não tá mais no Brasil. - fiz uma careta, e ela suspirou aliviada. - Ontem consegui pegar mais 10 mil da caixinha.
Ana: Vocês é maluco!
Negou com a cabeça, e eu ri baixo, deixando a tia ali fazendo as paradas dela, e voltei para a sala, me sentando ao lado do William, que jogava sentado no sofá.
William: Joga aqui pra mim, pai. Vou no banheiro. - praticamente jogou o celular em cima de mim, e saiu correndo em direção ao banheiro.
Peguei aquele celular e fiquei jogando um joguinho de um macaco lá pra ele. Tava até concentrado, ganhando ponto pra caralho pro menino, até que apareceu uma notificação estranha na tela.
Na hora eu parei o jogo, e fui ver aquela porra direito, nem acreditando naquela parada. Ala, tá me tirando mesmo.
Assim que vi sobre o que era, eu fiquei sem acreditar mesmo. Puta que pariu!
******
Aí gente, obrigada mesmo pelas mensagens de carinho e apoio que a maioria me mandou❤️ vcs não tem noção do quanto me ajuda!!!
E ah, quero agradecer pelos 800k de leituras em Diário de um Detento em. Sou grata demais a vcs!
❤️❤️❤️
VOCÊ ESTÁ LENDO
Lance Proibido
Storie d'amoreA Razão nos contém dos nossos desejos proibidos... A vontade se cala, mas não se acaba... Hoje a emoção é amiga da Razão. Mas se a vontade falar mais alto e a emoção trair a razão... Amanhã vai sair na primeira edição, um crime de paixão...
